Mostrando postagens com marcador corrida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrida. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Bora correr!

Como já comentei alguma vez por aqui, nunca fui de corrida. Sofria horrores quando precisava correr no colégio; sem saber respirar direito, terminava sempre com "dor de facão", como se diz na Bahia. Há uns anos, ainda em São Paulo, porém, ensaiei correr um pouquinho no meio das caminhadas pelo centro. Tinha comprado um bom tênis Adidas para corredores iniciantes, e isso me animou. No entanto, quando me mudei do centro para outro bairro, voltei a apenas caminhar. 
Já aqui, adotei a bike como exercício, juntamente com pilates e, cada vez mais, musculação. Como parece que isso não foi suficiente para reduzir o peso, resolvi intensificar a caminhada com um pouco de corrida, estimulada pelo marido, que pretende começar a correr em breve. Ele queria comprar tênis apropriados, resolvi dar a ele de presente de aniversário e comprar um par para mim também. De novo um Adidas - mesmo mais baratinho, muito confortável. 
Na esteira da academia comecei já meus primeiros minutinhos de corrida. Me parece que estou melhor do que quando corria no Minhocão, com mais controle da respiração e das passadas. 
Será que vou surpreender a mim mesma?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Novos percursos, novos recursos

Creio que meu trauma com corridas veio do colégio, quando tínhamos que fazer um percurso na pista de ciclismo à guisa de avaliação bimestral. Talvez antes ainda, da época do ginásio. Sempre corri mal, porque respirava mal, pela boca, e quase morria do coração no final da "prova".
Em tempos bem recentes, me peguei correndo, e curtindo correr. Comecei devagarinho. Percebi que os tênis machucavam o calcanhar. Comprei um par próprio para corredores iniciantes. Agora parece que estou flutuando. E volto cheia de serotonina, dopamina, endorfina. Mais feliz e mais bonita, além de mais saudável, é claro.
O mais legal é que essa mudança de "gosto" parece ilustrar uma mudança de paradigma - de alguns, pelo menos - que tenho experimentado. E isso porque não faço a linha "não conheço, portanto não gosto". Acho que tem mais a ver com me descobrir capaz de fazer determinadas coisas, embora, claro, ninguém seja obrigado a ser capaz de tudo, peloamor. Correr é o ápice do saber respirar pra mim - e conseguir fazê-lo é um grande trunfo. Significa que estou sabendo respirar=sabendo pensar=sabendo sentir=sabendo escolher.
Essa apropriação de capacidades e de escolhas e de fazer o que sempre quis vale também para as atividades criativas, para os projetos de vida todos. Descobri coisas novas que faço bem porque faço com amor (bordar, pintar, dançar, cozinhar) e redescobri coisas que sempre foram importantes, mas tinham ficado de lado (viajar, escrever, me relacionar). E assim eu até me emociono ao olhar para meus tênis novos, como se eles fossem uma espécie de laurel por tantas transformações.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

Arquivo do blog