Pois, pois - por conta de trabalho, que bom, fiquei por aqui no Carnaval. Cris e Julio se hospedaram aqui, o que sempre é sinal de agito. Ainda por cima, terminaram de encher o congelador com comidinhas prontas - que eles nem tiveram tempo de comer, diga-se de passagem.
Já tinha tido uma sorte tremenda, porque no ensaio do Cortejo Afro, a convite de Cris e na companhia de suas amigas do Batalá, duas semanas antes, houve participação do querido Saulo Fernandes. Quando fomos, no sábado de Carnaval, para a orla, lotada como nunca, estávamos já conformados com nossa pouca sorte quando fomos surpreendidos pela passagem do trio de Maga, nossa ministra da Cultura Margareth Menezes. Faraó pediu, a gente respondeu.
No domingo, eu bem que tentei sair de pipoca ao lado do Cortejo Afro, que tinha cordas, mas o atraso enorme me fez voltar para casa. Porém, de novo, a sorte me sorriu e eu vi, graças ao mesmo atraso, a rainha Daniela Mercury e a lenda Armandinho. Puxa, como valeu ter saído de casa!
Carnaval ainda é a festa mais democrática do Brasil, apesar da invasão das marcas patrocinadoras que só bancam as mega-atrações, puxando também os incentivos governamentais, o que escanteia os pequenos blocos, os grupos "originários", populares desde o nascimento. Apesar das cordas também - mas creio que metade dos grupos hoje libera a pipoca para o povo.
Carnaval ainda é a festa mais democrática do Brasil, apesar da invasão das marcas patrocinadoras que só bancam as mega-atrações, puxando também os incentivos governamentais, o que escanteia os pequenos blocos, os grupos "originários", populares desde o nascimento. Apesar das cordas também - mas creio que metade dos grupos hoje libera a pipoca para o povo.
Aliás, o trabalho dos cordeiros é um daqueles dinheiros muito, muito suados. Este ano, receberam 80 reais para segurar as cordas em torno dos trios, colocando para fora os penetras sem abadá ou pulseira. E o que dizer da corrida dos ambulantes em guardar lugar nas calçadas do circuito quase duas semanas antes do início do Carnaval? Crianças vêm junto com pais e mães, muitas vezes, pois não há com quem deixá-las. Mas, dentre as diversas ocupações geradas no Carnaval, a que mais me choca ao evidenciar desigualdades é a das escoltas feitas por seguranças para convidados VIP que querem chegar aos camarotes sem serem "importunados" pelo povo. No Carnaval. Uma festa po-pu-lar. Rapaz!
Apesar de toda desigualdade e gentrificação, ainda fico com Simas, quando fala da inversão que ocorre na festa, quando os invisibilizados podem mostrar sua cara, sua dança, sua alegria. Atrás ou não do trio elétrico, vivos. Vivos.

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