Pouco depois que Wag foi embora, soube da passagem de Carvalho. Nós havíamos falado tanto dele!
Paulinho, Cacá, Carvalhinho, Professor Carvalho. Desde meu primeiro momento no Anglo, seu sorriso e suas palavras doces me receberam. Mesmo não sendo do meu círculo mais íntimo, um amigo por quem sempre tive um imenso carinho e a quem sempre admirei, pela postura profissional e cordata, pela ética, pela inteligência rara, que mesclava a grande erudição filosófica e literária com a alma aberta ao outro mas avessa às injustiças de todo tipo. Rimbaud e Che Guevara numa mesma pele. Belo e maldito, aguerrido e terno.
Continuamos nos seguindo nas redes, e acompanhei seu tratamento contra um linfoma, o cotidiano no campo, o amor pela filha, pelos amigos e pelos bichos, seus embates traduzidos em textos eruditos e poéticos. Até ser surpreendida pela partida abrupta. O coração, tão grande e vibrante, subitamente cessou todo movimento.
Lembro de um comentário de Jonas, coordenador de matemática, acerca de uma calça estampada que eu usava - ele disse que parecia saída do guarda-roupa do Carvalho. Foi um elogio enorme para mim, ser comparada de alguma forma a ele, mestre de estilo no viver. Como tantos amigos saudaram, acertadamente, evoé, Carvalhinho! Siga fazendo arte entre as estrelas, brilhe entre elas como brilhou entre nós, querido.
.jpeg)


.jpeg)
.jpeg)





.jpeg)


.jpeg)

.jpeg)







.jpeg)

.jpeg)


