Por fim, saiu meu texto escrito em março, na disciplina de Feminismos digitais, com Vanessa. Ela, sempre a nos estimular/desafiar, generosamente cedeu seu espaço na coluna do jornal A Tarde para publicarmos. É tão bom ver nosso texto impresso, tornado realidade! Ainda mais saindo na capa quase ao lado do Messi, imagine. Vamos avançando os dois, ainda que com velocidades e metas bem variadas.
Nem guerê nem pipoca
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Junho inicia os trabalhos festivos e afetivos
O mês do coração aquecido começou, com chuvas mas também diversão. E já me convenci de que uma das minhas missões na vida é iniciar pessoas no karaokê. Dessa vez, foram os amigos do espanhol - fomos fazer nossa formatura cantando, e eles amaram!
No outro dia, fui almoçar o cozido delicioso feito por Cris na companhia de Guga e da Diretoria quase completa. Passei sem traumas da energia veinteañera dos chicos para o humor dos 50+. E reafirmamos nossos laços em mais um dia concedido pela vida.
Como junho também tem Copa este ano, comemorei com Liu seu aniversário no dia de Santo Antonio e de jogo do Brasil contra o Marrocos, no simpático Boteco da Sereia. Desde o karaokê que não recupero a voz, imagine depois de uma partida tão apertada como aquela.
Seja qual for a ocasião, o importante é estar com nossos queridos, enquanto vida houver. Rindo, cantando, torcendo, esse é o tom pedido por junho.
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segunda-feira, 8 de junho de 2026
Flores de maio
Maio passou voando, mas trouxe lindas flores em meio à correria após mudanças do PNLD.
Fim de curso sobre feminismos digitais, mais conciso e mais profundo, por estranho que pareça. Trouxe aquela vontade de que esse círculo, essa roda, não se desfaça nunca. Tenho exercitado muito minha escuta, um desafio para os muito falantes (estridentes, inclusive, como diria minha irmã caçula), o que é essencial para deixar passar os ruídos mentais desnecessários (e às vezes nocivos). Calar para ouvir e ouvir-me. E tão bom é ter mais perto pessoas como Vanessa, Carle, Márcia, Flavinha, Sandra, Gabi, Be, Nara, Jô, Andreia, Ariadne, Bárbara, Arthur, Jane. Ouvir e ver a música de Kailane, os versos de Samantha, a videoperformance de Thaís (um salto sobre o abismo como o de Thelma e Louise). Saber de pesquisas que me impressionam pela profundidade e beleza, me comover com os relatos de experiências tão diversas mas que compreendo tão bem. Me sinto menos estranha no ninho, porque esse ninho é muito acolhedor.
No Dia das Mães, em outro ninho, estive com ex-sogra, que me adotou como filha desde minha chegada. Fiz uma chocotorta com receita adaptada, sucesso seguro (mais creamcheese, menos doce de leite, biscoitos Maria de chocolate com um toque de café). Ocasião de ouvir os mais velhos, percebendo como cada vez vamos ficando mais próximos deles em termos de experiências. De repente, passo a entender quase tudo dessa fase que cada vez mais é minha também.
E teve visita da minha irmã caçulinha. Marie veio num pé e voltou no outro, mas fomos à casa de Jorge e Zélia, comemos malassado no Catiguria, compramos delicinhas no Ceasinha, enfim tomamos o vinho que Harley me deu de presente, visitamos a Catedral e a Igreja do Rosário (onde eu não entrava desde que participei de uma festa há quase trinta anos). No Rosário, fomos conduzidas por José Roberto, que quase não nos deixava ir embora - e assim se percebe como as relações sociais estão escassas. Visitamos a Fundação Casa de Jorge Amado e fui presenteada com réplicas de azulejos de Carybé, depois subimos a ladeira para o Carmo e almoçamos arroz de hauçá no Café e Cana (quase tudo estava fechado) com delicioso caju amigo sem álcool. Ainda fomos ao Mercado Modelo que já estava quase fechando. Também consegui, enfim, provar o suco de limão com água de coco, muito bom. E muita conversa, risos e terapia familiar, sempre, além de uma foto decente da Opará na Casa do Rio Vermelho.
Embelezando tudo, o grupo de monitores de várias exposições trouxe um logo lindo feito por Leandro, que, aliás, conversa diretamente com a Oxum de Carybé.
Foi bom florir com maio.
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UFBA
terça-feira, 5 de maio de 2026
Fricassé leguminoso
Outro dia, após séculos, fiz fricassé de frango. A receita da Rita Lobo é a minha favorita pelo sabor e porque não precisa de forno, tudo se resolve numa panela só. Mas daí pensei, nestes tempos em que tem sido difícil cozinhar, totalmente sem inspiração nem vontade, que queria testar um creme feito de legumes do perfil Cozinha de Gente Moderna e que é usado justamente sobre frango desfiado. E acabei juntando o milho ao restante dos legumes congelados. Ficou ainda melhor, além de mais nutritivo, claro. Mereceu foto.
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quinta-feira, 23 de abril de 2026
E, contudo, se movem!
Para onde quer que eu olhe, vejo mulheres se movimentando em busca de mudanças - de si, do entorno, do país, do sistema, do mundo. Mudanças que dizem respeito não somente a elas/nós, mas a toda a sociedade, para melhor, para avançar na direção de direitos universais, e não apenas identitários, como sugerem alguns.
Estamos pesquisando, fazendo leituras coletivas, propondo novas realidades, prestigiando e promovendo a arte, fazendo novas amizades, fortalecendo laços, tecendo teias e manhãs. E também cuidando, alimentando, festejando, experimentando, aprendendo, criando e sobrevivendo.
Não há nada mais belo e honesto, sobretudo hoje, do que ser mulher. Apesar dos esforços de nos apagarem, seguimos nos movendo, brilhando e nos fortalecendo. Não há mais hipótese de abjurarmos esse poder.
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Tita Parra
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Tudo de bão
Cabeceira
- "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
- "Geografia da fome", de Josué de Castro
- "A metamorfose", de Franz Kafka
- "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
- "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
- "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
- "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
- "O estrangeiro", de Albert Camus
- "Campo geral", de João Guimarães Rosa
- "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
- "Sagarana", de João Guimarães Rosa
- "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
- "A outra volta do parafuso", de Henry James
- "O processo", de Franz Kafka
- "Esperando Godot", de Samuel Beckett
- "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
- "Amphytrion", de Ignácio Padilla





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