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domingo, 30 de dezembro de 2012

Hello goodbye

Queria ter escrito algo bonito, ou pelo menos encorajador, para saudar o novo ano. Mas a inspiração deu lugar a um desejo de ficar quieta vendo as luzes de 2012, um ano de comunicações difíceis, se apagando.
Mesmo que 2013 herde algumas pendências do antecessor, creio que essa quietude há de me ajudar a renovar o fôlego para mergulhos mais profundos (em projetos novos ou antigos, em novos lugares, dentro de mim, onde queira).
No final, acho que é o melhor que posso desejar aos queridos: fôlego renovado para ir além da superfície. Talvez haja alguma escuridão e criaturas estranhas, talvez beleza e pérolas - só o mergulho de verdade vai dizer.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Os pagadores de promessas

Quem será que inventou as promessas de final/começo de ano? Serão um desdobramento da culpa judaico-cristã? Com certeza, coadunam-se com as faxinas, esvaziamento e organização de gavetas, happy-hours apressadas com amigos que não vemos o ano inteiro (o coroamento daquele cafezinho prometido por meses!), consultórios médicos e laboratórios de análises clínicas lotados etc. ao fim de mais 365 dias de vida.
Isso é ruim? Claro que não. Mas pode ser menos estressante (e eu não vou acreditar se me disserem que fazem assim por causa da "adrenalina"), se tudo isso for espalhado ao longo do ano: cuidados consigo, com os outros e com seu espaço. A essa proposta, ouviremos a ladainha da falta de tempo (sobre a qual já palpitei em texto que mora no blog http://seroquesoa.blogspot.com/, vizinho deste).
De todo jeito, que bom é fazer promessas que pretendemos cumprir! Porque isso é sinal de que ainda temos esperança - que é, afinal, o que nos faz acordar e viver a cada dia.

(O título da postagem, claro está, é uma homenagem a Anselmo Duarte, que morreu em 2009, 47 anos depois de transformar a obra de Dias Gomes em filme homônimo - na minha modesta opinião, um dos mais tocantes do cinema brasileiro)

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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