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terça-feira, 21 de julho de 2026

Vou festejar

Que delícia este julho de comemorações, entre tantas demandas! 
O livro que ganhei de amiga-secreta de Bárbara inaugurou os presenteares em alto estilo, com Chimamanda. Em seguida, me presenteei com as tatoos muito significativas do colibri e das espadas com bichano, a partir de desenho meu, pelas mãos habilidosas de Jackie (que me chegou por João Paulo, mestre de cajón). 
Teve a cantoria delícia com amigos de diversos cantos, com cantos diversos, na Lapa. E o povo todo festejou com a gente ao som de Beth Carvalho, um apogeu na vida. 
Para nunca perder o costume, ponguei no aniversário de dona Amélia, com minha querida família do coração. Teve o melhor bolo de morango que já provei, para coroar os festejos. 
Mas os maiores presentes, sem sombra de dúvida (e sem sombras em geral), são a presença e o agora. Com companhia e tempo de qualidade, festejar é inevitável. 

domingo, 28 de setembro de 2025

Cantoria na Lapa

Vivi fez aniversário e fomos comemorar no karaokê da Lapa. Zero glamour, o predinho na Joana Angélica acaba sendo escondido pela feira que vai se desmontando ao anoitecer. Quase não achei, tive de perguntar a um ambulante onde era. 
A fila para cantar é grande, mas funciona. Quatro reais por música, como na saudosa Choperia Cristal. Os organizadores da fila ainda fazem backing vocal, um luxo. E o público, embora tenha de tudo, como convém a um espaço democrático como o karaokê, tem muito profissional, rola muito cantor velha guarda, uma maravilha. As outras mesas participam de tudo, cantam junto, pura diversão. 

Um bolinho para Sueli

Sueli faz parte da minha diretoria do litoral norte. Viramos vizinhas em Salvador. Ela é desterrada como eu, da mesma cidade. Também deixou São Paulo para viver na Bahia em função de um casamento. Ela é uma das pessoas mais naturalmente elegantes que conheço. 
Soube, num dos nossos cafés, de sua angústia por uma questão de saúde na família. Ela comentou também da saudade dos amigos que sempre se reuniam no litoral norte. Daí resolvi chamar todos para um almocinho com bolo de aniversário para ela. Um jeito de emanar amor para ela e sua família querida. Acho que deu certo, pelas notícias que ela compartilhou depois. E a gente também se impregnou desse afeto, como sempre. 

domingo, 20 de julho de 2025

Também gregária

Gosto da minha companhia, graças à deusa. Mas também sou gregária. Se estou em grupo, participo. Claro que os diferentes grupos possibilitam isso ou não. 
Este semestre foi especialmente rico em vivências coletivas. As duas turmas que frequentei como aluna especial foram ótimas, e as aulas de fechamento de ambas seguiram a mesma linha. Senti muito afeto pelas pessoas e pude realmente fazer parte e me sentir ouvida. As imagens dos últimos encontros transbordam afetividade. Num deles, que seria on-line, algumas de nós resolvemos participar de forma híbrida, com café que teve lelê de fubá e acaçá, para fazer companhia às colegas que não puderam voltar para suas cidades - não preciso dizer mais. 
Como julho é meu mês, também me incluí em comemoração de aniversário na casa da ex-sogra, e ainda pedi bolo red velvet, perfeito! Que sorte a minha ter sido atendida! Depois, preparei um brunch em casa com amigos, dessa vez com bolo floresta negra, pães e frios, uma comilança com debates acalorados mas respeitosos. 
Uma fuzarca de vez em quando tem muito valor, ora se tem. Com comidinhas deliciosas, é puro exercício de comensalidade.   


 

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Bolinho e bololô

Sim, após muitos anos, por fim comemorando no dia 17.
Quando eu era adolescente, tinha um certo trauma de aniversário, porque caía nas férias, e achava que ninguém ia comparecer. Tinha receio de convidar e levar toco, além de a casa ser pequena para receber mais de meia dúzia de pessoas (embora, como disse, acreditasse que não viriam todos que convidasse). Muito diferente de quando eu era pequena, e sempre tinha festa com bolão feito por minha tia Cida, cozinheira de mão cheia.
Somente quando comecei a trabalhar tive a brilhante ideia de comemorar meu aniversário fora, com amigas e amigos. Virou uma tradição ir à Speranza todo ano, encomendar bolo no Benjamin. No meu próprio canto, também ficou mais fácil reunir a galera, e cada vez mais fui sacando o valor do petit comité. Já fiz aniversário em danceteria, uma vez, mas prefiro mil vezes o karaokê só com os íntimos. 
Este ano, foi modesto, mas rico, com bolinho e bololô de queridos. Errei a conta dos salgados, encomendei pra um batalhão, porque essa galera vale por muitos mesmo, e ainda fiz pão delícia, boliviano, brigadeiro e toalha felpuda, só para lembrar o bolo de festa que nunca teve no meu aniversário, mas que eu vi muito por aí (uma memória afetiva apropriada, digamos assim).
De novo, muito bom. Comemorar é muito bom, especialmente quando não se sabe do futuro - é uma espécie de dança da chuva, chamamento de dias melhores, que virão, ah, virão sim. Tim tim.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Pré-aniversário com feijoada, karaokê e desfile de perucas

Foram tantos anos comemorando o aniversário juntos, mesmo que quase nunca no dia 17 (porque juntávamos o meu, de Carol e de dona Amélia), que este ano mantivemos a tradição. Ganhei uma feijoada delícia de pré-aniversário, com direito à família toda reunida, só faltando enteado. Amor é isso, né? Mesmo quando o casamento acaba.
Ainda rolou karaokê, com microfone sofisticadíssimo que Nana trouxe e um desfile de perucas que arrumei para incrementar as performances. Foi bom demais! Até me deu ânimo de encarar a passagem dos 52 que vêm por aí (e logo tem mais festa, que sou uma drama queen que adora festejar).

domingo, 23 de julho de 2023

A perfeição do encontro

O que é perfeição? Tão difícil definir, tão pessoal de perceber. Mas, na última sexta, foi esse encontro para celebrar a vida que chamei de perfeição.
Ganhei uma festa em SP de presente de aniversário, da minha querida-deusa-feiticeira Naiara. Fui num dia e voltei no outro para não atrapalhar meus anfitriões e também por causa de Zenzito, ainda se acostumando à minha ausência. Foi uma oportunidade de encomendar o bolo e os brigadeiros da Arícia, que são realmente perfeitos - e ela me mandou uma caixinha de mimo com brigadeiros, inclusive de morango, meodeos!
Em meio à gataria fofa, cantamos, dançamos e brindamos à vida e à amizade, com meus 51 como pano de fundo. Amigos de diferentes épocas, afetos de longa duração: a arte do encontro. Já disse que foi perfeito?

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Um lindo dia na vizinhança com amigos

O título é uma referência ao filme com Tom Hanks sobre um episódio na vida do apresentador Fred Rogers, que preconizava atitudes positivas entre os pequenos, público-alvo de seu longevo programa televisivo. O nome do filme foi o mais próximo a que cheguei para traduzir um dia festivo com os amigos no final de semana passado.
Jojô fez aniversário e quisemos comemorar com ela. Ela teve a ideia incrível de irmos visitar um meliponário, ou apiário, em Malhadas, distrito de Mata de São João, e depois almoçarmos perto dali, no restaurante do Martim, ou Martins. Guga não foi, por medo de ser acometido por uma dor de dente mais forte, então levei Lulu, que está nos visitando. 
E foi tudo demais de bom. Eu, alérgica a picadas, me deixei tocar pelo voo macio das uruçus nordestinas, que fabricam o mel mais gostoso da Terra. Conhecemos as minúsculas jataís, cujo mel deve ser o mais caro de todos (300 reais o litro); descobri que a abelha pretinha, urupuá, é meio que uma mosca, em seus modos, polinizadora - o mel dela não se consome. Existe a abelha limão, cuja natureza é somente a de saquear as colmeias alheias e roubar o alimento das colegas. E soubemos que as abelhas, tão espartanas, expulsam as imperfeitas, não se misturam com outras espécies e decepam as invasoras com suas mandíbulas (!). 
Jojô fez aniversário e nós é que ganhamos presente. 

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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