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terça-feira, 21 de julho de 2026

Vou festejar

Que delícia este julho de comemorações, entre tantas demandas! 
O livro que ganhei de amiga-secreta de Bárbara inaugurou os presenteares em alto estilo, com Chimamanda. Em seguida, me presenteei com as tatoos muito significativas do colibri e das espadas com bichano, a partir de desenho meu, pelas mãos habilidosas de Jackie (que me chegou por João Paulo, mestre de cajón). 
Teve a cantoria delícia com amigos de diversos cantos, com cantos diversos, na Lapa. E o povo todo festejou com a gente ao som de Beth Carvalho, um apogeu na vida. 
Para nunca perder o costume, ponguei no aniversário de dona Amélia, com minha querida família do coração. Teve o melhor bolo de morango que já provei, para coroar os festejos. 
Mas os maiores presentes, sem sombra de dúvida (e sem sombras em geral), são a presença e o agora. Com companhia e tempo de qualidade, festejar é inevitável. 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Junho inicia os trabalhos festivos e afetivos

O mês do coração aquecido começou, com chuvas mas também diversão. E já me convenci de que uma das minhas missões na vida é iniciar pessoas no karaokê. Dessa vez, foram os amigos do espanhol - fomos fazer nossa formatura cantando, e eles amaram! 
No outro dia, fui almoçar o cozido delicioso feito por Cris na companhia de Guga e da Diretoria quase completa. Passei sem traumas da energia veinteañera dos chicos para o humor dos 50+. E reafirmamos nossos laços em mais um dia concedido pela vida. 
Como junho também tem Copa este ano, comemorei com Liu seu aniversário no dia de Santo Antonio e de jogo do Brasil contra o Marrocos, no simpático Boteco da Sereia. Desde o karaokê que não recupero a voz, imagine depois de uma partida tão apertada como aquela.  
Seja qual for a ocasião, o importante é estar com nossos queridos, enquanto vida houver. Rindo, cantando, torcendo, esse é o tom pedido por junho. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Amizade que tece manhãs e histórias

Wagninho veio a trabalho para a Bahia e depois tratou de me honrar com sua companhia. Não nos víamos pessoalmente há quase quatro anos. Quanta história para colocar em dia! Falamos de alegrias e tristezas, passado, presente e futuros, tomamos muitos cafés e sorvetes, batemos perna por Salvador, uma Salvador menos turística, mais popular, negra e profunda a maior parte do tempo, tudo praticamente registrado por Wag. 
Teve exposição no Muncab com lindos trabalhos de artistas brasileiros e estadunidenses abordando a ancestralidade africana com os onipresentes Rubem Valentim e Mestre Didi, painéis de Carybé no Mafro, arroz de hauçá do Axego, sol forte no Pelourinho. Mais tarde, cantoria com Lívia, uma total desopilação com a turma sempre animada do Karaokê da Lapa e o sempre rabugento Jorge, que comanda o microfone - de bônus, o motorista que nos levou era apaixonado por Guilherme Arantes e pediu para ouvirmos as novas músicas. 
No dia seguinte, mesmo tendo dormido muito tarde, ainda fiz prova de proficiência do espanhol, antes de irmos à praia em Ondina mesmo e de encontrarmos em seguida com Guga para almoçar no Buddha Bistrô. Mais tarde, matamos o desejo de Wagninho por um acarajé na Dinha - e enfim tirei foto com Jorge (mais um Jorge) e Zélia. 
Finalizamos nosso encontro feliz na festa de São Lázaro, com missa afrobrasileira e o engajado padre Clóvis, que, criado em um terreiro dedicado a Ogum, pregou contra a desigualdade própria do capitalismo, conclamando à mudança, maravilhoso (e é pároco da única igreja de São Jorge em Salvador). Além do banho de cheiro, pipoca e folhas, fomos aspergidos mais três vezes antes, durante e depois da missa. Que coisa linda essa missa ao som de atabaques e presença das mães e filhas de santo! Para coroar, chuva de pétalas sobre nós, cura completa orquestrada por Obaluaê/São Lázaro. Ainda descobri que o tal bar A Boneca Cobiçada, na frente da paróquia, deve seu nome a uma música, um bolero sertanejo, e foi escolhido pelo avô do atual proprietário. Na volta, já em casa, fizemos um brunch com bolivianos, mingau de carimã (delicioso, que eu não conhecia), pão delícia com queijo reino da Apipão. E café, claro!
No meio dessa perfeição toda, adicionamos mais pontos e fios à tessitura de nossa amizade de mais de trinta anos.  

domingo, 28 de setembro de 2025

Cantoria na Lapa

Vivi fez aniversário e fomos comemorar no karaokê da Lapa. Zero glamour, o predinho na Joana Angélica acaba sendo escondido pela feira que vai se desmontando ao anoitecer. Quase não achei, tive de perguntar a um ambulante onde era. 
A fila para cantar é grande, mas funciona. Quatro reais por música, como na saudosa Choperia Cristal. Os organizadores da fila ainda fazem backing vocal, um luxo. E o público, embora tenha de tudo, como convém a um espaço democrático como o karaokê, tem muito profissional, rola muito cantor velha guarda, uma maravilha. As outras mesas participam de tudo, cantam junto, pura diversão. 

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Pré-aniversário com feijoada, karaokê e desfile de perucas

Foram tantos anos comemorando o aniversário juntos, mesmo que quase nunca no dia 17 (porque juntávamos o meu, de Carol e de dona Amélia), que este ano mantivemos a tradição. Ganhei uma feijoada delícia de pré-aniversário, com direito à família toda reunida, só faltando enteado. Amor é isso, né? Mesmo quando o casamento acaba.
Ainda rolou karaokê, com microfone sofisticadíssimo que Nana trouxe e um desfile de perucas que arrumei para incrementar as performances. Foi bom demais! Até me deu ânimo de encarar a passagem dos 52 que vêm por aí (e logo tem mais festa, que sou uma drama queen que adora festejar).

domingo, 16 de agosto de 2020

Amigos na cantoria hoje e sempre

Ontem fizemos uma coisa que achei que não seria possível: karaokê por videoconferência. Com meus queridos Rafa, Ná e Di. 
Depois de conversarmos muito sobre pandemia, novidades, projetos, eletrodomésticos, caos nacional, trabalho, festas, perguntei sobre a playlist que Ná disse que faria. Sim, porque quando nos encontramos somos regados a música, risadas, boa comida e um vinhozinho. 
Começamos timidamente, mas dali a pouco estávamos a plenos pulmões. Guga deu uma escapada enquanto cantávamos nosso "repertório clássico" de Guilherme Arantes e Fafá de Belém, mas depois veio dar força a Raulzito, Tim e Gil. Quando vimos, já era quase 1h da manhã!
Claro que preferíamos estar juntos, talvez sentados no chão, entre os bichanos de Ná e Di, lembrando de cinco mil músicas ao mesmo tempo. Mas foi muito bom poder rever esses queridos e saber que nos nossos corações as coisas continuam do mesmo jeitinho.

sábado, 26 de junho de 2010

Sociologia karaokesca


Insisto no caráter de experiência sociológica do karaokê. Aliás, ao lado da alimentação, é uma das mais ricas e reveladoras vivências coletivas que existem.
Ontem mesmo, no meu bota-fora da Fundação, além da revelação de novos talentos, a grande surpresa da noite - a presença e dobradinha musical dos meus dois ex-chefes, fantastique!
Uma verdadeira prova de apreço, perdendo apenas para uma declaração musical de amor que lá teve lugar. Tudo acontece num karaokê!


Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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