quarta-feira, 4 de abril de 2012

Vida longa ao bem público

Recebi um e-mail de uma amiga alertando para o fim do site de obras de domínio público, mantido pelo governo:

"Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que
está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar
onde você pode gratuitamente:
 · ver as grandes pinturas de Leonardo Da
Vinci;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais...

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!

Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por
desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar
reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e
conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da
cultura e do gosto pela leitura."

Eu já me vali diversas vezes das obras disponíveis no site, e a navegação é bem simples. Se, pelo que diz o e-mail, basta só acessarmos mais o site para salvar esse verdadeiro bem público (e ganhamos muito, e todos, e cada um, com isso), por que não fazê-lo? Que tal instituir, copiando a Hora do Planeta, o Minuto (semanal, mensal, vocês decidem) do Domínio Público? Afinal, basta um clique para baixar as obras, que podem ser lidas quando quisermos.
Como nem tudo neste blog é delírio impressionista, fica aqui a sugestão-clamor.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Solução para o problema de moradia em grande cidade

Juro que tem uma pessoa morando aí dentro.
Imagina se Kassab e Alckmin veem uma coisa dessas? Quantas ideias mirabolantes não irão surgir?

E o meu direito de ir e vir?



Gente, está difícil! Para conjugar o verbo "andar" em São Paulo é preciso ir ao país dos Arcaísmos, lá onde Emília esteve há tempos... "Ir" e "vir" também em breve cairão no esquecimento, como mostram as fotinhos.
E mais não digo, que cansei de ficar parada. Ufa!

sábado, 24 de março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

Gourmandise XV - Restaurant Week - Sotero

Pois então - falei do Sotero há pouco, e gostei muito do lugar, na primeira visita. Fomos uma segunda vez, no primeiro dia da Restaurant Week, e o atendimento foi uma comédia. Dois garçons, um pouco e um nada experiente, cheios de rapapés, nos atendiam simultaneamente, com a casa ainda vazia. Depois, tiveram uma súbita clareza de que não estávamos participando da Restaurant Week e nos abandonaram. Um deles só aparecia para nos servir cerveja, e, quando pedíamos algo para beliscar, sumia de novo.
Decidimos então voltar lá para participar da Restaurant Week (e conferir como seríamos atendidos). Foi pior. No início tudo parecia bem, mas à medida que a casa foi ficando cheia os atendentes perderam o controle (e lá estava novamente o moço que queria nos servir Original). O próprio chef Sessenta veio falar conosco, se desculpando pelo atendimento. Houve um momento em que todos os garçons sumiram - deviam estar levando uma bronca na cozinha. Até houve uma garçonete - a terceira para quem pedíamos a sobremesa e o café - que disse que "ia pedir demissão"(!!!). E o mix de sobremesas (doces variados para Guga e dois tipos de cocada para mim) acabou virando "mono". Que triste!
Isso não quer dizer que o Sotero não valha a pena - a comida é ótima, o local, acolhedor; os preços, bem razoáveis. Na nossa última visita, comemos uma deliciosa moqueca. Só falta acertar o passo na administração. Continuo torcendo para que isso aconteça logo.

Gourmandise XIV - Curry só para esquentar

Meu ingrediente da vez é o curry. Já fiz camarão e frango ao curry, e não há o que errar, principalmente porque há uma base cremosa que envolve os ingredientes principais (nos dois casos, creme de leite, ao qual se acrescenta pouco mais de uma colher de sopa de curry). Aliás, acrescentar maçã cortada em cubos ao frango, dica do Panelinha, deixa o prato maravilhoso, surpreendentemente leve apesar de picante.
Nesta semana, foi a vez do bifum (macarrão oriental à base de arroz, levísssimo, fininho) com carne - usei alcatra cortada em iscas. É preciso apenas cuidado com a hidratação da massa, que é muito delicada. Deixei só 2 minutos na água fervente (depois de ler dicas as mais disparatadas, de 1 a 15 minutos de hidratação) e escorri - a carne, refogada com cebola, alho, pimentão e cenoura (pré-cozida), temperada com curry, já estava pronta. Aí foi só misturar tudo, massa e refogado, e servir nas cumbuquinhas típicas (chawans) e comer usando ohashis.

domingo, 4 de março de 2012

Singularidades de um bairro - Liberdade

Domingo é dia da disputada feira da Liberdade. Tudo bem ficar de pé para comer guiozas ou bifum, debaixo do sol, se não quiser almoçar em algum restaurante típico. Depois é só tomar um Melona enquanto xereta as barraquinhas e lojas de cosméticos, de quinquilharias e artigos para casa. Ou comprar gulodices importadas dos Tigres Asiáticos nas mercearias da Galvão Bueno e rua dos Estudantes. Apreciar as belas flores e plantinhas vendidas por quem tem dedo verde, utensílios feitos de bambu ou patchwork caprichado. E curtir a simpatia de batians e ditians, sorridentes e sábios, uma fofura (impossível não me enternecer e pensar nos avós que não curti).
Ouvir músicos populares, tirar a sorte no realejo. Comprar mangás e papel para origami (que tal os da Livraria Sol?). Tomar um café acompanhado de um doce irreal de tão bonito, na confeitaria Alteza, ou um mais hardcore, grandão, da Bakery Itiriki. Namorar os lindos futtons e porcelanas na vitrine, admirar a variedade de luminárias e kimonos para todos os gostos e bolsos. Aliás, todos os gostos moram na Liberdade - que nome melhor para um bairro onde cabem todas as tribos?


Luminárias "ancestrais" convivem com linhas "modernas"; gente de toda parte passeia pela feira; lindo patchwork; ficar de pé para almoçar faz parte do programa; cores fortes em frutas e verduras (algumas identificadas somente por connaisseurs!); Liberdade para todos os gostos e sons (atenção à energia do cantor popular); um traço de passado no realejo; fofura do dia, o encantamento da garotinha diante do paso doble do pajarito que leu a sorte para nós.




Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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