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quarta-feira, 16 de junho de 2021

Um jantar perfeito de Dia dos Namorados


No dia dos namorados do ano retrasado, fizemos um jantar a quatro mãos, e foi ótimo - eu fiz uma torta, Guga cuidou da massa. Já no ano passado, passei dois dias preparando o jantar, fazendo biscoito e mascarpone caseiros para o tiramisù, que, modéstia às favas, ficou maravilhoso. Também fiz um mil-folhas de batata lindo, um filezão de carne boa, pão italiano, tudo no capricho, mas cansativo. E não fez esse sucesso todo não. 
Daí, este ano, como ainda por cima eu estava louca tentando escrever 15 mil palavras além de trabalhar em duas frentes e fazer almoço e lavar roupa e louça, marido sugeriu conhecermos a hamburgueria do bairro, Brutu's. Combinamos que se estivesse lotada voltaríamos pra casa e descongelaríamos a quiche de alho-poró. 
Tivemos a maior surpresa positiva dos últimos tempos. O lugar tem poucas mesas, e apenas duas estavam ocupadas quando chegamos. Decoração bonita, atendentes usando máscara (que hoje é um megadiferencial), e tinha chope. Pedimos chope, e veio gelado, bem tirado, ótimo. Escolhemos o hambúrguer clássico, 150 g de carne, com bacon, cebolas empanadas, molho de picles, queijo. Vinte e três reais, mais barato que lanche do Bob's ou do McDonald's. Pedimos batatas fritas pra acompanhar, que vieram bonitas num cesto de imersão fazendo as vezes de prato. Dali a pouco chegaram os hambúrgueres, lindos, bem montados, sobre tabuinhas de madeira. Apesar da altura do sanduíche, não desabaram e o molho também não vazou. Uma delícia!
Voltamos felizes e impressionados pra casa, e ainda tomamos vinho e comemos chocolates gostosíssimos e assistimos Lupin. Perfeitos, o dia dos namorados e o nosso jantar. 

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Jantar dos namorados a quatro mãos

Viver sozinho é, sem dúvida, mais fácil que viver acompanhado. Mas pode ser mais chato. Na verdade, viver com alguém tem que ser melhor que viver sozinho - mais divertido, no mínimo. Ou nem vale a pena - porque dá trabalho, dá sim!
Um dos momentos em que se percebe que vale a pena é fazer coisas legais juntos. Porque se unir pra resolver problema, pagar conta, fazer supermercado, lamentar a vida não pode ser todo dia, pelo amor da deusa. Claro que a vida não é bolinho a maior parte do tempo, e isso faz as coisas bacanas terem um sabor tão especial. Como um jantar feito a quatro mãos.
Porque até quem gosta de cozinhar gosta de ser agraciado com uma comidinha caprichada. Isso estimula o espírito de colaboração, fundamental para qualquer relacionamento. Gentileza gera gentileza, sempre. Amor e sexo se alimentam da prática, sempre. Só se acomoda quem não está disposto, a quem falta anima.
Se o marido diz que vai cozinhar para mim, quero ajudar como posso, deixando-o no papel principal de chef. Me ofereço para fazer a sobremesa. E daí saem coisas lindas e gostosas, como o rigatone com o molho especial que ele faz, e a torta de maçã inédita e já eterna. Assim se alimenta o querer.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Quase Red Velvet com morangos


Tchanran! Hoje, dia dos namorados, ocasião para fazer um jantar caprichado. Aproveitei para testar a receita de Red Velvet da Dulce Delight, que usa beterraba no lugar de corante. Já digo que para mim não funcionou - o bolo ficou apenas com um marrom mais intenso, mas passou longe do vermelho berrante típico do Red Velvet, normalmente obtido com corante artificial. Qualidade da farinha (a minha não era orgânica)? Ter reduzido mais o suco? Ninguém saberá jamais. Justiça seja feita, não fica nada de gosto da beterraba.
No lugar de frutas vermelhas (que, caso encontre aqui, serão ainda mais caras que em SP, com baixíssima probabilidade de achá-las in natura), resolvi usar morangos frescos e também a maravilhosa geleia espanhola de morangos inteiros que achei na Cheiro & Pão. Como não tenho tanta prática com decoração de pratos, principalmente sobremesas, o meu Brown Velvet ficou mais roots, como de praxe.
Também testei outra receita de Steak au Poivre, desta vez bem poivrenta, com pimenta-do-reino pilada em vez de moída. Outro departamento (mesmo sem o conhaque)! Para acompanhar, batatas salteadas em manteiga e ervas frescas e uma saladinha de agrião e tomates tipo grape.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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