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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Arco-íris no prato e economia de gás

Das últimas experimentações que fiz, talvez a que mais me encantou foi a do bolo de caneca. Lembro que há algum tempo vendia-se o preparado em pó para quem quisesse essa versão ultra rápida de bolo. Eu tentei fazer uma vez, acabei carbonizando o dito, então nunca provei de fato. Daí, porque tinha sobrado milho na geladeira, acabei encontrando uma receita de dona Rita justamente de bolo de milho de caneca. Não fica lindo, mas é muito fofo e saboroso. 
Também gostei do nhoque de ricota e da abóbora assada para montar salada - aproveitei e usei a abóbora assada para comer tal e qual, além da salada com trigo e especiarias. Assei ao mesmo tempo a abóbora e o repolho, este com manteiga - confesso que tinha mais expectativas quanto a ele, mas talvez a manteiga, não tão boa, tenha atrapalhado a experiência. 
Comecei a aproveitar o forno para assar mais de uma coisa - desde que sejam ou alimentos salgados, ou só doces - por medo de ver o gás acabar no meio da preparação. Foi o que aconteceu hoje, na verdade enquanto esperava a massa do pão crescer (tudo bem que o último botijão durou 5 meses). De todo jeito, me parece uma medida coerente com um modo de vida menos dispendioso, mais atento. E o preço do gás está pela hora da morte.
E sigo tentando deixar os pratos mais coloridos, dica do dr. Carlos Monteiro, professor da Faculdade de Saúde da USP e autor do Guia para alimentação da população brasileira, na dobradinha com Rita Lobo no curso "Comida de verdade", lançado na internet em 2016. Foram-se os dias da comida única e exclusivamente amarela, rá!

sábado, 28 de novembro de 2020

Bolo gelado de coco e cansaço da poha

Uma amiga de Bienais e que tais, a Lu Tchutchu volta e meia posta fotos do bolo gelado de coco, ou toalha felpuda, que ela faz pra família. Eu já fiz esse bolo uma ou duas vezes, mas não achei que tinha ficado como o da infância em SP, quando pipocavam embrulhinhos de papel alumínio com o precioso bolo de aniversário, devidamente úmido e bem doce, com floquinhos de coco. 
Resolvi testar a receita da Tchu, que faz sucesso nas redes. Meia receita, como de costume. Mas troquei o leite da massa por leite de coco. O resultado foi um bolo baixinho, semi queimado, seco, com pouquíssimo açúcar. Não cheguei a derramar a calda, que ficou deliciosa sobre ele. Como já tinha montado parte do mise-en-place, resolvi fazer outro. Forma menor, menor temperatura e menos tempo de forno, mais duas colheres de açúcar na massa. Também fiz o processo boleiro de sempre, primeiro gemas e açúcar, juntar os secos alternados com leite, e no final as claras em neve. E ficou ótimo! 
Guardei uma parte coberta com papel alumínio na geladeira, e comemos um pouco do bolo "normal", molhado, mas nem tanto. No outro dia, porém, o pedaço guardado no papel alumínio ficou maravilhoso, igualzinho ao que minha memória acusa das festas de aniversário paulistas, que volta e meia tinham essa delícia. Receita da Tchu aprovada, com pequeníssimas mudanças.
Esse bolo veio a calhar num dia de cansaço extremo. Só essas gostosuras para elevarem o ânimo nas atuais circunstâncias.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

É muito merecimento: bolo de castanha do pará com toque de laranja

Provei essa maravilha na casa de minha sogra e fiquei encantada - bolo macio, perfumado e delicioso. Como de novo comprei castanha do pará resolvi fazer hoje - porque estava merecendíssimo depois de uma discussão sobre divisão de tarefas. Discussão inútil, claro, e somente um pouco de sabor e cor para dar sentido à vida enquanto o que temos é isso mesmo que está aí. 
A mesma quantidade de manteiga, açúcar e farinha, mais um tanto de castanha ralada (eu processei um punhado, que deve equivaler a meia xícara de chá), uma colher de chá de fermento, uma colher de sobremesa de extrato de baunilha, raspas de laranja, e depois uma calda de suco de laranja feita com duas laranjas e duas colheres de sopa de açúcar e vertida sobre o bolo já desenformado mas ainda morno. Deus meu, que perfeição! Sim, eu mereço essa perfeição. 

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Crumble de banana com cranberries e nozes

Bananas sempre me desafiam: o que mais fazer com elas, além de sorvete, cuca, bolo, farofa, pão, comê-las puras ou com aveia? Sei que já é muita coisa, mas digo isso só porque aqui temos épocas de muita abundância, e o desperdício dói.
Hoje me ocorreu fazer um crumble de banana. Daí vi uma receita do Technicolor Kitchen, de crumble de banana com mirtilos e lascas de amêndoas. Adaptei, pra variar, e fiz um de banana com cranberries secas e nozes, e açúcar mascavo no lugar do demerara, caprichando na canela. Achei delicioso - além de ficar feliz com quebrar o paradigma do crumble de maçã (embora eu já tenha feito de pera e melão também).

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Reedição do bolo de cenoura com especiarias

Revisitei o bolo cenouroso da Rita Lobo, desta vez com creme de cream cheese. Tudo porque tinha cenouras esquecidas na geladeira e porque outro dia descobri que essa receita era uma receita típica norte-americana, acompanhada da tal cobertura de cream cheese, manteiga e açúcar, o mesmo buttercream que se usa no Red Velvet. 
Hoje o bolo ficou ainda mais gostoso que da outra vez, talvez porque tinha açúcar mascavo e a cenoura estava ralada menorzinha. O acréscimo da cobertura é bem bom, mas não indispensável. Talvez a sugerida pela Rita Lobo, de iogurte, combine mais, não sei, não experimentei ainda. Mas, como bem disse meu marido, daria para ter carregado um pouco mais nas especiarias, e o bolo lembraria pão de mel, hummmm. 

sábado, 20 de junho de 2020

Comfort food master: gelatina colorida

Eu me lembro de minha tia e madrinha Eda, esposa de meu tio-avô Orlando, chegando com uma travessa grande de gelatina colorida mergulhada em creme de leite. Geralmente acontecia em almoços de família - e hoje penso como ela conseguia carregar aquela travessa sem que a gelatina derretesse, já que morávamos bem longe dela.
Eu amava essa sobremesa, mas devo ter feito uma vez só na vida, meio sem seguir receita, e não ficou tão boa quanto me lembrava de ser a de tia Eda. Mas outro dia topei com ela, não sei se no site da Rita Lobo ou no da Dani Noce, e pensei: nossa, isso é que é comfort vintage food! Além de remeter à minha memória afetiva de infância - quando havia ruidosos e festivos almoços familiares em casa -, é uma representação de uma era, imagino que dos anos 70 e 80. Pois postei esta mesma foto no FB e muita gente reagiu a ela, comentando como a gelatina colorida tem sabor de infância. E olha que nem entrou na minha primeira lista de sobremesas favoritas, que comentei outro dia aqui.
De qualquer modo, ela teve todo gosto de premiação depois de eu conferir 14 vídeos comentando questões de vestibular. Mereci cada quadradinho de gelatina colorida neste sábado em que nos aproximamos dos 100 dias de quarentena.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Mascarpone e biscoitos savoiard caseiros

Outro dia fiquei pensando em quais seriam meus bolos e sobremesas Top 10, em listas separadas, claro. Ou melhor, uma só de bolos e uma com sobremesas diversas, incluindo bolos. Na de sobremesas, sem sombra de dúvida, estaria o tiramisù, ao lado do crème brûlée, do pudim de leite condensado, da mousse de chocolate, da torta de morango, da cocada de forno, da salada de frutas, do Red Velvet, do sorvete de doce de leite, do mil-folhas, do bolo inglês (só aqui já são mais de dez). Quase sempre, coisas que levam baunilha e/ou caramelo e/ou chocolate. 
Já fiz tiramisù umas duas vezes, mas em nenhuma tive um resultado incrível. Comi um tiramisù maravilhoso num pequeno restaurante de um italiano em Bragança Paulista, totalmente artesanal. Nunca mais encontrei algo parecido. 
Uma das dificuldades é achar queijo mascarpone (aliás, a substituição do mascarpone na sobremesa é um dos motes do personagem de Ricardo Darín no belíssimo O filho da noiva); quando se encontra, é caríssimo ou não é de boa qualidade. 
Tive a ideia de repetir a tentativa porque vi a foto de um tiramisù lindo feito por um amigo quarentenado. Logo pedi a receita a Rodney, e ele comentou que havia até quem fizesse o mascarpone e o biscoito champagne em casa, mas que isso já era mais complicado. Como adoro uma complicação e porque sei que aqui não acharei nem mascarpone nem biscoito champagne, busquei receitas de ambos. Cheguei a uma receita completinha da Rita Lobo, com mascarpone e biscoitos caseiros. 
Quando vi a receita do biscoito, pensei: por que ele é chamado champagne, se não leva champagne nem bebida nenhuma? Agora há pouco, no site da Raíza Costa, vi que ele se chama savoiard (provavelmente relativo ao Ducado de Savoia, meio francês, meio italiano), e no site Cozinha Técnica, que o biscoito champagne na verdade é um primo, cor-de-rosa, feito na região de Champagne. 
Fiz meia receita para experimentar; deu muito pouco, ficou meio sequinho. Fiz a receita inteira, tomando cuidado com o banho-maria, para não cozinhar as gemas. Depois vi que a Raíza não faz o banho-maria, só junta claras em neve com as gemas batidas e depois a farinha, delicadamente. Depois vou experimentar a receita dela, que deve deixar os biscoitos mais leves, como pão de ló.
Ainda não sei se vou tentar fazer um pão de ló como opção. De qualquer modo, os savoiard e o mascarpone já estão prontinhos, à espera. 

terça-feira, 28 de maio de 2019

Aprimorando delícias: brownie triplo chocolate e mais quiche


Já comentei aqui sobre o curso do Lucas Corazza na Eduk, de cookies, brownies e cheesecakes. No final de semana foi a vez de testar o brownie triplo chocolate, cuja massa leva chocolate derretido em vez de apenas cacau. Maravilhoso! Nunca comi um brownie tão fofo e ao mesmo tempo úmido na medida. Receita aprovadíssima!
Quanto às quiches, tenho feito com uma certa constância e estou até me permitindo inventar um pouco, caso dessa quiche de tomate seco (feito por mim algumas horas antes) e queijo ementhal. Ia colocar manjericão, mas acabei esquecendo. Ficou levíssima, com o ementhal suavizado por leite e creme de leite. O tomate, a bem da verdade, ficou mais confit do que seco, porque seriam necessárias muitas horas para secá-lo de verdade. De todo modo, ficou delicioso - açúcar, sal grosso moído, azeite e depois de 1h30 o acréscimo de tomilho e alecrim secos. 

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Cookie de frigideira com gotas de caramelo e sorvete de baunilha talhado que lembra Galak

No último final de semana, fiz uma experiência com cookie: testei a receita da Raiza Costa feita na frigideira. Usei as gotas de chocolate gold que tinha. Também fiz um sorvete de baunilha com creme de leite recém-talhado (a caixinha de Bate Chantily da Piracanjuba estava vencida) - acabou ficando com gosto de chocolate Galak,  vejam só, apesar de a textura incomodar um pouco, pegando na língua ao final.
Hoje o teste de cookies foi com a receita do chef confeiteiro Lucas Corazza, do curso dado por ele na Eduk, de cookies, cheesecakes e brownies. Os cookies ficaram deliciosos, embora tenham se espalhado mais do que deviam na assadeira (vou testar preparar um salame da massa e congelá-lo antes de assar). 
Aliás, que aula boa a do Lucas, muito bem explicada, dinâmica e útil! A oferta de aulas da Eduk também é ótima, só é preciso mesmo se organizar para aproveitar os cursos, cujos destaques são a gastronomia, a fotografia e o artesanato. 
Todos esses testes de cookies se devem à minha percepção de que, apesar da minha campanha pelos pães saudáveis, as pessoas gostam de um docinho, uma guloseima de vez em quando - caso das broas, sucesso de público, mais até do que os bolos. 

terça-feira, 5 de março de 2019

Novas do Carnaval: sorvete de caramelo e flocos de chocolate e Chica

Bueno, cá estávamos em nosso Carnaval recolhido, assistindo série, trabalhando, estudando, revisando TCC, comendo porcariazinhas, e de repente uma latição muito próxima, com direito a ganidos de cachorro pequeno levando uma surra. Marido no banho, fui correndo olhar. Kong vociferava do lado de cá da grade, Balu e Bela andavam pra lá e pra cá do outro lado. Ouvi uns latidinhos por ali, vindos do meio de uma moita. Kong se esgoelando, fui chegando perto e, de repente, sai da moita uma cachorrinha magrela. E lá foi ela me pedir ajuda ao mesmo tempo que enfrentava Kong, que, por sua vez, conclamava o restante da ex-matilha a encurralar a bichinha. Balu e Bela fizeram aquela cara de "seriously?", mas ficaram cada um de um lado, meio que sem querer obedecer o encrenqueiro. 
Guga conseguiu tirar Kong da cerca com a guia, e eu saí para afastar os outros dois cães, enquanto minha sogra chegava com outra guia. A cachorrinha logo veio lamber minha mão e a de minha sogra, toda cheia de confiança. Quando, porém, colocamos a guia nela para levá-la ao portão de saída, ela travou as quatro patas, quase se enforcando. Fui carregando-a até a frente da casa de minha sogra, e quando coloquei-a no chão ela ficou na mesma posição, meio catatônica, com o rabo no meio das pernas. Apavorada em ser expulsa de novo. Guga ficou de coração partido, e não quis deixá-la na rua. 
Liguei para a veterinária de Kong, que prometeu falar com uma cuidadora. Hoje ela disse o que eu já esperava: não havia vaga para a cachorrinha. Tentei outros contatos, e nada. A essas alturas, o marido queria ficar com ela, que já tinha alguns nomes: Gremlin (por conta dos dentões), Costelinha (por causa dos ossos à mostra), Chica (porque ela faz uns ruídos que lembram o dengo sonorizado de Chico César). 
Ponderei/estou ponderando muito, porque isso significa dobrar os gastos com veterinário, remédio e tudo mais. Inclusive, teremos que castrá-la, o que significa pelo menos 700 reais na versão mais econômica. Eu gostaria de ter um ano financeiramente mais tranquilo que o ano passado, ainda mais pensando em investir mais na minha formação e com tantas coisas a melhorar em casa. Então decidi que vou fazer o básico pela cachorrinha, mas ela não vai tomar a frente das prioridades já estabelecidas. Quer dizer, na prática, que vamos continuar apertados mais um ano, mas enfim.
Além dessa surpresa, o Carnaval rendeu uma delícia de sorvete de caramelo e flocos de chocolate, receita publicada no Technicolor Kitchen, que tem também a do sorvete que até então eu considerava o maioral, de crème brûlée. Este é tão... carameludo, que fica difícil não considerá-lo ainda melhor que o outro. Quer dizer, não sei, ainda não cheguei a uma conclusão - só sei que fiquei orgulhosíssima do resultado!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Quiche perfeita de alho-poró e ementhal e chocolate fudge com cranberries e avelãs

Como sexta-feira normalmente é o dia de nosso jantar especial, esta semana comprei queijo ementhal  em Salvador para fazer uma quiche. Logo pensei em usar alho-poró, e, surpresa das surpresas, encontrei o dito no supermercado local. A receita foi uma adaptação da receita da Rita Lobo para quiche de alho-poró. 
Também tinha visto uma receita da Dani Noce de chocolate fudge, com cranberries e avelãs. Resolvi aproveitar que tinha tudo, inclusive gotas de Callebaut meio amargo. 
Mas, porém, entretanto, como já havia pensado em fazer um sorvete e o bowl estava no freezer, a sobremesa acabou se convertendo nessa maravilha que é chocolate fudge com uma bola de sorvete de baunilha. 
A quiche, devo dizer, foi a melhor que fiz até hoje (o marido chegou a dizer que nunca pensou comer algo assim em casa). Como tive medo de a mistura vazar, coloquei menos queijo ralado, deixando para polvilhar o restante sobre a torta quando a tirasse do forno - assim, o queijo derreteria imediatamente com o calor. Para a massa, usei 1 xícara (chá) de farinha, 75 g de manteiga gelada em cubos, 2 colheres (sopa) de água gelada e 1 colher (chá) de sal. Para o recheio, 1 alho-poró cortado em rodelas e refogado em azeite com pimenta-do-reino e sal, 2 ovos batidos, 200 mL de creme de leite, sal e noz-moscada. Acrescentei a isso cerca de meia xícara (chá) de queijo ementhal ralado, e depois mais algumas pitadas quando saiu do forno, após dourar (cerca de 30 minutos a 180 graus). O maior trabalho da quiche, que tem uma massa muito fácil de fazer, são os tempos de descanso (pelo menos 1 hora), refrigeração da massa (10 minutos de geladeira), 20 minutos pré-assando. Mas vale muito a pena cada minuto para ter uma torta levíssima e deliciosa. 

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Cheesecake de Nutella com praliné de pistache

Ainda não tinha feito praliné, essa farofa de castanhas caramelizadas. Na verdade, nem a fase anterior, da castanha caramelizada, uma espécie de pé de moleque. 
Aconteceu de irmos ao aniversário da querida Daniele, e não podermos ficar até tarde - quando dissemos que íamos embora, ela avisou que ia ter cheesecake de Nutella. O marido até suspirou, queria muito um pedaço de bolo. 
Viemos embora, e decidi que ia fazer um cheesecake de Nutella. Achei uma receita rápida da Helena Gasparetto, que acho sempre muito confiável - base de biscoito e manteiga, recheio de Nutella e creamcheese, sem precisar assar em banho-maria. Ela cobriu a sobremesa com praliné - eu gostei da ideia, mas depois encontrei uma receita bem simples, com a sugestão de despejar o caramelo no silicone, e não necessariamente numa pedra (como sugere a Helena), e sim, isso fez a diferença na hora de escolher qual receita seguir. 
Deixei o praliné à parte, porque imaginei que o marido não ia querer essa "invencionice" (mesmo o cheesecake ficando uma delícia, ele jura que fazê-la do modo tradicional, toda branca, e cobrir com Nutella só pode ser infinitamente melhor). 
Só posso dizer que ficou tudo uma delícia, uma das sobremesas mais gostosas e leves que já fiz, inclusive pela escolha do biscoito cream cracker integral para montar a base, o que garantiu uma doçura mais discreta ao cheesecake. 

sábado, 12 de janeiro de 2019

Pudim de pão integral de aveia e mel

Ontem fiz um pão de aveia, o favorito do marido, e pela primeira vez deu completamente errado. A massa cresceu demais e acabou afundando sob o próprio peso na hora de desenformar. Como já era tarde, deixei pra fazer outro hoje. E, numa casa onde não se desperdiça quase nada, o que fazer do que deu errado? Pensei logo num pudim.
Vi algumas receitas de pudim de pão, normalmente associadas a pão francês dormido. Mas já há muita gente fazendo com pão integral. Fiz umas adaptações de uma receita do Panelinha e juntei 200 g de pão a duas xícaras de leite morno, depois bati no liquidificador com 3 ovos, mais 4 colheres de açúcar e bastante canela em pó. Coloquei em uma forma caramelizada e assei em banho-maria por cerca de uma hora.
Ficou bem gostoso, embora eu preferisse menos denso. Talvez seja o caso de usar menos pão da próxima vez. Mas já até congelei o que sobrou do pão afundado para uma "emergência".

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Cookies de chocolate branco e raspas de limão de casa

Segui uma receita do Technicolor Kitchen, acrescentando colocar a massa na geladeira por meia hora. De qualquer modo, a massa esparramou muito e acabei ficando com uns cookies gigantes - ainda que deliciosos, com bastante presença do limão fresco do quintal de casa.

domingo, 2 de setembro de 2018

Lemon curd pie ou torta bem chiquetosa de limão

Se a vida te der limões, faça uma limonada. Ou uma conserva. Ou um sorbet. Ou lemon curd. Ainda bem que, para quem quer, a evolução é algo natural.
Evoluí, e fiz lemon curd com um montão de limões colhidos no quintal. Esse é o recheio tradicional de torta de limão e também serve para rechear muffins: é uma espécie de geleia com limão, ovos e manteiga, muito comum na Inglaterra. Acabei juntando quatro receitas para conferir as proporções de suco de limão, ovos e açúcar. Tem quem coloque amido de milho, gelatina incolor e quem não adicione nenhum espessante, contando apenas com o ponto das gemas. Segui essa linha, e meu lemon curd ficou muito líquido. Depois tentei adicionar ágar-ágar (fiz uma gelatina de morango com ágar-ágar, e achei muito legal), mas pouca diferença fez.
Mesmo assim, fui em frente. Fiz meu primeiro merengue suíço, um sucesso. Montei uma base de torta com biscoito água e sal e manteiga, cobri com lemon curd e o merengue suíço. Como estou há tempos sem gás para o maçarico, resolvi testar o grill do forno para dourar o merengue. Dourou bem, bem uniformemente, sem aquele aspecto rústico, mais queimadinho, do maçarico (que eu prefiro). Depois levei ao congelador até a hora de servir.
O recheio não firmou, de qualquer modo, e na hora de partir a torta rolou uma verdadeira avalanche vulcânica de lemon curd pelo prato. O sabor, porém, ficou maravilhoso. Até a escolha do biscoito água e sal me pareceu bem acertada, tirando assim o doce excessivo típico do biscoito maizena (ainda não cheguei no nível "faça seu próprio biscoito" - quando estiver com mais tempo, experimento).

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Bicho de pé enquanto experimentação para aniversário

Vi várias receitas de bicho de pé na internet. A maioria apontava a facilidade em se fazer o doce. Só usar leite condensado, gelatina e manteiga.
Bom, a começar pela cor, não é bem essa a cor do docinho que comemos em boas confeitarias. Ele tende a ser mais claro e tem uma textura macia. O meu ficou granuloso - claro que também por conta da umidade local, que já afetou a gelatina em pó -, o que quer dizer que não é só misturar os ingredientes e pronto. É preciso dissolver a gelatina em água quente antes.
Depois achei uma receita da Helena Gasparetto, com chocolate branco e um pouco de creme de leite, que talvez valha a pena testar para os preparativos de aniversário.
Mas que ninguém se engane: comi o pratinho todo, granuloso e vermelhão, mesmo com o paladar (ou talvez por isso) prejudicado pela gripe+sinusite dos últimos dias.

domingo, 1 de julho de 2018

Bolo mousse chocolatudo da Raiza Costa

Confeitaria é um troço difícil pra caramba. Nem tanto para chegar ao sabor, mas para deixar tudo bonitinho, com cara de loja de doces. Eu não tenho a manha de espatular, confeitar, essas coisas. Faço bolos gostosos, mas não necessariamente bonitos. Mesmo assim, adoro experimentar novas receitas, ainda mais que agora estou deixando para comer doces no final de semana, e apenas o que seja de fato incrível. Claro que volta e meia posso ceder a um Snickers, mas tenho preferido realmente o que faça diferença, como os cookies Mr. Cheney, perfeitos, ou o que faço em casa e dá certo.
Por isso comprei o livro da Raiza Costa, que já mencionei aqui, o Confeitaria escalafobética. Algumas receitas precisam de ingredientes bem específicos, mas nada que não se encontre por aqui (ainda mais levando em conta que ela vive nos Estados Unidos, e tem acesso a pequenos produtores de coisas maravilhosas e orgânicas, como creme de leite, mel, frutas vermelhas).
O bolo mousse de chocolate, por exemplo, só pede ingredientes possíveis, ainda que precise de muita manteiga e muito chocolate meio amargo - o que, por aqui, sai um pouco caro, e portanto é preciso planejar a compra para não pagar uma fortuna em barras de chocolate.
Também quis fazer o bolo para saber se seria difícil prepará-lo para meu aniversário, logo mais.
O resultado? Embora tenha ficado meio tortinho (forno, talvez?), o bolo é uma delícia, superchocolatudo. Cumpre o que promete, a ponto de as páginas da receita no livro serem plastificadas, pois Raiza garante que será um bolo que vamos querer fazer muitas vezes na vida, e as páginas não devem correr o risco de serem respingadas com farinha e gordura.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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