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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Fevereiro tem Carnaval

Pois, pois - por conta de trabalho, que bom, fiquei por aqui no Carnaval. Cris e Julio se hospedaram aqui, o que sempre é sinal de agito. Ainda por cima, terminaram de encher o congelador com comidinhas prontas - que eles nem tiveram tempo de comer, diga-se de passagem. 
Já tinha tido uma sorte tremenda, porque no ensaio do Cortejo Afro, a convite de Cris e na companhia de suas amigas do Batalá, duas semanas antes, houve participação do querido Saulo Fernandes. Quando fomos, no sábado de Carnaval, para a orla, lotada como nunca, estávamos já conformados com nossa pouca sorte quando fomos surpreendidos pela passagem do trio de Maga, nossa ministra da Cultura Margareth Menezes. Faraó pediu, a gente respondeu. 
No domingo, eu bem que tentei sair de pipoca ao lado do Cortejo Afro, que tinha cordas, mas o atraso enorme me fez voltar para casa. Porém, de novo, a sorte me sorriu e eu vi, graças ao mesmo atraso, a rainha Daniela Mercury e a lenda Armandinho. Puxa, como valeu ter saído de casa! 
Carnaval ainda é a festa mais democrática do Brasil, apesar da invasão das marcas patrocinadoras que só bancam as mega-atrações, puxando também os incentivos governamentais, o que escanteia os pequenos blocos, os grupos "originários", populares desde o nascimento. Apesar das cordas também - mas creio que metade dos grupos hoje libera a pipoca para o povo. 
Aliás, o trabalho dos cordeiros é um daqueles dinheiros muito, muito suados. Este ano, receberam 80 reais para segurar as cordas em torno dos trios, colocando para fora os penetras sem abadá ou pulseira. E o que dizer da corrida dos ambulantes em guardar lugar nas calçadas do circuito quase duas semanas antes do início do Carnaval? Crianças vêm junto com pais e mães, muitas vezes, pois não há com quem deixá-las. Mas, dentre as diversas ocupações geradas no Carnaval, a que mais me choca ao evidenciar desigualdades é a das escoltas feitas por seguranças para convidados VIP que querem chegar aos camarotes sem serem "importunados" pelo povo. No Carnaval. Uma festa po-pu-lar. Rapaz! 
Apesar de toda desigualdade e gentrificação, ainda fico com Simas, quando fala da inversão que ocorre na festa, quando os invisibilizados podem mostrar sua cara, sua dança, sua alegria. Atrás ou não do trio elétrico, vivos. Vivos.  

domingo, 19 de julho de 2020

Quarentoitando na quarentena

Inegável que este aniversário foi diferentão - no meio de uma pandemia, com isolamento social total, mas com a presença do marido e parte da família. Até as mensagens nas redes sociais, em menor número, foram mais carinhosas e emocionantes.
Nesse mesmo clima de aconchego, ganhei da sogra uma peça quiltada maravilhosa, feita por ela, para colocar minha xícara de café na mesa do escritório - claro que a xícara nova veio junto, além de chazinhos e uma caixa de Raffaello, que eu amo. 
Hoje chegou também o presente de Guga, um jogo de aquarelas em pastilha da Koh-i-Noor, que acabo de testar com meus pincéis novos. Que delícia essa tinta que desliza fácil, que cores lindas! 
Ainda conseguimos, na sexta, pedir pizza na pizzaria favorita, por WhastApp e só passamos lá pra pagar e pegar. Hoje, aniversário da avó do marido, rolou moqueca; uma festa de Babette, como disse o tio de Guga. 
E inspirada por minha sogra, fiz uns biscoitinhos para ofertar a dona Amélia. Que coisa melhor para presentear do que aquilo que fazemos com o coração?

terça-feira, 2 de abril de 2019

Padoca do João


JP completou um aninho e Gleice me pediu para levar algo para a festa. Além do queridinho tortano, o que mais poderia ter cara de aniversário, ser um bocadito fácil de comer, sem se despedaçar? Pensei logo nos muffins, esses bolinhos ingleses que podem ser doces ou salgados. Fui fazendo alguns testes de sabores e com diferentes formas e cheguei aos de queijo, queijo com alecrim e cenoura com chocolate. Ainda por cima, achei essa plaquinha-lousa com o tema da festa de JP - Mickey Mouse. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Bolo floresta negra maomeno, petit fours delícia e docinhos de uva infalíveis

Inventei de fazer umas gordices pra continuar comemorando o aniversário do marido no final de semana, com a família. Fui testar o bolo floresta roxa da Raíza Costa, mas achei muito denso - prefiro a receita dele de Red Velvet com o chantili e as cerejas. Uma pena, porque tinha a maior expectativa com esse bolo (floresta negra) que Guga adora.
Em compensação, os petit fours que nunca tinha feito ficaram ótimos, receita que encontrei no caderno Paladar do Estadão. Os docinhos de uva, clássicos, ficaram um pouco moles para modelar, mas uma delícia sempre.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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