Faz umas três semanas que fiquei sabendo da morte de uma amiga das antigas, da época de Bienal, Mostra, Itaú, ou seja, da época em que eu estava mais ligada à arte-educação, um tempo bastante feliz e desafiador.
Monika Jun Homma esteve comigo nas diferentes instituições por onde passei. Formada em Artes Plásticas, sempre atuou na área de forma comprometida, questionadora, mas também acolhedora e carinhosa com todos. Nas redes sociais, seguíamos uma à outra e compartilhávamos olhares sobre ser oriental, sobre culinária, cultura, arte, educação e política. Nos últimos tempos, estava animadíssima com começar um curso técnico em cozinha. De repente, a notícia, vinda por outra amiga das antigas, pelas mesmas redes sociais. Monika sucumbiu a uma gripe, que em poucos dias virou broncopneumonia e levou-a a ter uma parada cardiorrespiratória fatal. Uma coisa tão banal, uma gripe, e ela se foi.
Ficamos, todos os que a conheceram, pasmos e tristes. A notícia correu pelo Facebook, dezenas ou centenas de relatos de quem a conheceu só confirmaram o que digo aqui: perdemos uma pessoa que sabia ouvir, que recebia o outro com delicadeza, que se interessava por tudo e todos. Também fica a sensação amarga na boca de que uma parte de um passado feliz se desprendeu e foi embora. Um tempo perdido.
Nestes dias sombrios, escuros como o céu de florestas mortas sobre São Paulo da outra semana, pessoas como Monika farão falta. Já fazem.
Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
domingo, 11 de agosto de 2019
A lição de vida dos microrganismos
Faz tempo que não faço pães au levain, não só porque dá trabalho manter o fermento anos a fio, mas também por uma preferência local por pães mais macios, mesmo integrais. Assim, acabei perdendo a mão.
Mas, como sempre gostei dos pães mais casca dura, pretendo retomá-los, inclusive por sua maior saudabilidade (aprendi esse termo na pós da PUC!). Então toca a começar o levain do zero, voltar a sovar com a mão (na ProLine a massa fica muito líquida), ter paciência com as várias horas de fermentação. Já me programo para fazer um curso de fermentação natural em breve, e enquanto isso vou praticando.
Também resolvi fazer kombucha. O Lucas do Com Ciência Saúde me mandou o scoby e o starter; demorei um pouco a começar, mas na última semana segui o passo a passo para produzir o chá inicial. A ver.
Nestes tempos de trevas e morte de todo tipo, restam-nos os microrganismos para mostrar que a vida pode brotar de onde não vemos, como quem diz: viva! resista! renasça!
Marcadores:
alimentação saudável,
amigos,
fermentação,
kombucha,
levain,
morte,
renascimento,
vida
Assinar:
Postagens (Atom)
Tudo de bão
Cabeceira
- "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
- "Geografia da fome", de Josué de Castro
- "A metamorfose", de Franz Kafka
- "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
- "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
- "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
- "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
- "O estrangeiro", de Albert Camus
- "Campo geral", de João Guimarães Rosa
- "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
- "Sagarana", de João Guimarães Rosa
- "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
- "A outra volta do parafuso", de Henry James
- "O processo", de Franz Kafka
- "Esperando Godot", de Samuel Beckett
- "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
- "Amphytrion", de Ignácio Padilla
Arquivo do blog
-
▼
2026
(36)
-
▼
outubro
(8)
- Acachapante, minha nova palavra favorita
- Vida ao redor e a beleza das comunidades quilombolas
- Eu vou à luta é com essa juventude
- Dentro da vida universitária
- Nas ruas e nas redes, a defesa da democracia
- Poder, ganância e ressentimento na pauta do dia e ...
- Modos de lutar
- Meio-homem, ou o horror da masculinidade heteropat...
-
▼
outubro
(8)


