Fricassé leva a terrível batata palha na receita. Queria fazer o prato, mas quando pensava no pacotinho de batata palha... Então, eis que encontrei uma receitinha para fazer a batata sem fritura em casa, no site Cozinhando para 2 ou 1.
Ficou crocante e saborosa, pois foi regada com azeite antes de ir ao forno. Mas rende muito pouco - a receita falava em uma batata inteira para fazer 2 porções de batata palha, e a minha deu um pouquinho, menos de uma porção individual (meia xícara, por aí). Ou seja, é separar mais batatas e reservar um tempinho para secá-las e ficar de olho no forno para que não carbonizem.
Como se pode ver, a minha virou batata cabelo de anjo. Amarelíssima, como tantas coisas que faço.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Comida amarela e dia de cabotia
Andei reparando que faço muita comida amarela - sopas, cremes, massas. Isso quer dizer que preciso colocar mais cor no prato, o que, afinal, é sinônimo de saúde.
Hoje, pra não perder o hábito, fiz mais amarelo. Agora por conta da cabotia, que eu adoro. Como ando querendo internalizar a ideia do não desperdício, tenho pensado mais em termos de cardápio semanal mesmo e das possibilidades de cada alimento. Daí que metade da meia cabotia que eu tinha foi pro forno com alecrim, alho, azeite, pimenta e sal, e a outra metade virou doce, com 1 xícara de açúcar, 3 cravos, 1 colher de manteiga e umas 2 colheres de sopa cheias de coco ralado.
Único porém da cabotia no forno (e demais leguminosas): o tempo para assar. Ela ficou 1 hora ali - ou seja, se estiver morrendo de fome, pensei em outra opção. Agora, se quer comer algo mais saudável, organize-se (é, as coisas boas costumam exigir algum sacrifício).
Único porém da cabotia no forno (e demais leguminosas): o tempo para assar. Ela ficou 1 hora ali - ou seja, se estiver morrendo de fome, pensei em outra opção. Agora, se quer comer algo mais saudável, organize-se (é, as coisas boas costumam exigir algum sacrifício).
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domingo, 17 de agosto de 2014
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Cozinhando para mim - Espaguete com prosciutto e melão
Já tinha feito essa massa com presunto cru e melão, para uma noite comemorativa, e agora repeti. Como não tinha fetuccine, fui de espaguete mesmo.
Para que serve a educação (ou um professor) ou Réquiem para Nicolau
Voltei a pensar muito em educação. Claro que nos últimos anos, como editora da área, falo disso sempre, mas faz um tempo que não exerço minha função de educadora (sim, acredito que seja uma função honorária, reativável a qualquer momento, para aqueles que sentem o chamado autêntico dentro de si). E o cotidiano puro e simples neste mundo cada vez mais maluco tem mostrado a urgência da educação - penso nela quando vou caminhar no parque e vejo pais levando tapas dos filhos pequenos e birrentos, donos conduzindo cães de guarda sem focinheira; penso nela quando vejo gente tentando furar fila, carros passando por cima de bicicletas e de pedestres. Quando leio comentários sem fundamento nas redes sociais, o pipocar de ódios e intolerâncias, as massas sendo simplesmente arrastadas por uns poucos manipuladores "educados".
Talvez eu tenha naturalmente palmilhado os caminhos da educação porque ainda acredito no humano, porque acredito que sem respeito à coletividade o caos completo fica cada vez mais próximo. Talvez por isso pensar em educação seja parte do meu cotidiano - tudo me faz voltar a ela, inclusive a falta dela. Obviamente, falo em educação de forma mais ampla do que a usada para se referir ao trabalho de professores em sala de aula. Educação é o tempo todo, é sempre, é com todas as pessoas que conhecemos. É o que pais devem garantir aos filhos em casa, especialmente com seu próprio (bom) exemplo. Um bom professor não educa só na sala de aula; sua postura e sua ética permanecerão na memória dos alunos, mesmo que sigam outras profissões.
Também penso em educação ao saber da morte de um mestre como Nicolau Sevcenko. Li há pouco um texto lindo sobre ele, de uma ex-aluna, falando da figura pouco convencional, maravilhosa, de cabelos misteriosíssimos (uma espécie de ninho sobre a cabeça), calças vermelhas e inseparáveis botas, que era capaz de se encantar com uma bolinha de sabão e que parecia ver o mundo com olhos de criança, embora fosse genial (ou talvez por isso mesmo). Deixava-nos mesmo em transe, fosse falando sobre autoritarismo, ou comentando um livro de Henry James. Um arauto da história cultural do Brasil, um discípulo de Sérgio Buarque de Holanda e Eric Hobsbawm, mas uma pessoa única.
No entanto, para além de todo o conhecimento que Nicolau trazia consigo, encantadoras eram a paixão e a generosidade com que o compartilhava. Sem estrelismos, com total simplicidade. Assim deveriam ser os bons professores - coerentes, afinados com seu modo de vida. Alguém poderá dizer que assim deve ser com todos os profissionais - e estará certo. Mas, embora a responsabilidade por um mundo melhor não seja só deles, bons professores e educadores podem ajudar a criar cidadãos melhores, tolerantes, que olham além das aparências e conseguem perceber que aquele sujeito ali, com um ninho na cabeça, de calças vermelhas e ensaiando passos de Elvis Presley, pode ter muito a lhes ensinar.
Obrigada, sempre, Nicolau!
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Pudim de chocolate after Dexter
Como nunca pensei em fazer pudim de chocolate?
Na verdade, pensei nisso depois de ver um episódio de Dexter, em que o protagonista e a namorada devoram potes de pudim de chocolate (industrializado, claro), sentados no chão da cozinha.
Aí achei uma receita no site da Nestlé, nos mesmos moldes do tradicional pudim de leite condensado, mas com um ovo a menos e o acréscimo do chocolate em pó (uma xícara de chá).
Muito bom, embora ainda prefira o clássico pudim de leite...
sábado, 2 de agosto de 2014
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- "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
- "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
- "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
- "O estrangeiro", de Albert Camus
- "Campo geral", de João Guimarães Rosa
- "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
- "Sagarana", de João Guimarães Rosa
- "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
- "A outra volta do parafuso", de Henry James
- "O processo", de Franz Kafka
- "Esperando Godot", de Samuel Beckett
- "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
- "Amphytrion", de Ignácio Padilla
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