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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Rotinas do décimo-primeiro mês pandêmico

Hoje me dei conta de como parece que estamos no período medieval inclusive na forma de contar o tempo - em semanas ou meses associados a um evento. Em vez de ano I d.C. ou Ano da Morte de Ricardo Reis, temos o tempo da pandemia. Hoje é o décimo-primeiro mês da dita cuja por aqui, mas em outros países até começou antes. 
Por esses dias, depois da chegada de Frau Fritza e de algumas experimentações, consegui fazer o filé à parmigiana, seguindo as dicas de um chef blogueiro patrocinado pela Mondial. Ele indica forrar o cesto da air fryer com papel alumínio, para não escorrer o molho. Ficou perfeito, mas, foi postar nas redes, e vieram as advertências - alumínio passa pra comida, alumínio queima a air fryer. Acho que tudo procede, e o próprio chef fica em cima do muro com relação a isso quando indagado se pode ou não usar papel alumínio ou manteiga no equipamento. No final das contas, minha amiga Luciana Tchu deu a dica preciosa de usar folhas de acelga nesses casos de comida com molho.
Recebi a encomenda do doce feito de melaço e coco por Rafa, colega do curso de jornalismo gastronômico. Podemos dizer que é um gosto adquirido - no terceiro dia, já tinha conquistado os paladares, mas no primeiro causou um certo estranhamento. Provavelmente, é muito apreciado em Fortaleza. Os caramelos, mais puxa-puxa, ficavam muito grudados no acetato. Mas a apresentação de tudo é muito bonita. 
Também chegaram meus sapatos da Wishin. Toda vez que apareciam na minha timeline, eu pensava em como eram bonitos, mas como arriscar comprar sapatos que nunca experimentei? Daí, houve uma boa liquidação e resolvi arriscar. Provavelmente, o ótimo custo-benefício se deve ao barateamento do uso de material plástico no solado, que não compromete o visual nem a qualidade. O couro macio abraça os pés.
Pedalei na última semana, numa trégua da chuva, e ganhei duas picadas de mutuca, uma em cada ombro. Sigo como laboratório de alergias a picadas de inseto. 
Como ninguém é de ferro, também temos momentos de mormaço com pets (cã trabalhadora e cão pilateiro) e marido. 
Hoje adoraria um mormaço tranquilo, mas os prazos urgem contra. 

domingo, 31 de janeiro de 2021

Fritza, nosso eletrodoméstico da pandemia

A maioria dos meus amigos comprou batedeira planetária, forno elétrico e aspirador de pó na pandemia. Conversando com Ná e Rafa, vi que eu não tinha comprado nenhum eletrodoméstico, ora.
Há uns anos, pensei em comprar uma fritadeira a ar, mas Guga achava que era um item totalmente desnecessário. Acabei concordando com ele porque não tínhamos mesmo espaço, e ela costuma ser um trambolho de tão grande, desproporcional à nossa cozinha.
Mas minha sogra comprou, no ano passado, uma da Mondial, e usa quase todo dia. Meu marido ficou encantado com os preparos e decidiu que era hora de termos uma. Ponderei sobre o espaço (que continua o mesmo), ele disse que não seria problema. Alegou que me daria muito menos trabalho, que sujaria menos louça etc.
Compramos. Na verdade, ela ainda não tem um lugar fixo, está sobre a pia, meio trambolho. Fiz filé à milanesa, ficou muito seco, talvez devesse ter deixado menos tempo. Me assustei um pouco com o cheiro de plástico, mas parece que passa. A sobrecoxa de frango, com brócolis congelados, ficou ótima. De fato, é mais fácil de limpar, bem antiaderente. 
Agora o céu é o limite, porque dá para fazer até pratos com caldo, retirando a cesta. A ver se ficam tão bons quanto as versões tradicionais ao fogo. 

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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