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domingo, 31 de janeiro de 2021

Fritza, nosso eletrodoméstico da pandemia

A maioria dos meus amigos comprou batedeira planetária, forno elétrico e aspirador de pó na pandemia. Conversando com Ná e Rafa, vi que eu não tinha comprado nenhum eletrodoméstico, ora.
Há uns anos, pensei em comprar uma fritadeira a ar, mas Guga achava que era um item totalmente desnecessário. Acabei concordando com ele porque não tínhamos mesmo espaço, e ela costuma ser um trambolho de tão grande, desproporcional à nossa cozinha.
Mas minha sogra comprou, no ano passado, uma da Mondial, e usa quase todo dia. Meu marido ficou encantado com os preparos e decidiu que era hora de termos uma. Ponderei sobre o espaço (que continua o mesmo), ele disse que não seria problema. Alegou que me daria muito menos trabalho, que sujaria menos louça etc.
Compramos. Na verdade, ela ainda não tem um lugar fixo, está sobre a pia, meio trambolho. Fiz filé à milanesa, ficou muito seco, talvez devesse ter deixado menos tempo. Me assustei um pouco com o cheiro de plástico, mas parece que passa. A sobrecoxa de frango, com brócolis congelados, ficou ótima. De fato, é mais fácil de limpar, bem antiaderente. 
Agora o céu é o limite, porque dá para fazer até pratos com caldo, retirando a cesta. A ver se ficam tão bons quanto as versões tradicionais ao fogo. 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A diferença que a boa qualidade faz

Ultimamente, quando compro utensílios, ou são de cozinha, ou são de ciclismo. Me divido entre uma compra de grade de pães e cookies e um frequencímetro no Mercadolivre, por exemplo. E atesto que faz uma diferença enorme que ambos sejam de boa qualidade. Guga diz que de vez em quando precisa apelar para a "Solange" que existe dentro dele para comprar algo mais caro, e eu logo argumento que isso é normalmente um investimento de médio e longo prazo.
Eu tinha quase tudo de boa qualidade associado à bike, mas ainda não tinha uma bike nova. Não que LaBelle não seja ótima, mas ela não ajuda muito em treinos mais longos - depois de 40 minutos, já sinto dor no trapézio. Bem ou mal, embora seja uma bike feminina, ela é grande para mim.
Quando Guga foi comprar Pérola, eu já tinha visto uma Cannondale Foray na loja de Ramiro. Foi experimentá-la e ter a sensação de vestir a armadura do Homem de Ferro, ajuste perfeito. Quadro para mulheres pequenas, mais estável que a GT, aro 27,5, pneus de kevlar. Fiquei de estudar o assunto e voltar depois.
Mais de quatro meses depois, voltei. Ainda experimentei uma GT e uma Caloi só pra ter certeza, mas o quadro das duas ainda era grande. Lá estava a Foray. Comentei com o vendedor que minha única questão eram os componentes da bike, não tão bons quanto os da Caloi, por exemplo. Ele propôs, e depois foi chancelado por Ramiro, trocarmos os componentes e acertar a diferença. Fariam a troca das peças sem cobrar nada. Ainda por cima, a bike estava com um desconto de uns 15%. Claro que ela custou metade de uma bicicleta de trilha para competição, mas vai super dar conta do recado com o que espero dela.
Hoje, fiz a estreia. E deslizei. A sensação de ter feito metade do esforço habitual pedalando mais longe. Até a megaladeira de casa eu subi até o fim.
Agora, LaBelle será a bike dos pequenos deslocamentos cotidianos. A recém-chegada é, desde já, a nova abridora de caminhos.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Canetitas

O marido reclama sempre que não tenho canetas que funcionem. Hoje comprei três, duas de marcas que conhecia por outros produtos - Compactor e Tilibra. E uma Pilot só para manter a tradição, embora de modelo bem diferente do usual.
Pronto, mon mari, estou novamente abastecida para seus empréstimos.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

De equipamento em equipamento, quase um bistrô

Ah, eu e os equipamentos!
Na última ida a SP, adquiri um sifão culinário, petitico, uma fofura, pela metade do preço. Estreei no sábado, aproveitando a visita dos amigos. Pena que o creme de leite que encontrei no supermercado já estava virando manteiga, porque a textura ficou perfeita. (E agora estamos precavidos para não dar banho nas visitas - Tai que o diga!)

sexta-feira, 31 de março de 2017

Equipamentos para leitores

Acerca de equipamentos para leitores, além de óculos, marcadores de página e de texto e luminárias, há os leitores de livros digitais, que também podem ler PDFs.
Sim, eu comprei um Kindle. Só agora, quando ele deve estar meio fora de moda, limitado aos leitores de fato que desejam garantir a companhia de um bom livro mas não querem carregar peso demais.
Como ando ávida por voltar a estudar, escrever, ler, até pensei num tablet, mas era muito mais caro - além de ser mais pesado também. Aí me decidi pelo leitorzinho.
Fiz a compra pela Amazon, o pedido foi imediatamente despachado, chegou rapidamente. E eu fiquei encantada com a proteção de tela caleidoscópica, com temas ligados a texto (teclados de máquina de escrever, lápis, fontes tipográficas) - uma lindeza!
Puxei meus PDFs para a biblioteca - lê-los vai requerer um pouco mais de paciência, especialmente os que foram gerados com duplas de páginas.

sábado, 11 de março de 2017

A chegada dos bannetons

Não é fácil achar bannetons, esses cestos de ratan para modelagem dos pães, por aqui. Nem mesmo em São Paulo. A "dica" dos especialistas é sempre a de se trazer "do exterior", importando ou comprando durante uma viagem ou pedindo a algum amigo viajante que traga.
Outro dia, porém, num post do Luiz Américo Camargo, do Pão Nosso, vi essa outra dica de um site brasileiro que só vende bannetons e entrega em todo o Brasil. Cada banneton custa menos de 60 reais, o que não é barato, mas não chega a ser extorsivo - e como a possibilidade de trazer "do exterior" anda distante, achei por bem experimentar o site.
O atendimento foi ótimo, os bannetons chegaram relativamente rápido (pensando que havia Carnaval no meio) e inteirinhos. Agora é experimentar nas novas fornadas para chegar àquele formato lindo, listrado.
Pelo jeito, só me falta um forno profissional...

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Torta rústica de frango thai e estreia do salva-bolo

Já fiz essa receita algumas vezes, uma adaptação entre a de massa de torta rústica do Panelinha e a do Masterchef, feita pela Bruna Chaves. Só hoje, porém, consegui fotografar. E ainda estreei o salva-bolo, esse utensílio utilíssimo para evitar a destruição de bolos e tortas retiradas de formas com fundo removível.
A receita híbrida segue aqui.

Ingredientes:
Massa:
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
150 g de manteiga gelada cortada em cubos
2 ovos
2 colheres (chá) de sal
1 gema levemente batida com um pouco de água (para pincelar)

Recheio:
2 peitos de frango cortados em iscas
1/4 xícara (chá) de shoyu
1 colher de sobremesa de gengibre picado
suco de 1 limão
3 dentes de alho picados
1 colher (sobremesa) de tabasco
1 colher de chá de páprica doce
3 unidades de anis estrelado
1 folha de louro
1 canela em pau
1 colher (sopa) de canela em pó
2 cubos de caldo de galinha
1/2 cebola picada
1 cebola cortada em tiras
50 gramas de shitake (misturei com funghi secchi, ambos hidratados por 20 minutos em água quente)
raminhos de alecrim e de tomilho
1/2 xícara de nozes ou castanhas de caju picadas
Óleo de gergelim para refogar e para a marinada

Preparo:
Faça uma marinada com óleo de gengibre, shoyu, gengibre, suco de limão, tabasco, páprica e alho - mergulhe nessa mistura as iscas de frango enquanto prepara a massa.
Passe para a massa: misture a farinha, o sal e a manteiga com os dedos até obter uma farofa, sem derreter completamente a manteiga. Adicione então os ovos, misturando bem com uma espátula (evite assim mais contato com o calor das mãos). Envolva em plástico filme e leve à geladeira por pelo menos 1 hora.
Prepare o caldo de galinha e acrescente à água quente a cebola picada, a canela em pau, a canela em pó, o anis estrelado e a folha de louro; reserve.
Caramelize a cebola cortada em tiras; reserve. Na mesma panela, refogue rapidamente o shitake (no meu caso, sem a água da hidratação); reserve.
Em uma frigideira larga, doure as iscas de frango. Acrescente aos poucos o caldo de frango temperado à medida que ele reduz. Enquanto isso, preaqueça o forno a 200 graus.
Abra a massa sobre uma bancada polvilhada com farinha de trigo ou diretamente sobre o fundo removível de uma forma de cerca de 30 cm de diâmetro. Deixe para fora do fundo removível uma borda de cerca de 5 cm.
A essas alturas, o frango deve estar bem macio. Retire-o com uma escumadeira; reduza um pouco do caldo restante e reserve. Espalhe parte das cebolas caramelizadas sobre o meio da massa da torta. Cubra com o frango; em seguida, espalhe as castanhas de caju, o shitake e novamente as cebolas caramelizadas. Feche a torta puxando para cima a borda que ficou para fora - ela não deve cobrir completamente a torta. Sobre a abertura que restou, espalhe os ramos de alecrim e tomilho. Se quiser dar um tom mais dourado à torta, pincele um pouco de gema levementa batida sobre a massa. Leve a torta ao forno por cerca de 30-40 minutos, até dourar.
Ao retirar a torta, derrame um pouco do caldo reduzido sobre o recheio.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Mais uma ferramenta de panificação

Fazia tempo que queria comprar canaletas para fazer pão francês e baguete. Normalmente, são de alumínio e grandalhonas; só se encontram em lojas especializadas em panificação (e no bom e confiável Mercadolivre, do qual já sou fã, agora que moramos "no interior").
Assuntei minha cunhada que mora no exterior sobre as tais canaletas, pois lembrava de ela ter comentado que havia comprado para fazer pão francês.
Qual não foi minha alegria hoje ao receber as canaletas, feitas de silicone, num tamanho ideal para formas domésticas?
Agora é só experimentar!

sábado, 13 de dezembro de 2014

Équipage


Amo equipamentos. Amo lojas bem organizadas de equipamentos, quase de todo tipo. Não sei se isso tem a ver com minha ascendência nipônica. Contraditoriamente, hoje quero fazer coisas que requeiram pouca parafernália, como imagino que eram feitas antes de toda a tecnologia que existe.
Na cozinha, embora tenha comprado a sorveteira, os eletrodomésticos mais usados, além do fogão, são o liquidificador e a cafeteira, seguidos da torradeira e da planetária. Mas o que uso mesmo são minhas espátulas e colheres de pau, minhas facas e mais quatro utensílios cuja utilidade me encanta: o separador de gemas, o raspador plástico (uma espécie de espátula), o pão-duro e o fouet.
Confesso que tinha um certo preconceito contra o fouet, achava uma frescura de quem não queria usar um bom batedor de claras ou um simples garfo, mas depois descobri sua capacidade de aeração, que o batedor e o garfo não têm.
Quanto mais simples é o objeto e mais específica sua função, mais ele me encanta, como o separador de gemas e o pão-duro (que não pode ser substituído por uma simples espátula). Já o raspador foi fundamental quando fiz a molenga massa de panetone, evitando que as gemas escorressem da coroa de farinha sobre a mesa.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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