Mostrando postagens com marcador boas compras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador boas compras. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Mais tentativas ecológicas - Besunté

Amei de cara o nome da marca, Besunté, remetendo a manteiga, coisas cremosas e francês. Conheci no ECDE. Reservei para algum momento em que estivesse precisando de sabonetes, xampus etc. Porque o apelo dos produtos que não precisam de embalagens grandes é muito bom para quem pensa em reduzir o lixo que produz. Some-se a isso adorar uma novidade, que é o meu caso também. Quando chegaram ao Brasil os produtos da Lush - que eu conheci na Inglaterra, pobre de marré mas chique -, comprei o equivalente à minha coragem de desembolsar um bom dinheirinho. Mas valiam muito e duravam um tanto. 
Hoje já é uma ideia muito mais comum, a dos cosméticos artesanais, que valorizam insumos mais naturais e formas de produção menos agressivas ao meio ambiente e que não envolvam testes em animais. Como sigo com a ideia de comprar do pequeno produtor/comerciante e continuo querendo experimentar coisas novas, resolvi encomendar alguns produtos com a Camila, proprietária da Besunté, que fica em Mogi das Cruzes, SP. Aliás, tem várias mulheres no grupo empreendendo na área de cosmetologia que também me parecem merecer chances futuras. 
Bueno, experimentei já o sabonete de carvão ativado com melaleuca e o tônico facial de lavanda, rosa mosqueta e melaleuca. Amo melaleuca, acho que é o próprio perfume da limpeza, além de anti-inflamatória. Gostei do tônico (Guga não gostou do cheiro, mas me lembra chá); o sabonete, achei que dura pouco, mas pode ser que não deva ficar direto no boxe, pois derrete um bocadinho; ainda estou aprendendo a lidar com o condicionador, sentindo falta de mais cremosidade. Mas, mesmo com pequenos poréns, quando é que, além de me sentir cuidada e ajudando uma mulher a cuidar de si, eu receberia numa loja chique um mimo com bilhetinho escrito à mão por ter comprado alguma coisa? 

domingo, 14 de março de 2021

Como os antifas se vestem? Como vivem?

OK, OK, nenhuma novidade no meu encantamento pelo grupo ECDE. E eu estava aqui ansiosa com receber minhas compras, que demoraram a chegar porque ficamos esperando uma alma caridosa vir para estas bandas. E hoje veio Dani, com os pacotes todos. 
Tentamos fazer nossas selfies, sempre um fica de fora, apelamos pro contador da câmera. E bons materiais das roupitchas todas, o atendimento ótimo, estou apaixonada por esse grupo de compras. E minhas canecas pra organizar minha mesa. 
Eu sempre me surpreendo com a criatividade da galera. Tem gosto pra tudo, claro, mas há muita coisa linda, delicada, sofisticada, bem-humorada, singela, apetitosa, necessária, mimosa. E o melhor de tudo é o trato no geral. E imaginar que ainda existe gente que pense como a gente neste país mergulhado na lama. Que compartilha com a gente alguma esperança com a anulação da condenação de Lula pela Lava-Jato curitibana. 
Imagina-se muita coisa sobre a esquerda. Que as mulheres não se depilam, por exemplo. Que são tão feias que não vale a pena estuprar (palavras do atual chefe de Estado contra uma colega). Eu tenho convicção que, para ser de esquerda, e portanto antifascista, é preciso ser solidário antes de tudo. Porque isso tem a ver com buscar justiça e igualdade, a não se comprazer da dor alheia, da fome, do desespero do outro. No mais, é gente que trabalha, estuda, se relaciona, mas, diferentemente dos fascistas de plantão, importa-se. Com o outro, com o planeta, com a natureza. Ou assim deveria ser. 
Eu vejo essa galera da ECDE, que nem conheço pessoalmente, e sinto um quentinho no coração. Uma esperança, como a da Graúna do Henfil. De que é possível mover o mundo na base da união, de uma economia solidária e modesta - não pobre, mas justa. De que é possível ser gentil com quem não conhecemos, ser ético com quem nunca vimos. Apoiar mulheres, trans, gays, negros, mães e pais de família - sem conhecer. 
Outro dia, me caiu nas mãos um texto ótimo de Michel Alcoforado sobre a empatia, sua diferença com a compaixão. O exercício da empatia, dizia o texto, se limita normalmente a um grupo de iguais, àqueles em cujo lugar conseguimos nos colocar, já que somos sempre autorreferentes quanto a isso, enquanto a compaixão é muito mais ampla porque implica em reconhecer a dor do outro, e não em se colocar no seu lugar. Por isso o Bozo é empático com seu cercadinho, e não com a esmagadora maioria do país, para a qual ele não tem nenhuma misericórdia. 
Enfim, tudo isso só pra dizer que me orgulho de ser de esquerda, de ser antifascista e que o aprendizado é longo, e sim, é preciso estar atento e forte. A luta é agora, a luta é sempre.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Rotinas do décimo-primeiro mês pandêmico

Hoje me dei conta de como parece que estamos no período medieval inclusive na forma de contar o tempo - em semanas ou meses associados a um evento. Em vez de ano I d.C. ou Ano da Morte de Ricardo Reis, temos o tempo da pandemia. Hoje é o décimo-primeiro mês da dita cuja por aqui, mas em outros países até começou antes. 
Por esses dias, depois da chegada de Frau Fritza e de algumas experimentações, consegui fazer o filé à parmigiana, seguindo as dicas de um chef blogueiro patrocinado pela Mondial. Ele indica forrar o cesto da air fryer com papel alumínio, para não escorrer o molho. Ficou perfeito, mas, foi postar nas redes, e vieram as advertências - alumínio passa pra comida, alumínio queima a air fryer. Acho que tudo procede, e o próprio chef fica em cima do muro com relação a isso quando indagado se pode ou não usar papel alumínio ou manteiga no equipamento. No final das contas, minha amiga Luciana Tchu deu a dica preciosa de usar folhas de acelga nesses casos de comida com molho.
Recebi a encomenda do doce feito de melaço e coco por Rafa, colega do curso de jornalismo gastronômico. Podemos dizer que é um gosto adquirido - no terceiro dia, já tinha conquistado os paladares, mas no primeiro causou um certo estranhamento. Provavelmente, é muito apreciado em Fortaleza. Os caramelos, mais puxa-puxa, ficavam muito grudados no acetato. Mas a apresentação de tudo é muito bonita. 
Também chegaram meus sapatos da Wishin. Toda vez que apareciam na minha timeline, eu pensava em como eram bonitos, mas como arriscar comprar sapatos que nunca experimentei? Daí, houve uma boa liquidação e resolvi arriscar. Provavelmente, o ótimo custo-benefício se deve ao barateamento do uso de material plástico no solado, que não compromete o visual nem a qualidade. O couro macio abraça os pés.
Pedalei na última semana, numa trégua da chuva, e ganhei duas picadas de mutuca, uma em cada ombro. Sigo como laboratório de alergias a picadas de inseto. 
Como ninguém é de ferro, também temos momentos de mormaço com pets (cã trabalhadora e cão pilateiro) e marido. 
Hoje adoraria um mormaço tranquilo, mas os prazos urgem contra. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Novos padrões de consumo

O que a pantys e uma luminária artesanal podem ter em comum? 
Além da lindeza, da perfeição na entrega e na confecção dos produtos, o fato de serem produtos que pensam o consumo de forma mais responsável - a pantys evita o descarte insano de absorventes pelo país; as luminárias do Fiu, que vem lá da Ilha da Maré, em Salvador, fazer a entrega cá no litoral norte de ônibus, são feitas de palha de coqueiro, aproveitamento de um descarte naturalíssimo. 
Conheci as luminárias do Fiu, que é de uma simpatia simples e querida, indo buscar pizzas em Açu da Torre. Lá, na minha pizzaria favorita, me deram o contato do rapaz que fazia todas as luminárias lindas do local. Entrei em contato com ele, que me enviou um monte de fotos para escolher e foi muito atento e rápido nas respostas por WhatsApp. Nem quis que eu depositasse a grana antes, disse que confiaria em mim, que poderia pagar na entrega. Coisas lindas de interior. 
Quanto à pantys, acabou sendo minha solução depois que o coletor menstrual não rolou. As peças são lindas, confortáveis, chegaram logo e vieram nessas embalagens fofíssimas, ainda com um saquinho para lavagem ou para guardar. 
Embora eu já viesse tentando comprar do pequeno ou do ecológico sempre que possível (móveis com os meninos do Gato Maloko e o mel maravilha do Capão diretamente com o presidente da cooperativa, Pedro), agora, com a pandemia, os pequenos negócios de todo tipo têm ficado mais evidentes. A Rede Dotsy, de São Paulo, criada pela Kuki Bailly, já fazia, bem antes da Covid-19, a promoção de vários profissionais locais com sucesso. Eu nunca comprei nada porque estava fora de SP. Agora há a ECDE, Esquerda Compra da Esquerda, uma iniciativa da simpaticíssima Érica Caminha (olha a mulherada aí, sempre) para promover, num momento de extrema dificuldade financeira para todos, a circulação econômica entre aqueles que se identificam com princípios éticos como ecologia, solidariedade, respeito às diversidades. Tem gente do Brasil todo e de alguns outros países e engloba artesãos, artistas plásticos, escritores, professores, trabalhadores domésticos, mecânicos, faz-tudo, médicos, dentistas, psicólogos, tudo o que se imaginar. Mesmo de outros estados, já fico de olho em várias utilidades e bonitezas - até porque mais que nunca tenho comprado pela internet e tudo chega por correio mesmo. 
Além de apoiar os pequenos e os locais (nas compras de supermercado, tenho preferido as empresas nacionais), evito o mais que posso comprar de quem está alinhado com ideias fascistas e seus propagadores. Nunca mais pisei na Centauro, por exemplo. Mal entro na Riachuelo e agora tenho minhas ressalvas com a Mundo Verde. Nunca fui ao Madero, e sei que não irei nunca. 
Também no consumo, princípios são fundamentais.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

O que é mesmo autocuidado?

Autocuidado é um dos termos mais em voga nos dias de hoje. Muita gente acha que só tem a ver com beleza, fazer um escalda-pés em casa, comprar a make caríssima da Rihanna etc. etc. 
Também é isso, se você acha que é. Eu, por exemplo, comprei batons nude da Dailus, que combinam com meu tom de pele amarelo-esverdeado. Amei! Preço de 1/8 de um batom Mac, e ainda é vegano, tem skin tones, ultramacio. Também comprei uma máscara detox da Nivea, ótima, e um hidratante poderoso da Neutrogena, Hydro Boost, com ácido hialurônico, porque, quase aos 50, se não cai, tudo seca. 
Mas autocuidado não é só isso. Tem também a ver com tirar um tempo para si, e não só o do escalda-pés, que é maravilhoso, mas também para não fazer nada, para não aceitar desaforos, para aprender algo novo só por esse gostinho, com praticar uma atividade física prazerosa, com comer uma comida gostosa e saudável. Claro que é difícil o autocuidado onde faltam direitos essenciais, como água, luz, saneamento básico, trabalho, comida, mobilidade, educação. E mesmo assim, no Brasil, a indústria de beleza e farmacêutica só cresce, atendendo aos bolsos de todos os tamanhos - há quem economize no mercado para comprar um bom shampoo. Está errado isso?
Parece uma discrepância, mas isso só revela como todo mundo quer se sentir bonito e admirado. Parte da nossa saúde emocional vem mesmo do olhar do outro, mas não pode depender dele. Acho que uma coisa boa da proximidade dos 50 é justamente aprender a depender menos desse olhar (normalmente masculino) e valorizar mais o nosso próprio olhar sobre nós, por dentro e por fora, aceitando o que somos. Acho também que os debates recentes sobre feminismo têm trazido essa pauta com força: cuidarmos de nós e umas das outras, tendo um olhar mais amoroso sobre a diversidade, deixando de seguir os padrões impostos. 
Autocuidado, em todas suas acepções, é principalmente feminino. Homens heterossexuais não costumam praticar - embora haja um tantinho em desconstrução - porque nunca precisaram; eles são aceitos com muito menos cobrança por toda a sociedade - a menos que sejam pobres e pretos, e neste caso seria preciso evocar uma mudança social muito maior, para além do autocuidado, para que sua aceitação se desse. O que seria bom para todos, homens, mulheres, velhos, crianças, trans, gays, héteros, todas as cores - a beleza, o cuidado e o respeito estariam em tudo. 

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Vestindo ideias

Voltei à mesma loja que me encantou outro dia para escolher meu presente de aniversário. Achei essa camiseta linda, com palavras bordadas que parecem ter sido tiradas do meu briefing para a Gosto de Sol.
Adoro quando tantas coisas queridas se juntam assim, uma sopa de letrinhas benfazeja.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Onde cabemos ou Da poesia de viver

Assim como algumas vezes nos decepcionamos ao tentar vestir algo e perceber que não nos cai bem, acontece também de, numa só tacada, vestirmos roupas que parecem terem sido feitas pra nós. Na semana passada, tive essa experiência em uma loja à qual nunca tinha prestado atenção. Vi na vitrine, quase indo embora do shopping, uma peça com estampa bonita, ao lado de outra também bonita. Depois, o cartaz de "promoção". Pensei: não custa dar uma espiada.
Para minha surpresa, havia muitas peças com minha cara, com preço mais acessível do que em outras lojas onde costumo comprar. Surpreendentemente, o que me caía bem era tamanho P. A vendedora, em nenhum momento, tentou me empurrar nada, nem me propôs combinações bizarras de roupas. Foi super atenciosa, ágil, eficiente e simpática. Pronto. Achei uma loja para chamar de minha.
No fundo, o que aconteceu na lojinha acontece na vida o tempo todo. Uma amiga das antigas, Cris, costumava dizer que só ficava "onde cabia sua alma". Eu tomei pra mim, já devo ter dito isso, tal verdade. Quando a coisa aperta, e a vida traz tempestade, traço meus planos de fuga A, B e C. E às vezes a vida vem num abraço, suave como a brisa. Tudo se encaixa, de forma natural - às vezes, tão natural que esquecemos de agradecer.
Viver é pura poesia. Nem sempre doce, nem sempre trágica - poesia.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Calça que veste como luva da Marcio May

Comprei a primeira vez no site Roupas para Ciclismo no ano passado. O bretelle + camisa masculinos estavam com preço ótimo, e foram meu presente de aniversário para Guga. Chegou tudo relativamente rápido também, e isso só somou pontos ao site, que tem sede em Florianópolis e oferece marcas diversas e muitas promoções.
Eu, que sempre estou em busca do forro perfeito para pedalar, precisava de outra calça, porque a da DaMatta que eu tinha (a segunda!) já tinha ido pra cucuias. Então encontrei uma da Marcio May, que parece estar ganhando mais espaço no mercado, com preço quase 50% mais baixo que das lojas daqui.
Houve uma demora enorme na entrega, de dois meses desde a compra, em parte (creio que a maior parte) por conta da entrega do fornecedor à loja, em parte pela greve dos caminhoneiros que parou o país há umas duas semanas. Recebi ontem, por fim, a calça e um par de pernitos também da Marcio May. E devo dizer que a compra valeu muito a pena: o corte da calça é perfeito, o forro parece muito bom (CoolMax) e ela tem bastante compressão nas pernas.
Já estava quase pedindo o cancelamento da compra, mas valeu a pena dar um voto de confiança ao site.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Coisas lindas da Perky e o sucateamento dos Correios

Descobri a gaúcha Perky ainda em São Paulo, numa loja da Galeria do Rock que já nem existe mais. Comprei um modelo de alpargatas que lembrava estamparia japonesa, em tons de azul, lindo. Muito confortável, de ótima qualidade, só acabou porque realmente foi usado até o talo. Depois ganhei uma de Guga, navy, mais elegante, que evito usar em época de chuva porque é clarinha. Por fim, comprei outra, azul e tie-dye, pra variar, que também usei quase indefinidamente.
Guga sempre quis usar alpargatas, mas nunca achou no seu tamanho. Como descobri umas mochilas fofas no site da Perky, e queria parar de usar a do marido, aproveitei para comprar um par de alpargatas para ele.
A encomenda demorou muito a chegar, mas, quando entrei em contato com a loja, eles foram muito prestativos, e assim que entraram em cena os Correios liberaram a entrega. O mesmo, porém (e esta é a segunda parte do post), não aconteceu com uma compra que fiz para o Dia das Mães na Casa de Saron - as outras entregas foram bem rápidas, mas, desta vez, a coisa empacou. Até agora "o objeto não chegou à unidade", postado no dia 23 de abril. O que acho mais triste é o evidente sucateamento dos Correios, empresa que sempre funcionou tão bem - nem me considero prejudicada com o atraso, porque consegui comprar o que precisava por aqui, e era uma quantidade pequena. Triste que cada vez menos a gente possa ter certeza de qualquer coisa neste país, e até escolhas simples que fazemos no dia a dia estão à mercê da política praticada por uma corja que, não contente em roubar os direitos básicos de todos nós ao bem-estar social, se especializa cada vez mais em tomar a liberdade de escolha de quem ainda acreditava poder escolher alguma coisa.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

Arquivo do blog