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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Mais uma chance à banoffee

Fiz de novo a receita de banoffee pie da Dani Noce, ainda que sob protestos do marido, que não entendia por que eu não podia cobrir a torta com pecã no lugar de banana. Tudo era uma questão de sazonalidade, e também uma boa desculpa para comprar um bom doce de leite, né? Além disso, soube que a banoffee está super na moda e até recebi uma receita da minha querida Marisa. 
Da primeira vez que fiz, há 3 anos, o recheio virou um tsunami na hora de cortar, o que é sempre uma decepção quando o assunto é torta. Desta vez, resolvi mexer um pouco nas proporções. Para o recheio (torta pequena), usei 200 g de doce de leite argentino, 100 g de creme de leite 30%, 2 gemas e 20 g de amido de milho. Para a massa, 180 g de biscoito maizena e 90 g de manteiga amolecida, batidos juntos no processador. Assei a massa por 20 minutos, deixei esfriar, pincelei no fundo 60 g de chocolate meio amargo derretido e levei para a geladeira uns 10 minutos. Espalhei o recheio de doce de leite e deixei na geladeira até o dia seguinte. Na hora do almoço, cobri com rodelas de banana, pincelei um pouco de suco de limão nas bananas, para não escurecerem, e deixei para aplicar o chantili da Vigor só na hora de servir - quando também salpiquei chocolate em pó 70% cacau com um toquezinho de pó de café. 
Ficou muito boa, mas de fato é para formiguinhas. Uma sobremesa para fazer de vez em quando, se quisermos algo bem descolado e não convencional, um doce de encher os olhos. Vale a pena ter esse trunfo na manga.

domingo, 17 de setembro de 2017

Comemorando com etruscos e ingleses

Comentei aqui outro dia que estava querendo fazer um prato "etrusco" e uma banoffee pie. Calhou que eu e o marido tínhamos o aniversário de namoro a festejar - eu já não comemorava mais em setembro, porque há o dia dos namorados e também porque resolvemos morar juntos em outra data, além de as comemorações anteriores terem sido meio zicadas. Mas, como foi ele quem se lembrou da data, achei digno retomar a data setembrina. E assim entraram em cena o maiale al latte etrusco/romano e a banoffee pie inglesa.
Os preparativos começaram na véspera, porque quis marinar a carne de porco (usei filé mignon suíno em vez de lombo), embora a Samin Nosrat, professora de culinária do Michael Pollan, não indique isso, mas apenas temperar com sal e pimenta um pouco antes. Eu vi umas dicas num outro site de alguém que já fez o prato e resolvi juntar as duas receitas. Então marinei com vinagre de vinho (porque não tinha vinho), sálvia, alecrim, alho, sal, pimenta-do-reino e limão, para no outro dia selar a carne em azeite bem quente e então adicionar mais alho, sálvia fresca, sal, raspas de casca de limão e 1 litro de leite, incorporado aos poucos, ao longo de quase 3 horas de cozimento. 
Quanto à torta, segui a receita da Dani Noce. O creme de confeiteiro de doce de leite não ficou tão firme, embora gostoso. A dica do creme de leite em lata sem soro e bem gelado para fazer chantilly não funcionou; também não consegui usar meu sifão. Lá fui eu em busca de um preparado para chantilly, da Fleischmann mesmo. Ainda assim, ficou bem gostoso e bonitão. 
O maiale al latte fica com um aspecto talhado, uma espécie de vômito de bebê como bem descreve o Pollan. Mas é uma delícia, ainda mais acompanhado de legumes ao forno.
Foi um jantar preparado lentamente, com paciência, respeito e total atenção, ingredientes também para um relacionamento de longa data como o nosso.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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