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domingo, 23 de fevereiro de 2020

Da importância de fazer diferente e às vezes fazer o mesmo

Mesmo reduzindo os carboidratos, especialmente açúcar, pães e massas, temos comido bem, na verdade melhor que antes. Agora esses itens entram de vez em quando no cardápio - e parecem muito mais gostosos, pelo menos para mim!
Como a base da alimentação diária tem sido proteína, salada e legumes, é fácil enjoar. Tem dias que enjoo só de olhar pro tomate, sério. Então só me resta variar de alguma forma o preparo, aquecendo o tomate, utilizando o pão italiano para uma panzanella, empanando o frango com parmesão, utilizando o pesto em diferentes pratos, como nhoque de batata-doce e macarrão de abobrinha, fazendo um chutney rápido de maçã para cobrir a carne suína e chips de batata-doce para acompanhar o estrogonofe. 
E às vezes só quero comer uma coisa de que gosto muito, como um pão de fermentação lenta ou um sorvete preparado por mim, com creme de avelã e creme de leite. Não precisa ser toda hora, não precisa ser todo dia, mas de vez em quando só precisa ser. 

sábado, 11 de janeiro de 2020

Ranhuras no nhoque de batata-doce ao pesto de manjericão

Amo pesto. Amo batata-doce. Amo nhoque. Imagina juntar tudo isso! O resultado só pode ser o nhoque mais gostoso que já preparei e já comi. 
Para a massa, juntei 400 g de batata-doce e batata inglesa (não tinha batata-doce suficiente) cozidas e amassadas ainda quentes, 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo (mas nem usei toda), 1 gema e sal a gosto. Tinha já o pesto prontinho, à espera da pasta. Mas tenho certeza de que o que mais contribuiu para a deliciosidade toda do prato foram as ranhuras feitas com garfo - algo que sempre quis aprender a fazer e testei dessa vez. 
Dá um pouquinho de trabalho, mas nada absurdo. Claro que nas próximas vezes (e devem ser muitas) ficará muito melhor, nham!

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A estreia da máquina de massas com rondelli gratinado

Quando tentei usar a máquina de massas pela primeira vez, não rolou (sem trocadilhos): não consegui prendê-la na mesa e era impossível assim girar a manivela e segurar a massa que saía do rolo e a maquineta ao mesmo tempo. Resultado: abri a massa com o rolo de macarrão, o que certamente não tem o mesmo resultado (a menos que você seja uma daquelas mammas originais de fábrica).
Voltei à forra e resolvi usar a máquina anteontem, para fazer massa fresca para o jantar. Dessa vez, encaixou bem na bancada. Escolhi fazer rondelli, pois queria rechear a massa. Usei a receita de massa do livro do Sebess (300 g de farinha, 3 ovo, 15 mL de água, 15 mL de óleo, 6 g de sal), mas com o modus operandi do site Desafios Gastronômicos, inspirado no Jamie Oliver, que propunha o pré-cozimento da massa (como se fossem folhas de lasanha) antes de enrolar, por 2 minutos.
A massa ficou fina e cozida o bastante. Estendi sobre panos de prato limpos e comecei a rechear, but... não tinha presunto e queijo o suficiente. Acabei reduzindo o tamanho das "folhas" de massa e por isso o rondelli virou mini. De qualquer modo, precisava de outro recheio, ou não teríamos massa suficiente para dois. Entonces, me lembrei do meu manjericão-quase-árvore e das nozes e amêndoas que trouxe da zona cerealista. Será que ficariam bons os rondelli recheados de pesto (que, na verdade, é molho?). Ainda por cima, seriam cobertos com bechamel...
Bom, se é o que tem, é o que vai ser, sem mimimi. Recheei parte com presunto e queijo, uma parte com um pesto bem rústico (menos líquido, mais pedaçudo) e ainda uma parte com presunto e requeijão. Ainda ficaram de fora algumas lâminas de massa por falta de recheio, mas consegui forrar um refratário pequeno com os rondelli. Cobri tudo com molho bechamel, que dessa vez "temperei" com meia cebola descascada, noz-moscada e uma folha de louro, antes de acrescentar ao roux e salgar.
Levei ao forno pré-aquecido por uns 20 minutos, para gratinar. Ficou muito, muito bom, especialmente os recheados com pesto.
O senão da massa fresca fica mesmo por conta do tempo. É preciso começar bem antes - demorei quase duas horas no processo todo (enquanto a massa descansava na geladeira, aqueci o leite, fiz o pesto e ainda rolou uma palha italiana). Vale a pena? Demais. Mas tem que ser uma comida de final de semana, de preferência criada a mais mãos. Do jeitinho que as mammas fazem.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Pesto de castanha de caju


Hoje, na correria editorial, percebi que já era hora do almoço e não tinha descongelado nem frango, nem carne, e que demoraria muito para assar alguns legumes. E então me lembrei que tinha manjericão, salsinha e um punhadico de castanhas de caju.
Qualquer oleaginosa substitui os caríssimos pinoli (plural de pinolo) no preparo do pesto (quase uma aliteração aqui), isto é fato. Mas não sabia que a castanha de caju ficava tão deliciosa, tão melhor que as nozes.
Usei dois dentes de alho (o pesto ficou nervosíssimo, uma delícia), bastante azeite, o punhadico de castanhas, uma colher de sopa de cream-cheese e, por fim, cerca de 1 xícara e meia de folhas de salsinha e de manjericão (em menor proporção), nessa ordem.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Semipesto de pistache

Pistache, como já disse, é uma coisa cara. De 150 a 170 reais o quilo. Então, melhor não desperdiçar, certo?
Como inventei de fazer novamente o sorvete da La Cucinetta, desta vez sendo mais obediente, coando duas vezes a mistura etc., me deparei com aquela pasta que sobrou na peneira. Seria um crime gastronômico-financeiro não fazer nada com ela.
Primeiro pensei em doces, depois decidi pelo pesto. Pesquisando um pouco, cheguei a uma receita de pesto de pistache da Technicolor Kitchen. A diferença no preparo, além das minhas tradicionais mudanças nas medidas, foi o pistache estar batido com um pouco de leite, já que, como disse, foi o "bagaço" do sorvete. Ah, sim: também não usei espaguete ou talharim.
Bueno, bati dois dentes de alho sem casca no processador, umas 2 colheres de sopa de azeite (achei desnecessário mais, uma vez que já havia a base cremosa), uma pitada de sal, 1/2 xícara das folhas de manjericão branqueadas e secas e logo em seguida o creme de pistache (devia ter 1 e 1/2 xícara de chá). Como não coloquei muito manjericão, chamei-o de semipesto.
Ficou simplesmente divino. E eu me senti super-ecológica pelo não desperdício de comida.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Pesto de pecã com manjericão e salsinha



Outro dia, minha amiga Marisa me presenteou com algumas pecãs. Demorei a saber o que fazer com elas. E aí, esta semana, rolou um insight: pesto!
Bati no liquidificador cerca de 1 xícara de chá de pecã descascada, 1 xícara de chá de folhas de manjericão e salsinha lavadas, um tanto de azeite (deve ter sido meia xícara), sal e pimenta-do-reino a gosto. Coloquei sobre a massa já cozida e arrematei com o queijo parmesão ralado (de saquinho mesmo, porque não tinha a peça para ralar na hora).
Ficou ótimo, com gosto mais delicado que o do pesto de nozes.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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