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segunda-feira, 28 de abril de 2025

Pastel de choclo

Como a banana-da-terra, milho também é uma maravilha. Mesmo não sendo o alimento mais digerível do planeta, é uma delícia. E tem essa identidade indígena indiscutível, dividindo o posto de alimento da terra com a mandioca/aipim/macaxeira. 
Nos países andinos, o milho impera. Eu, que já fui confundida com uma chilena, resolvi fazer esta semana o pastel de choclo, para variar o cardápio. Carne moída bem temperada, enriquecida com ovos cozidos e coberta com um purê de milho. Perfeição. Já que não vou ao Chile tão cedo, que venha ele a mim.

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Coleslaw de beterraba e cenoura

Rita Lobo sugere em seu canal um coleslaw de repolho e beterraba, o que já me pareceu finíssimo. Eu resolvi juntar cenoura e beterraba, mostarda Dijon, mel, vinagre, sal e pimenta-do-reino. Esqueci da maionese. Ficou ótimo, e lindo.

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Quase um brigadeiro - docinho de tâmara, peanut butter e cacau

Embora eu não tenha comprado o curso da Marina Linberger, eu a sigo nas redes. O conteúdo dela é sempre útil, bem-humorado e realista. Volta e meia ela dá uma dica ótima na cozinha. Hoje, recebi pela newsletter essa do "brigadeiro" sem açúcar e sem banana. Ainda tinha uma meia dúzia de tâmaras trazidas do Pati. Usei peanut butter no lugar do amendoim e chocolate 70% no lugar do cacau. Pense numa coisa boa! Ficou uma delícia, e imagino que funcione com uva passa também - ainda mais porque tâmara não é tão fácil de achar e, se achada, é caríssima. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Dal de ervilha seca

Que eu amo comida oriental, seja do Oriente Próximo, Médio ou Extremo, não é segredo pra ninguém, logo se nota pelos posts. Vivo passeando por grãos, leguminosas e especiarias. Curry é uma coisa que eu amo especialmente, e como estou ainda na fase das leguminosas por conta da alimentação anti-inflamatória e pelo aporte proteico, o que me fez redescobrir o amor pelo feijão com arroz, a dupla perfeita dos aminoácidos completos, volta e meia acho uma forma diferente de preparar o meu pê-efe oriental. 
Hoje foi a vez da ervilha seca, que eu volta e meia comprava com um quê de desânimo por achá-la tão limitada à sopa com bacon ou linguiça. Rita Lobo ouviu minhas preces e destacou no instagram uma receita de dal, o típico cozido de lentilha indiano, feito com ervilha seca. 
Confesso que, para além de cúrcuma, gengibre fresco, semente de coentro, cominho em pó, canela em pau, tomate, cebola e alho, eu adicionei um pouco de lentilha cozida, canela em pó e curry em pó. Ficou uma perfeição, perfumadíssimo e delicioso. Agora sim, a ervilha tem seu lugar cativo nesta cozinha. 

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Simplicidade, a maior das evoluções

Do mesmo modo que me interessa saber como se davam os antigos processos culinários, quando não havia tecnologia nenhuma, e como são feitos alguns pratos mais complicados, eu sempre busco as soluções mais simples para essas mesmas receitas. Como aconteceu com o boeuf bourguignon, por exemplo: procurei aprender a receita "raiz" para depois simplificar o prato, preparando-o inclusive na panela de pressão, autorizada pelo Troisgros. O mesmo com a sopa de maní, cuja receita já achei simplificada e simplifiquei mais um pouquinho. Aprendi a fazer sorvete sem sorveteira, entendendo a lógica de seus ingredientes, antes de comprar uma sorveteira. Ou seja, se faltar energia, mas não ingredientes, ainda dá pra eu me virar. 
Mas a simplicidade de que mais gosto é poder fazer combinações com o que já está pronto na geladeira. Antes de saber cozinhar, eu já tinha encantamento por marmitas - e hoje elas estão tão na moda! 
Por isso, gosto tanto dos programas da Rita Lobo, que aborda não só a comida de verdade, mas também a simplificação do ato de cozinhar cotidianamente. Pra mim, é a verdadeira evolução culinária, a simplicidade. 
Dia desses, sem arroz na despensa, preparei uma quinoa que estava ali perdida, para acompanhar lentilha cozida. Ambas sobraram, já mais sequinhas. E achei duas receitas do Panelinha, que ainda me fizeram aproveitar uma beterraba do fundo da gaveta e amêndoas que já estavam meio murchinhas. Logo tínhamos, para o jantar, um cuscuz marroquino feito com quinoa, amêndoas, alcaparras e raspas de limão e lentilhas com molho de balsâmico e fatias de beterraba, ambos muito gostosos. 
Aproveitando que tinha feito coalhada caseira, preparei uns nuggets simplificados, marinando o frango já temperado no iogurte e passando numa farinha de rosca feita com um pão francês integral que havia sobrado. Ainda preparei um molho tártaro com maionese pronta, alcaparras e picles de pepino, delícia. 

quinta-feira, 31 de março de 2022

Lembrança de sardinha

Com o preço altíssimo de frango, carne bovina, atum e ovos, os olhos se voltam para a sardinha. Eu estava zapeando as receitas do Panelinha quando cheguei nas voltadas para a sardinha, que nunca mais comi na vida - tinha inclusive patê de sardinha com beterraba. Guga não gosta, não tem o hábito, então nunca nem pensei em preparar em casa. Mas a lembrança de comer sardinha frita na infância, com um leve sabor cítrico, veio com tudo. Eu adorava! Como aconteceu com o feijão, que fiquei muito tempo sem comer e que eu sempre gostei muito, resolvi ressuscitar a sardinha. 
Calhou de, uma vez mais, Rita Lobo falar de sardinha, desta vez no programa na GNT, cozinhando com o marido, que preparava o mencionado patê. Ora, eu tinha meia beterraba desvanecendo na geladeira. Daí comprei uma lata de sardinha - eu tinha filé congelado que comprei outro dia nessa sanha pelo peixinho, mas ainda com escamas e espinhas, uó -, e foi só tirar a espinha central, adicionar um pouco de maionese, azeite, sal, pimenta do reino e, pasmem, sementes de endro, que, sim, eu tinha na prateleira. Como eu imaginava, ficou uma delícia. Comprei um pãozinho de leite na padaria, um sucesso completo. Guga não quis provar, pena - além do sabor, perdeu a oportunidade de consumir uma ótima fonte de ômega 3.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Plant-based no pedaço

Uma expressão muito em moda no universo culinário é plant-based, ou seja, uma alimentação e mesmo um modo de vida com foco em verduras e legumes, mas também itens de higiene e limpeza, produzidos de modo ecologicamente consciente, em menor escala, preferindo pequenos produtores e com vistas a reduzir os impactos ambientais no planeta. Não é o mesmo que veganismo, pois muitos adeptos do plant-based não suprimem a ingestão de carne e ovo, só a reduzem. Ou seja, de qualquer modo, tudo de bom, pra começar uma mudança de vida. 
Claro que as indústrias alimentícia e farmacêutica já se apropriam do termo para vender produtos nem tão saudáveis assim, como já fez com o termo "orgânico". E é claro também que não estamos livres de trabalho exploratório, crueldade animal, pesticidas e hormônios (no caso de ovos e carnes) na busca pelo natural. Nem a sagrada água está livre de milhões de partículas de plástico, que provavelmente ingerimos todos os dias. É meio desesperador pensar nisso, em como nossa liberdade de escolha é limitada pelos danos causados por um sistema econômico predatório há centenas de anos. 
Mas é bom no dia a dia descobrir novos sabores em velhos conhecidos. A abóbora moranga aqui já virou quibe com recheio de tofu (que estava em promoção no mercado), abóbora assada e salada de abóbora com trigo e especiarias; a couve-flor (que anda caríssima!) já virou escondidinho e ontem fez a base do curry com vagem. Não sei se por influência desses sabores tão completos e saciadores, cada vez menos ando querendo consumir carne - aliás, desde que assisti Okja o pensamento de não comer carne instalou-se na minha mente. A ver se vai rolar mais essa transformação no dia a dia. 

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Mais testes para uma nutrição mais eficaz

Fiz um quibe com proteína de soja, quinoa, trigo para quibe, tahine, castanha de caju, hortelã, cebola e alho, além de pimenta síria, claro. Ficou uma delícia, mas desmontou ao cortar. Ainda não pesquisei o que pode ter dado errado, já que segui todos os passos necessários (hidratar trigo e proteína, cozinhar quinoa).
Também testei um bolo de maçã de frigideira da Verônica Laino, sem farinha: leva aveia, ovo, chia, açúcar mascavo, fermento, água e uma maçã cortada em fatias. Dei uma aumentada na receita sem aumentar a maçã, tudo para caber na frigideira - ficou bom, mas deve ficar melhor seguindo as quantidades certas. 
Ao final, tudo na vida são tentativas. Umas dão certo, outras não.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Vencer o bode da salada com... salada!

Embora descendente de orientais, nunca fui muito da salada. Parte disso devo a ter sido criada por avós nordestinos, cuja cultura culinária na época era pouco afeita aos verdes, mais voltada para carnes e peixes e tubérculos. 
Outra parte tem a ver com minha pouca criatividade na combinação de verduras para compor uma salada, fortalecida por um pouco de preguiça de lavar tudo com hipoclorito de sódio. E cortar pepino, tomate, claro. Aliás, tomate, mal suporto hoje em dia. Mas todo dia tem. 
Tenho a impressão de que ultimamente as verduras cruas não me caem bem, o que, embora realmente aconteça com algumas pessoas, pode ser, no meu caso, só um nojo alimentar recente, que tem tomado a relação com minha comida quase de modo geral. Além do cansaço de cozinhar todo dia, o cansaço do próprio tempero. 
Mas preciso comer, e preciso comer bem, porque sei que a nutrição transforma minha relação com as alergias para bem e para mal. Ter voltado a comer leguminosas me fez muito bem, com o aporte de proteínas e de fibras para o dia a dia. Então lancei a pesquisa na internet sobre saladas diferentes do trivial, e recebi de volta dicas da maravilhosa Rita Lobo, a maior defensora da comida de verdade entre os famosos da gastronomia. Encontrei justamente um post sobre "10 saladas que valem por uma refeição", com ingredientes como milho, carne, pimentão, grão de bico e até bacalhau. 
Já testei algumas, e fiquei muito feliz com os resultados, especialmente quando deu para ganhar tempo com alguns ingredientes já prontos, como o milho em lata e o grão de bico de caixinha (porque o demolho, tão necessário, também me dá uma preguicinha). Continuo, graças a dona Rita, ainda mais fiel à comida de verdade (sobretudo após uma breve e recente experiência não tão agradável com produtos à base de xilitol) e meu paladar e meu sistema digestório (e acho que marido também) agradecem. 

sábado, 16 de outubro de 2021

Subversões alimentares

Daí que, dos 7,5 kg perdidos com orientação da nutricionista em cerca de seis meses, reencontrei 5 kg ao longo da pandemia. Não é de espantar, já que andei cozinhando muita comfort food, doces, receitas com manteiga e gordura e me exercitando muito menos, além do estresse com pandemia, contexto nacional e trabalho triplicado. 
No primeiro semestre deste ano, também recomeçaram minhas alergias, que tinha associado à época - só porque calhou de acontecer na mesma época em anos anteriores; se estivesse em São Paulo, diria que é pelo ar mais seco do outono, o que, claro, não é o caso aqui. O muco, eu já sei, tem a ver com consumir muitos lácteos, mas não tinha pensado em nenhuma relação da alergia com permeabilidade intestinal. Quando fui procurar outra nutricionista, porque a anterior entrou em licença-maternidade, encontrei uma que trabalha com essa abordagem, de considerar uma alimentação menos inflamatória para possíveis casos de intestino permeável. 
Eu já tinha lido algo a respeito no livro sobre digestão, que comprei há dois anos, quando estive em SP e passando muito mal. Agora me aprofundei um pouco mais, depois da conversa com a nutri, que me recomendou reduzir um pouco os lácteos e a carne, apostando em proteínas vegetais para complementar as refeições. Adoro leguminosas, mas tinha cortado a pedido de Guga, que estava reduzindo bastante os carboidratos de todo tipo. 
Claro que não dá para ficar só no arroz com feijão - e eu já vinha comprando grão de bico, feijão fradinho e lentilha para cozinhar de vez em quando. Depois de experimentar as almôndegas de lentilha e ter conseguido congelá-las, resolvi fazer também falafel (e congelar) e homus. O falafel foi inclusive subvertido com o acréscimo de um pouco de cenoura. Também usei feijão fradinho em uma receita de curry com cogumelos (usei shitake fresco) e molho de tomate - ficou ótimo, e ainda aprendi a fazer chapati, um dos pães indianos. 
A quinoa é bem versátil e substitui o arroz, com a vantagem do aporte proteico e nutritivo que ela traz. Como hoje tinha sobrado espinafre, fiz um "quinoto" (achei que tinha inventado a palavra, mas já tinha gente usando) de espinafre, salsa, parmesão e castanha do pará ralada. Eu adorei - o marido achou OK. 
Já tenho ideias para arroz negro, quiche de grão de bico, alho poró e palmito, pão de ervilha e pasta de ervilha (esta sugerida pela nutri). 
Na verdade, emagreci pouco depois de ter mudado a alimentação. Estou retomando, aos trancos, os treinos na academia, sempre cheia. Mas já sinto que meus episódios alérgicos têm reduzido bastante. Ainda como doces de gula, mas se pensar um pouco mais nem sinto tanta vontade assim. 
Com a alta dos preços, a tendência é realmente aproveitar tudo que temos na geladeira, porque não está fácil não. Reduzir as quantidades, aproveitar a sazonalidade, mas manter a qualidade do que comemos. Uma coisa de cada vez. 

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Mundo pão


Tenho feito pão uma vez por semana, normalmente de levain. Faço um de cerca de 400 g; o marido pouco come, eu como dia sim, dia não, e o que sobra vira rabanada, farinha de rosca, panzanella, croûtons, tartine, torrada, ou seja, aproveitamento total. Só não fiz pudim.
A última belezura, depois de vários italianos, foi o de nozes e damasco. Ainda por cima, por conta da fermentação longa, rolou esse lilás na massa, maciíssima e deliciosa. 

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Almôndegas vegetarianas para fugir do tédio

Experimentei uma receita de almôndegas de lentilha da Marina Person outro dia. Não deu muito certo, ficou molenga e precisei colocar mais farinha do que queria para dar ponto, e mesmo assim não consegui. Mas prossegui botando fé na lentilha - que havia cozinhado e congelado de monte - e acabei encontrando uma outra receita, do site Comida.Org, que me pareceu bem promissora, sem riscos de ficar com aparência destroyed e gosto de farinha, e resolvi testá-la hoje. 
As almôndegas ficaram de fato ótimas! A receita leva lentilha cozida, cebola e alho refogados, sementes de abóbora e girassol (eu só tinha girassol, que tostei junto com gergelim preto), alguma castanha (eu usei nozes), azeite, suco de limão, pimenta e sal. Só. Nada de farinha, nem ovo. As bolinhas são muito fáceis de modelar, nem foi preciso untar a forma, e em uns 20 minutos elas estavam prontas, bem assadas e relativamente firmes. 
A quarentena só faz aumentar meu desejo de fugir da mesma comida todo dia, uma forma de quebrar o ciclo da marmota, pelo menos em termos de sabores - isso eu tenho conseguido fazer. 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Bolo de mel e nozes no fora de hora cada vez mais comum

Não me deem ideias que logo vou querer fazer um docinho. Ou um bolinho.
Hoje à tarde, aquele friozinho, me deu vontade de comer um bolo simples. Mas podia ter um pouquinho de nozes.
Já tinha inclusive feito pão sovado. Depois ia fazer sopa. Mas entre um e outro resolvi fazer o tal bolo simples com nozes. Achei uma receita supostamente judaica de bolo de nozes e mel. Resolvi bater na mão para não aumentar a pilha de louça. Massa um pouco mais seca - mel, manteiga, ovo, farinha, nozes e fermento, só isso -, mas um perfume e um sabor ótimos. Ainda cobri com calda de chocolate, e isso compensou a falta de umidade e incrementou o sabor. Me lembrou um pouco, em termos de textura, a camada de suspiro do Melhor Bolo de Chocolate do Mundo (que certamente não o é). Talvez essa falta de leite tenha a ver com a cultura judaica, porque o Melhor Bolo de Chocolate do Mundo é inclusive vendido como comida kosher. Bom, eu colocaria justamente um pouco de leite para aumentar a maciez do bolo. Mas ficou bom, bem bom.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Glamour na quarentena é mungunzá com coco do quintal

Outro dia, minha sogra fez a cocada matadora com coco fresco do quintal e acabou me dando um tanto de coco para ralar. Deixei uns dias em um pote com água, na geladeira, pensando no que poderia fazer com ele. Não podia demorar, ou o coco ficaria com gosto de sabão.
Lembrei então do mungunzá, que eu adoro. Já fiz algumas vezes, cada uma de um jeito - com ou sem leite de coco, com leite condensado, só com açúcar, com coco ralado. Decidi aproveitar o coco de forma integral: como leite e como flocos. 
Como não sou boa em ralar coco, tirei a casca com uma faquinha (aproveitando que tinha ficado amolecida com a água) e ralei os pedaços no processador. Depois bati no liquidificador com água suficiente para cobrir mais um pouquinho. Então coei com minha "panela" de suco detox (um tecido perfurado próprio para isso). Reservei um pouco do coco processado em flocos para adicionar ao mungunzá. 
Cozinhei o milho (250 g, que ficaram de molho em água por 24 horas) na panela de pressão, apenas com água, por 25 minutos. Descartei a água e então adicionei 1 litro de leite, 400 mL de leite de coco, 200 mL de leite condensado caseiro (receita do Prato Fundo), canela em pau, cravo e coco em flocos. 
Arrisco dizer que foi o melhor mungunzá que já fiz. E sim, este foi o único glamour de nossa quarentena (que, na verdade, é só o nosso dia a dia comum menos as saídas para espairecer), o coco do quintal que foi determinante no sabor inigualável. 

quarta-feira, 11 de março de 2020

O primeiro pão de queijo, com receita de dona Jacira

O pão de queijo feito por minha mãe é pura comfort food, já disse aqui. O de minha sogra se lhe equipara em termos de sabor, embora não tenha o apelo da memória. Volta e meia saboreamos os pães perfeitamente redondos que ela sempre tem congelados para qualquer eventualidade. 
Justamente porque eles congelam tão bem é que resolvi pegar a receita dela e fazer um bocado para nós. Comprei queijo minas padrão, polvilho azedo, juntei maizena, ovos, óleo, manteiga e sal e logo tinha uma massa pegajosa, difícil de manipular. Até sovei na batedeira, mas mesmo assim era impossível fazer as bolinhas. Deixei na geladeira por uns minutos, enquanto aquecia o forno. Então fiz as bolinhas, não tão perfeitas, e coloquei boa parte no congelador, e algumas no forno, para experimentarmos imediatamente. 
Ficou maravilhoso! O único lembrete é que, uma vez congelado, o pão de queijo precisa ir ao forno preaquecido em forma untada - ou perde os fundos! 

Aipim rosti

Sobrou aipim cozido na geladeira. Tenho comprado aipim congelado, porque assim não tem erro (sou péssima pra escolher; metade das vezes dá errado). Só que este cozinhou um pouco demais, virou tipo purê, então tinha deixado num potinho à espera de uma oportunidade.
Ontem me ocorreu fazer com o purezinho um aipim rosti, como a batata suíça. Com certeza alguém já teria feito - e depois que tinha realizado a experiência descobri que Rodrigo Hilbert e Troisgros fizeram as suas. Rá!
Ficou muito gostoso! Coloquei na minifrigideira uma colher de sobremesa de banha de porco (pois é, comprei um pacote de 1 kg pra experimentar), deitei nela a massa de aipim, polvilhei queijo ralado na hora e deixei um tempo "firmando" a massa. Quando estava próximo disso, fui colocando bocadinhos de manteiga nas bordas, levantando-as como se fosse omelete. Com a massa quase firme, virei para tostar do outro lado. Uma ótima variação do aipim nosso de dia sim, dia não. 

domingo, 8 de março de 2020

Jantar de sábado com comfort food inesperada

Arrumando os potes de temperos e trocando as etiquetas por Contact outro dia, me deparei com o espinafre em pó que comprei e não usei. Como não temos comido muita massa, nem mesmo fresca, ele foi ficando meio pra escanteio. Mas fiquei a fim de experimentar uma lasanha verde com frango ao molho branco - uma mistura das lasanhas de caixinha da Sadia, que tem lasanha verde à bolonhesa e lasanha de frango ao molho branco. Ficou ótima, embora na foto acima nem dê pra ver que a massa é verde.
Para acompanhar, fiz a musse de chocolate com claras e água que a Rita Lobo ensina no Cozinha Prática. Mas acrescentei raspas de laranja, dica de uma receita do Strava (!), que Guga me mandou. Meu, ficou com gosto de bombom da Garoto (Guga também lembrou) das antigas, cujo nome não sei! Uma inesperada comfort food no nosso jantar do final da semana. Grata surpresa, até pra quem cozinha. 

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Da importância de fazer diferente e às vezes fazer o mesmo

Mesmo reduzindo os carboidratos, especialmente açúcar, pães e massas, temos comido bem, na verdade melhor que antes. Agora esses itens entram de vez em quando no cardápio - e parecem muito mais gostosos, pelo menos para mim!
Como a base da alimentação diária tem sido proteína, salada e legumes, é fácil enjoar. Tem dias que enjoo só de olhar pro tomate, sério. Então só me resta variar de alguma forma o preparo, aquecendo o tomate, utilizando o pão italiano para uma panzanella, empanando o frango com parmesão, utilizando o pesto em diferentes pratos, como nhoque de batata-doce e macarrão de abobrinha, fazendo um chutney rápido de maçã para cobrir a carne suína e chips de batata-doce para acompanhar o estrogonofe. 
E às vezes só quero comer uma coisa de que gosto muito, como um pão de fermentação lenta ou um sorvete preparado por mim, com creme de avelã e creme de leite. Não precisa ser toda hora, não precisa ser todo dia, mas de vez em quando só precisa ser. 

sábado, 11 de janeiro de 2020

Ranhuras no nhoque de batata-doce ao pesto de manjericão

Amo pesto. Amo batata-doce. Amo nhoque. Imagina juntar tudo isso! O resultado só pode ser o nhoque mais gostoso que já preparei e já comi. 
Para a massa, juntei 400 g de batata-doce e batata inglesa (não tinha batata-doce suficiente) cozidas e amassadas ainda quentes, 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo (mas nem usei toda), 1 gema e sal a gosto. Tinha já o pesto prontinho, à espera da pasta. Mas tenho certeza de que o que mais contribuiu para a deliciosidade toda do prato foram as ranhuras feitas com garfo - algo que sempre quis aprender a fazer e testei dessa vez. 
Dá um pouquinho de trabalho, mas nada absurdo. Claro que nas próximas vezes (e devem ser muitas) ficará muito melhor, nham!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Dos usos do leite de coco: berinjela gratinada com molho branco

Achei uma receita boa no blog Chef Funcional, da Taise Spolti, de berinjela gratinada com molho bechamel. Como Guga está evitando tanto leite quanto farinha de trigo, pensei em usar leite de coco e amido de milho (Maizena) para preparar o molho. E não é que ficou muito, muito bom? Usei cerca de 250 mL de leite de coco, 1 colher de sopa (cheia) de manteiga, 1 colher de sopa (cheia) de amido de milho, noz-moscada ralada na hora, sal e queijo parmesão ralado para gratinar. Combinou divinamente com a berinjela, que refoguei antes, para ganhar tempo no preparo.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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