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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Desafios do comer bem

Que melhoramos muito nossa alimentação desde que saímos de São Paulo, não há dúvida. Só faltava cortar o excedente - mesmo com comida de verdade, ainda havia muitos "complês": doces, cerveja, petiscos no final de semana...
Calhou de a decisão do marido de reduzir carboidratos vir no momento em que resolvi não tomar o antidepressivo prescrito pela endocrinologista, porque vejo uma diferença clara entre meu prazer em comer e a compulsão alimentar propriamente dita. 
Para mim, o ponto de viragem foi a ida a Lençóis, logo após a consulta médica, quando decidi não tomar sucos nem comer doces e massas e também reduzir o consumo de pão (o que parece loucura, sendo eu padeira). Quando Lu esteve aqui, comi massa duas vezes e tomei um sorvetão; no final de semana seguinte, uma bola de cada sorvete que fiz. E foi isso. Há uma semana aderimos à comida com muitos legumes, salada, proteína e algumas frutas, um carboidratinho extra umas poucas vezes (no meu caso). Às vezes, dá fome, mas não fraqueza, porque nunca comi tantos legumes e verduras na vida. 
Aí vêm os desafios desse novo modo de comer. Um deles é o fato de que cada um é cada um, e é muito comum ouvir de quem conseguiu emagrecer que tudo é questão de querer, de "força de vontade". É mentira, é difícil pra caraleo! O que a gente quer ouvir é "que legal, você já conseguiu tanto! não desista", e não "você está fazendo pouco esforço". Outro desafio é que dá muito trabalho comer bem. Mesmo eu tendo picado muita cenoura, abobrinha, berinjela e beterraba (e economizado com isso pelo menos 20 minutos por dia nos preparos), na metade da semana quase tudo havia acabado, e lá fui eu picar legumes de novo. Houve um momento em que parecia que fazia um mês que tínhamos começado a reeducação alimentar, mas fazia só 3 dias. Por quê? Porque me peguei preparando ALMOÇO E JANTAR TODO DIA, e não só almoço e alguma coisinha todo dia. 
Então desabafei com o marido, que concordou em eu fazer o almoço e ele preparar o jantar, inclusive com os leguminhos picados à disposição, caso queira. 
Tenho feito e descoberto receitas interessantíssimas com menos carboidrato, como a lasanha de berinjela à bolonhesa, o maravilhoso gratin de alho poró com peito de peru, os ovos cozidos com abacate e bacon, uma festa para as papilas. Já senti que desinchei, o jeans 40 está quase lá, aos poucos me sinto menos dependente do açúcar. Mas não venham me dizer que comer bem é moleza. 

domingo, 7 de agosto de 2016

Torta rústica de ratatouille do Panelinha

Estou me esforçando para não jogar comida fora, aproveitando ao máximo o que temos na despensa e na geladeira. Não é fácil. Afinal, somos dois apenas, e também tenho procurado não fazer comida demais em respeito às nossas silhuetas. Então ainda havia berinjela, pimentão e abobrinha, mesmo eu tendo feito uma tortilla caprichada outro dia.
Resolvi fazer a torta de ratatouille do Panelinha, que minha sogra já fez há algum tempo. Me atrapalhei na hora de fazer a massa (ia fazer meia receita, vi que era muito pouco para nós e acabei acrescentando mais farinha e manteiga a uma mistura já relativamente uniforme), mas o resultado foi uma massa mais quebradiça, bem saborosa e leve, e uma torta com aspecto beeeeem rústico. Como não tinha tomate grape nem cereja, fiz um confit de tomate (com açúcar, flor de sal, orégano, azeite) para acrescentar ao final à berinjela, abobrinha, cebola e pimentão vermelho. Tivesse tomilho em casa, talvez ficasse ainda melhor.

sábado, 15 de agosto de 2015

Ratatouille que vira pizza

Já tinha feito pizza em casa uma vez, mas não gostei do resultado (acho que foi a receita do Sebess).
Encontrei a receita do Panelaterapia, e me pareceu boa, além de fácil de fazer.
Fiz um disco pequeno, mezzo mozarella, mezzo ratatouille. No meu caso, ela ficou no forno de 15 a 20 minutos. E ficou muito, muito boa!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Très rustique - Ratatouille, une fois de plus

Estava a fim de fazer ratatouille. Não encontrei a receita do Olivier no site - até devo ter impressa, mas resolvi buscar alguma outra.
Achei uma no Dedo de Moça com a cara do ratatouille do desenho homônimo. Preparo bem diferente do que já havia feito. Tostar berinjela e abobrinha separadamente (nesse momento, adicionei sal e pimenta-do-reino), depois refogar cebola, alho e tomate. Então, sobre o refogado e um punhado de salsinha picada, montar fatias de berinjela, abobrinha e dois tipos de pimentão. Regar com azeite - eu salpiquei ainda ervas de Provence.
Ficou muito gostoso, além de lindamente colorido. Aprovei.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Ratatouille


A primeira vez que comi ratatouille foi em Paris, mas não foi em um bistrô. Foi um prato congelado comprado pelos meus anfitriões Carlos e Flávio, muito bom por sinal. E a primeira vez que ouvi falar de ratatouille foi por causa do filme homônimo, do ratinho gourmet. Até então não conhecia esse prato meio campesino da região da Provence com muitas semelhanças com a comida italiana (para mim, sem temer a heresia, lembra muito uma caponata servida quente e sem tanto azeite).
Fiz a receita do Olivier Anquier, bem rápida (dizem que o ratatouille demora bastante tempo no fogo). Ficou ótimo. Para acompanhar, cuscuz marroquino e carne ao molho de tomate e páprica.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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