quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Quando a coisa fica séria

Agora que comecei a pedalar um pouco mais sério (ainda não fazendo trilhas como Guga, obviamente), resolvi comprar um ciclocomputador, para controlar meu tempo, contagem de calorias etc. E comprei também uma buzina nova. E uma bermuda para pedalar, convencida pelo que vem escrito nas pernas: LaBelle, como minha branquinha.
Tirando o ter de gastar, equipar-se é muito legal.

sábado, 26 de novembro de 2016

O pedal ensina

Quando chegamos aqui, Guga comprou uma bike. Foi guiado pelo preço. Boazinha, aro 26. Mas, claramente, não estava satisfeito com ela. Pequena para ele, câmbio bem mais ou menos, marchas que não mudavam na subida. Ela mais ficava encostada do que em movimento. Nem nome tinha, como minha LaBelle.
Como já disse, comecei a ir ao pilates de bike. O marido da minha professora comentou que pedalava a sério, eu comentei sobre meu marido que queria retomar as atividades físicas. Guga já queria mudar de bicicleta, mudou, comprou a Pretinha, comentei com Wendel, e pronto - logo resolveram formar uma dupla de pedal.
Isso foi ótimo para ele, e também para mim, e para nós. Quando ele não está treinando, damos um pedal até a praia. Das vezes que pedalei com ele, comecei a tirar mais da minha bike também. Utilizava as marchas incorretamente até então. Até comecei a emagrecer. Guga tem feito trilhas cada vez mais intensas, aprendendo a respeitar seus limites. Muito, muito bom.
Mas há uma coisa que pedalar me ensina e que se estende para tudo o mais na vida: a seguir minha respiração, o meu ritmo. Ao contrário do que aconteceu em Mendoza, quando caí da bicicleta e me estabaquei porque estava ansiosa por seguir o parceiro que ia se distanciando, e sem atentar para o que me dizia respeito, agora sigo a mim mesma. Atenta aos outros ao meu redor, mas ocupada apenas de mim, de onde estou e onde quero chegar. Essa é a melhor de todas as lições que pedalar me traz.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O retorno das mudinhas

Eu tinha dado um tempo da hortinha. O ataque do sapo e o sumiço de Chico, além do cansaço e da chuva que me desanimavam a sair para cuidar das plantas, me afastaram dessa prática que tinha começado tão prazerosa.
Percebi que preferia ter os vasinhos mais perto, ao alcance da vista e das mãos. Comentei com o marido que seria bom ter uma estantezinha para os vasos na varanda. Outro dia, procurei na internet uma para comprar. Os prazos de entrega eram bizarros. Então, o marido se dispôs a fazer uma para mim. Ebaaaaa!
Como Guga leva muito jeito com a marcenaria, o móvel ficou lindo. Mais lindo ainda com os primeiros vasos, em alturas à prova de sapos. Também quero mudinhas de flores antimosquitos. Vai ficar uma lindeza.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Pio, o pica-pau


Entre vários moradores que temos na Vila do Sossego (nome da nossa casa), hoje encontramos o Pio, um pica-pau (até então não tínhamos certeza de que era um, apesar da cabeleira vermelha). Bela havia caçado um passarinho, e em seguida Guga encontrou Pio caído no chão (não sabemos se ele era a caça de Bela, mas tudo indica que não - ele não teria sobrevivido à mordida certeira dela).
O bichinho estava assustadíssimo, com uma aparência deplorável, todo encharcado. Piava muito alto, principalmente quando tentávamos ajeitar as asas dele numa caixa que forramos com panos para mantê-lo aquecido.
Eu nunca tinha socorrido um passarinho, então não tirei o olho dele o tempo todo. Coloquei água numa seringa e ia dando gotinhas para ele. Amassei um pouco de banana para dar-lhe de comer. Aos poucos, ele foi relaxando, e até dormiu. Demos uma saída rápida, tomando o cuidado de deixá-lo dentro do barracão, para evitar uma visita de Zen com instintos de caça reavivados (mas ele nem se interessou muito por Pio). Quando voltamos, Pio já estava quase seco e parecia ter fome, abrindo o bico como quem espera a mãe trazer o alimento.
Consegui que ele comesse um pouco de banana. Logo ele quis levantar voo, e acabou voando para mim, vindo estacionar no meu ombro direito. Colocamos o pajarito na pitangueira, e a primeira coisa que ele fez foi bicar a árvore - pronto, não havia mais dúvida de que era um pica-pau (o primeiro que consegui ver, e tão perto - todas as vezes que Guga me chamava para ver um, o bicho sumia antes de eu chegar).
Acabamos levando Pio para a mangueira ao lado da qual Guga o encontrou. Surpreendentemente, o quase moribundo passarinho subiu agilmente pela árvore, usando as garras e as asas. Sumiu-se lá em cima. Foi ser rouge na vida.

Pão de bagaço de malte de cevada

Guga tem um tio que é um verdadeiro mestre cervejeiro. Volta e meia ele aparece com uns preparos maravilhosos, especialmente as cervejas escuras. Sentimos ao beber o prazer que ele tem ao produzi-las. Até comentei que demos a ele um livro sobre cervejas, e eu ganhei um, sobre pratos à base de cerveja.
Outro dia, Degas nos ofereceu os grãos moídos utilizados no preparo, aquilo que normalmente é descartado, para que eu fizesse PÃES. Imaginei que devia ser bom, mas inventei de aquecer no forno para secar, já que o bagaço contém bastante água. Acabou não parecendo muito bacana de utilizar, e descartei. Mas ele apareceu novamente com a matéria-prima, e com uma amostra do pão que faz com ela, e resolvi então usar o bagaço com água e tudo, considerando o teor de umidade na receita.
Adaptei uma receita de pão multigrãos do Rogério Shimura, substituindo a farinha integral ou de centeio pelo bagaço de malte. Caramba, ficou ótimo! Parece que o malte confere maior aeração à massa, que ficou levíssima.
Como ainda tenho bastante bagaço de malte na geladeira, ontem fiz outra experiência, uma receita experimental para aproveitamento de resíduos da indústria da cerveja, publicada por alunos do Senac de Santa Catarina - esta receita leva leite, e essa pequena porcentagem de gordura acaba dando mais liga à massa, que continua fofa, mas produz um pão mais firme, perfeito para o corte. Maravilha.
Já estou aventando a hipótese de uma cuca de banana com o bagaço de malte. Até o levain deve entrar na dança.

Pão de bagaço de malte - receita I (adaptada da receita do Shimura)
Ingredientes:
400 g de farinha de trigo
100 g de bagaço de malte
200 mL de água
60 g de manteiga amolecida
20 g de fermento fresco ou 10 g fermento biológico seco
10 g de açúcar (usei demerara)
5 g de sal
12 g de sementes de girassol
12 g de gergelim negro
12 g de gergelim branco
10 g de flocos de cevada
25 mL de óleo

Preparo:
Misture a farinha, o bagaço de malte e o sal. Se for usar o fermento seco, junte a ele a água e o açúcar - depois de uns 15 minutos, deve formar uma esponja, que será acrescentada aos ingredientes secos; junte então a manteiga. Se usar o fermento fresco, pode juntar com a farinha, o bagaço, o sal e o açúcar e então ir acrescentando a manteiga e a água aos poucos, enquanto sova na batedeira em velocidade baixa. Sove por cerca de 8 minutos. Acrescente então os grãos, misturando-os bem, por mais 2 minutos na batedeira. Deixe descansar na própria tigela da batedeira, coberta por plástico filme, por 15 minutos. Unte uma forma e coloque nela a massa, deixando-a dobrar de tamanho. Leve para assar em forno pré-aquecido a 180 graus por cerca de 30 minutos.

Pão de bagaço de malte - receita II (do Senac-SC)
Ingredientes:
150 g de bagaço de malte
400 g de farinha de trigo
2 colheres de sopa de mel
10 g de fermento biológico seco (1 sachê)
150 mL de leite
1/2 colher de manteiga amolecida
1 ovo para pincelar (opcional)

Preparo:
Misturar todos os ingredientes e sovar por 10 minutos em velocidade baixa. Deixar a massa descansar por 1 hora, coberta com filme plástico. Modelar a massa, apertando-a levemente, e colocá-la em um forma untada. Pincelar a superfície com um ovo levemente batido. Assar em forno alto (250 graus) por cerca de 30 minutos.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Natureza viva no Vale do Capão

Eu precisava muito, muito viajar. Nem que fosse só um final de semana, para algum lugar próximo. Vi uma brecha no meio da produção e propus ao marido. Primeiro falamos em Petrolina, depois ele sugeriu o Vale do Capão.
A aventura começou em pagar o licenciamento do carro em meio à greve dos bancários, depois levar o carrinho para uma revisão. Corri para enviar o que precisava do meu trabalho. Na manhã da viagem, Guga ainda duvidou: se só estivesse chovendo, era melhor não irmos.
Como ele sabe que detesto desmarcações (já tinha reservado o quarto na Tatu Feliz havia umas duas semanas), deixou a meu cargo decidir. Decidi que iríamos - só voltaríamos se fosse impossível chegar ao lugar por conta da chuva.
Já não é fácil chegar ao Capão. De Salvador, tomamos a BR 116 até Feira de Santana (o portal do sertão), dali a 324 para Itaberaba (o portal da Chapada) e então a 242 até Palmeiras. A vila do Capão fica no distrito de Caeté-Açu. São cerca de 6 horas de viagem, com trechos não duplicados de estrada e outros de terra. Ainda tivemos de passar em Salvador, para buscar o comprovante de pagamento do IPVA com a mãe de Guga.
Depois de Itaberaba, fomos cobertos por uma chuva monstruosa - tudo ficou instantaneamente branco na estrada cheia de curvas, subidas e descidas e caminhões (a BR 242 é o acesso para Barreiras, maior polo agropecuário do Oeste baiano). Perto de Lençóis, o tempo abriu. Chegando perto de Palmeiras, víamos as nuvens escuras em torno da serra. E raios caindo aqui e ali.
Chegamos ao Capão junto com a chuva. Saímos para comprar um guarda-chuva (no mercadinho Flamboyam) e explorar a vila. Quase tudo fechado - além da chuva, é baixa temporada. Mesmo assim, sentamos para tomar uma cerveja no boteco dos locais. Acabamos descobrindo um restaurantezinho, Mediterrâneo, supostamente de hispânicos, já que vendiam tapas e vinhos. Pedimos o ravióli recheado com ricota e espinafre, o meu com manteiga e sálvia, o de Guga al pesto. Embora o chefe carregue um pouco no sal, uma boa massa, a bom preço (23 reais). O lugar é fofo, com arquitetura original e cortinas de chita nas janelas da cozinha. Depois do jantar, voltamos à pousada para o merecido banho (o único senão foi o ralo do chuveiro entupido). O quarto é simples, mas espaçoso. Logo desabamos.
No outro dia, acordamos cedo para o café - bem bom, com ovos, pães, cuscuz, bolo, sucos, banana-da-terra e o ótimo café Lá do Sertão, da marca Terroá, que já conhecíamos. Nossas pretensões para o dia eram modestas, já que o céu estava nublado e logo começou a cair uma chuva fininha. Acabamos puxando papo com dois casais sentados ao nosso lado na mesa comunal.
Eles tinham feito a trilha da Cachoeira da Fumaça no dia anterior com um guia muito bom. Um dos casais - Lívia e Ígor - iria para a cachoeira das Águas Claras, se o tempo firmasse. Como o outro casal estava indo embora, propuseram que fôssemos fazer a tal trilha também. Topamos.
Era uma trilha no meio do Gerais, margeando o Morrão, uma caminhada total de 14 km cujo ponto alto era o banho nas Águas Claras. Achei relativamente fácil - embora a caminhada fosse longa, a trilha é quase toda plana, com quase nenhuma passagem difícil - apenas um curso d'água, estreito, no início. Ao final, a cachoeira com formações que lembram chuveiros, de água muito gelada. A vegetação é linda, com flores delicadas coroando caules robustos. Até colibri cantando vimos. Uma cobra-coral armou quando nos viu, na volta.
O guia Uilton é uma figura ímpar - imagino que Manuelzão fosse assim, contador de causos, cheio de sabedorias, observador silencioso, parte da natureza. Tinha mil histórias para contar ao mesmo tempo que nos dava total atenção para que fizéssemos uma boa caminhada.
Na volta, paramos para comprar o café do Terroá com o falante proprietário. Chegamos tarde à vila, cerca de 16h30, e já não havia muitas opções para almoçar. Fomos ao restaurante de dona Dalva, famosa pelo pastel de palmito de jaca. Pedimos PFs, que vinham com cortadinho de palma, arroz, feijão, salada, carne de sol. Estava bom. Dali, procuramos um café. Encontramos um lugar que vende um pouco de tudo, inclusive coletores menstruais (!). Café assim-assim.
Quisemos sair mais tarde, mas a chuva desabou, mais forte ainda que na noite anterior. Tomamos uma cervejinha apenas e voltamos. No outro dia, Lívia e Ígor tinham combinado com Uilton fazer uma outra trilha, com duas cachoeiras, a Angélica e a da Purificação, se não estivesse chovendo. Uilton tinha dito que era uma trilha de mata fechada e muita pedra, ao longo do rio, então não me animei muito. Mas vi que fazer a trilha da Fumaça também seria arriscado, pois a subida é íngreme e as pedras estariam mais escorregadias. De novo, nos juntamos a eles para a empreitada.
Antes da trilha, fomos ao mercado para comprar mel, própolis etc. Da feira local, trouxe cortadinho de palma, palmito de jaca e até shitake de uns visitantes de Sergipe.
Fomos então encontrar Uilton na frente da casa dele, nas proximidades do Bomba. Quando chegamos ao início da trilha, já havia um trecho de rio para atravessar. Achei que não ia conseguir (e acharia isso várias vezes no trajeto de 5 km no total). Uilton arrumou um cajado para ajudar. Fomos indo. Como o solado da minha bota tinha começado a soltar pela falta de uso, tinha ido de Crocs, pisando com muito cuidado para não escorregar. Se chovesse, teríamos que voltar porque não conseguiríamos passar o rio. Imagine a minha calma diante dessa possibilidade.
Foi uma trilha de pura superação para mim. Atravessamos a água umas seis vezes. Ia ficando cada vez mais alto, mais fechado e mais difícil. Fui respirando profundamente ao longo do caminho, me concentrando no que estava fazendo. Precipícios se desenhavam ao nosso lado, mas eu só olhava para a frente.
Por fim chegamos a um poço de pedra de outras eras. Água ultragelada. Não me banhei, lo siento. A volta, claro, pareceu muito mais rápida. Depois soube por Lis, gerente da pousada e mulher de Uilton, que "nunca a Purificação esteve tão cheia".
Já na vila, provamos o pastel de jaca de dona Dalva, mas almoçamos em Dona Deli, um PF melhor que o de dona Dalva (com abóbora cozida, uma delícia), apesar do mau-humor da moça que nos serviu. Mesma faixa de preço, cerca de 20 reais, com direito a ambrosia no final.
Saímos mais tarde para provar a tal Pizza do Capão. São só dois sabores, um doce e um salgado, servidos num espaço lindo, um grande quintal coberto com decoração rústica e de bom gosto. A pizza tem massa integral - a doce é de banana com queijo e castanhas, a salgada leva queijo, cenoura, tomate, azeitonas e uma indefectível cobertura opcional de mel com pimenta. O preço, ótimo (uma pizza grande, uma pequena, duas cervejas, um jarrinho de suco, tudo por 66 reais). Ainda ganhamos a rolha do vinho que levamos, porque disse que o aniversário de Guga tinha sido na outra semana. Atendimento simpático e rápido. Não à toa, um dos lugares mais famosos da vila.
Muitos lugares permaneceram fechados por conta da chuva e da baixa temporada. Nas ruas, muitos gringos hipongos, estudantes da UFBA. Os moradores na sua, sem tanta interação com os estrangeiros. Houve um momento bizarro em que passou uma picape tocando um som horrível e várias pessoas se penduravam no carro - era a comemoração do prefeito vencedor do município. Discrepante.
Somente no outro dia, nosso último dia, senti as pernas doloridas. Fabiane, que comanda a cozinha da pousada, nos serviu um café caprichado. Fomos ao mercadinho atrás de banana-passa, sabonete de sal grosso, unguento de arnica e própolis. Fim das compras de produtos locais.
Nos despedimos dos nossos ótimos companheiros de trilhas, animados com a possibilidade de nos encontrarmos para mais empreitadas. E ficamos mais motivados para entrar em forma e assim encarar outras viagens com maior tranquilidade.

Superações

"Superação" vem do latim superatio e quer dizer "elevar-se", "passar por cima de". Ou qualquer coisa assim, que fez todo sentido no sobe e desce e no pula-pedra-sobre-as-águas sem fim da trilha da Purificação, no Vale do Capão, no miolo da Chapada Diamantina.
Sou um bicho urbano, sempre soube. Mas amo a natureza, por mais trapalhadas que faça nas minhas tentativas de interação com ela, tipo cair de bote fazendo rafting. Como também sou insistente, prossigo querendo montar a cavalo, fazer trilhas. E até percebo uma melhora de uma aventura para outra. Sério.
Claro que, à medida que o tempo passa, vou ficando mais temerosa de ousar algumas coisas. Penso mais antes de fazer, o que, no caso de uma trilha até uma cachoeira, atrapalha um tanto.
O guia Uilton ajudou muito na travessia, apontando os melhores lugares para pisar; Guga ia ora na frente, ora atrás, amparando, prevenindo. A presença de Lívia, também temerosa de andar sobre as pedras molhadas, foi reconfortante - mulheres que se apoiam são mulheres mais fortes. O sorriso suave de Ígor, companheiro de Lívia, fechava o círculo de proteção.
Nunca fiz a linha atleta, competidora, preferindo as atividades físicas de consciência corporal, flexibilidade e equilíbrio, mais eu comigo mesma. E parece que isso ajudou muito na travessia - nos momentos em que parecia que a série de cursos d'água não acabava nunca e eu pensava "seriously?", fazia um pouco de respiração profunda de ioga, focava no que tinha à frente e seguia, prestando atenção a cada passo. Já vínhamos de uma trilha de 14 km na véspera, e mesmo assim fiquei relativamente bem após a trilha da Purificação (cujo nome não poderia ser mais apropriado), mais curta, mas mais tensa, com precipícios aqui e ali. Certamente, ter voltado ao pilates e a pedalar foi essencial para que eu não ficasse totalmente moída.
Do alto dos meus Crocs (a bota tinha começado a descolar na trilha anterior), não caí nenhuma vez, como temia. Saí apenas com uma bolha na lateral do pé esquerdo. E mais conhecedora do que me limita, disposta a mais - a superar.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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