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quarta-feira, 12 de julho de 2023

Reinstrumentalização

Na minha primeira mudança solo, comprei ferramentas básicas e uma furadeira. Os homens sempre se espantavam por eu ter uma caixa de ferramentas e furadeira em casa (ainda se espantam quando digo que não preciso de ajuda com instalação do fogão ou porque, se necessário, vou tirar os rodízios do sofá-cama para que ele passe pela porta). Depois, a caixa e a furadeira acabaram ficando com Guga, porque ele é quem costumava fazer a maior parte dos reparos - e eu nunca mais pus as mãos na furadeira.
Agora, na nova casa, resolvi comprar tudo de novo. Além de montar as mangueiras do fogão, a sapateira, o criado-mudo e a estante de metal, ainda preciso pendurar uns quadrinhos. Achei uma furadeira-parafusadeira, porque parafusadeira é a melhor coisa que há no mundo das ferramentas, né? Conheci quando Ju foi instalar armários pra mim na Aclimação. E eu amo ter ferramentas apropriadas para tudo, ainda mais se for para economizar tempo e energia (a bancada da cozinha, que parece uma minipadaria, que o diga).
Um dos maiores exemplos da importância de se ter ferramentas que nos auxiliem é a máquina de costura. Enfim, comprei uma este ano, menor que as domésticas comuns - aliás, da Philco também, como minha parafusadeira nova -, porque cansei de tanto fazer consertos de costura na mão, usando ponto de bordado. Não é difícil, a maior parte das vezes, mas demora demais - como a barra improvisada das cortinas que ganhei, e que agora vou trocar. E também me inscrevi num curso de costura, que queria fazer há tempos, ainda por cima no centro, que eu adoro. 

sábado, 16 de novembro de 2019

Esperas que valem a pena - boas facas e diploma

O pessoal da secretaria de pós-graduação da PUC-RS já devia estar meio de saco cheio de minhas perguntas sobre a chegada do diploma da pós em Gastronomia e Cozinha Autoral. Eu entreguei meu TCC em abril, e só agora recebi o diploma, todo bonitinho, pelo correio. Mas me deu o maior orgulho tê-lo em mãos - e agora já estou no meio de outra pós!
Também celebrei ontem o fim da espera por uma faca decente de chef - na verdade, um jogo inteiro. Tinha ido comprar uma faca de pão e me espantei com o preço (quase 100 reais, da Tramontina ou da alemã Zwilling). Perguntei ao vendedor quanto custava então uma faca de chef (eu tinha uma noção, porque ela já estava na minha lista de desejos - seria algo a partir de 200 ou 300 reais). Ele então me mostrou um jogo com cepo da BSF (inclusive com a faca de pão), que é da Zwilling, praticamente pelo preço de uma faca de chef. E é sério: nunca cortei algo com tanta facilidade quanto com essa faca. Aproveitei para juntar para doação, em uma caixa, um monte de facas que não uso ou nunca usei. A gaveta também agradece. 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A diferença que a boa qualidade faz

Ultimamente, quando compro utensílios, ou são de cozinha, ou são de ciclismo. Me divido entre uma compra de grade de pães e cookies e um frequencímetro no Mercadolivre, por exemplo. E atesto que faz uma diferença enorme que ambos sejam de boa qualidade. Guga diz que de vez em quando precisa apelar para a "Solange" que existe dentro dele para comprar algo mais caro, e eu logo argumento que isso é normalmente um investimento de médio e longo prazo.
Eu tinha quase tudo de boa qualidade associado à bike, mas ainda não tinha uma bike nova. Não que LaBelle não seja ótima, mas ela não ajuda muito em treinos mais longos - depois de 40 minutos, já sinto dor no trapézio. Bem ou mal, embora seja uma bike feminina, ela é grande para mim.
Quando Guga foi comprar Pérola, eu já tinha visto uma Cannondale Foray na loja de Ramiro. Foi experimentá-la e ter a sensação de vestir a armadura do Homem de Ferro, ajuste perfeito. Quadro para mulheres pequenas, mais estável que a GT, aro 27,5, pneus de kevlar. Fiquei de estudar o assunto e voltar depois.
Mais de quatro meses depois, voltei. Ainda experimentei uma GT e uma Caloi só pra ter certeza, mas o quadro das duas ainda era grande. Lá estava a Foray. Comentei com o vendedor que minha única questão eram os componentes da bike, não tão bons quanto os da Caloi, por exemplo. Ele propôs, e depois foi chancelado por Ramiro, trocarmos os componentes e acertar a diferença. Fariam a troca das peças sem cobrar nada. Ainda por cima, a bike estava com um desconto de uns 15%. Claro que ela custou metade de uma bicicleta de trilha para competição, mas vai super dar conta do recado com o que espero dela.
Hoje, fiz a estreia. E deslizei. A sensação de ter feito metade do esforço habitual pedalando mais longe. Até a megaladeira de casa eu subi até o fim.
Agora, LaBelle será a bike dos pequenos deslocamentos cotidianos. A recém-chegada é, desde já, a nova abridora de caminhos.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Canetitas

O marido reclama sempre que não tenho canetas que funcionem. Hoje comprei três, duas de marcas que conhecia por outros produtos - Compactor e Tilibra. E uma Pilot só para manter a tradição, embora de modelo bem diferente do usual.
Pronto, mon mari, estou novamente abastecida para seus empréstimos.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

De equipamento em equipamento, quase um bistrô

Ah, eu e os equipamentos!
Na última ida a SP, adquiri um sifão culinário, petitico, uma fofura, pela metade do preço. Estreei no sábado, aproveitando a visita dos amigos. Pena que o creme de leite que encontrei no supermercado já estava virando manteiga, porque a textura ficou perfeita. (E agora estamos precavidos para não dar banho nas visitas - Tai que o diga!)

sexta-feira, 31 de março de 2017

Equipamentos para leitores

Acerca de equipamentos para leitores, além de óculos, marcadores de página e de texto e luminárias, há os leitores de livros digitais, que também podem ler PDFs.
Sim, eu comprei um Kindle. Só agora, quando ele deve estar meio fora de moda, limitado aos leitores de fato que desejam garantir a companhia de um bom livro mas não querem carregar peso demais.
Como ando ávida por voltar a estudar, escrever, ler, até pensei num tablet, mas era muito mais caro - além de ser mais pesado também. Aí me decidi pelo leitorzinho.
Fiz a compra pela Amazon, o pedido foi imediatamente despachado, chegou rapidamente. E eu fiquei encantada com a proteção de tela caleidoscópica, com temas ligados a texto (teclados de máquina de escrever, lápis, fontes tipográficas) - uma lindeza!
Puxei meus PDFs para a biblioteca - lê-los vai requerer um pouco mais de paciência, especialmente os que foram gerados com duplas de páginas.

sábado, 11 de março de 2017

A chegada dos bannetons

Não é fácil achar bannetons, esses cestos de ratan para modelagem dos pães, por aqui. Nem mesmo em São Paulo. A "dica" dos especialistas é sempre a de se trazer "do exterior", importando ou comprando durante uma viagem ou pedindo a algum amigo viajante que traga.
Outro dia, porém, num post do Luiz Américo Camargo, do Pão Nosso, vi essa outra dica de um site brasileiro que só vende bannetons e entrega em todo o Brasil. Cada banneton custa menos de 60 reais, o que não é barato, mas não chega a ser extorsivo - e como a possibilidade de trazer "do exterior" anda distante, achei por bem experimentar o site.
O atendimento foi ótimo, os bannetons chegaram relativamente rápido (pensando que havia Carnaval no meio) e inteirinhos. Agora é experimentar nas novas fornadas para chegar àquele formato lindo, listrado.
Pelo jeito, só me falta um forno profissional...

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Torta rústica de frango thai e estreia do salva-bolo

Já fiz essa receita algumas vezes, uma adaptação entre a de massa de torta rústica do Panelinha e a do Masterchef, feita pela Bruna Chaves. Só hoje, porém, consegui fotografar. E ainda estreei o salva-bolo, esse utensílio utilíssimo para evitar a destruição de bolos e tortas retiradas de formas com fundo removível.
A receita híbrida segue aqui.

Ingredientes:
Massa:
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
150 g de manteiga gelada cortada em cubos
2 ovos
2 colheres (chá) de sal
1 gema levemente batida com um pouco de água (para pincelar)

Recheio:
2 peitos de frango cortados em iscas
1/4 xícara (chá) de shoyu
1 colher de sobremesa de gengibre picado
suco de 1 limão
3 dentes de alho picados
1 colher (sobremesa) de tabasco
1 colher de chá de páprica doce
3 unidades de anis estrelado
1 folha de louro
1 canela em pau
1 colher (sopa) de canela em pó
2 cubos de caldo de galinha
1/2 cebola picada
1 cebola cortada em tiras
50 gramas de shitake (misturei com funghi secchi, ambos hidratados por 20 minutos em água quente)
raminhos de alecrim e de tomilho
1/2 xícara de nozes ou castanhas de caju picadas
Óleo de gergelim para refogar e para a marinada

Preparo:
Faça uma marinada com óleo de gengibre, shoyu, gengibre, suco de limão, tabasco, páprica e alho - mergulhe nessa mistura as iscas de frango enquanto prepara a massa.
Passe para a massa: misture a farinha, o sal e a manteiga com os dedos até obter uma farofa, sem derreter completamente a manteiga. Adicione então os ovos, misturando bem com uma espátula (evite assim mais contato com o calor das mãos). Envolva em plástico filme e leve à geladeira por pelo menos 1 hora.
Prepare o caldo de galinha e acrescente à água quente a cebola picada, a canela em pau, a canela em pó, o anis estrelado e a folha de louro; reserve.
Caramelize a cebola cortada em tiras; reserve. Na mesma panela, refogue rapidamente o shitake (no meu caso, sem a água da hidratação); reserve.
Em uma frigideira larga, doure as iscas de frango. Acrescente aos poucos o caldo de frango temperado à medida que ele reduz. Enquanto isso, preaqueça o forno a 200 graus.
Abra a massa sobre uma bancada polvilhada com farinha de trigo ou diretamente sobre o fundo removível de uma forma de cerca de 30 cm de diâmetro. Deixe para fora do fundo removível uma borda de cerca de 5 cm.
A essas alturas, o frango deve estar bem macio. Retire-o com uma escumadeira; reduza um pouco do caldo restante e reserve. Espalhe parte das cebolas caramelizadas sobre o meio da massa da torta. Cubra com o frango; em seguida, espalhe as castanhas de caju, o shitake e novamente as cebolas caramelizadas. Feche a torta puxando para cima a borda que ficou para fora - ela não deve cobrir completamente a torta. Sobre a abertura que restou, espalhe os ramos de alecrim e tomilho. Se quiser dar um tom mais dourado à torta, pincele um pouco de gema levementa batida sobre a massa. Leve a torta ao forno por cerca de 30-40 minutos, até dourar.
Ao retirar a torta, derrame um pouco do caldo reduzido sobre o recheio.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Ser ecológico também é cuidar dos próprios sapatos

Por muitos anos, levei meus sapatos ao seu Paixão, sapateiro velha-guarda, que sempre elogiava o estado dos pisantes: "Logo se vê que você cuida bem deles!". Dizia isso porque eu fazia a manutenção dos sapatitos em sua loja com frequência, lustrando, engraxando, trocando solados, mas também porque sabia que tenho sempre à mão algum produto para cuidar deles. Recentemente, descobri uma mousse para hidratar couro, da Mr. Cat; na semana passada, encontrei uma loção de limpeza, da loja Outer. Uma vez, viajando a trabalho com uma amiga, saquei um Nugget incolor para tirar o aspecto empoeirado das sapatilhas com que ia fazer uma entrevista - ela, que havia rido ao ver o produto, logo o pediu emprestado para fazer o mesmo com seus sapatos.
Talvez isso aconteça porque adoro sapatos, como também bolsas e roupas, e costumo cuidar bem de todos eles. Talvez se deva ao espírito nipônico de preservação, de uma memória atávica da falta. Mas também pode ser por um pensamento ecológico de conservar bem para consumir menos - o que pode parecer engraçado para alguém que tem muitos sapatos, e eu procuro ao menos doá-los sempre que ficam encostados muito tempo.
Cada vez mais acho a atitude de cuidar do que se tem um princípio coerente. Cuidar do que tenho, do que conquistei (sapato, livro, casa) me faz lembrar do esforço ou do talento que tive de empreender para conquistar. Ao cuidar, tenho de olhar para aquilo - e me lembro de que não preciso de muito mais que aquilo, que já está lá. Perceber que já tenho o que preciso me faz lembrar de agradecer em vez de sempre ter olhos para o que está distante - nesse sentido, uma falta que causa frustração, e não a ideia de preservar, a que a sabedoria imigrante de que falei há pouco levaria.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Mais uma ferramenta de panificação

Fazia tempo que queria comprar canaletas para fazer pão francês e baguete. Normalmente, são de alumínio e grandalhonas; só se encontram em lojas especializadas em panificação (e no bom e confiável Mercadolivre, do qual já sou fã, agora que moramos "no interior").
Assuntei minha cunhada que mora no exterior sobre as tais canaletas, pois lembrava de ela ter comentado que havia comprado para fazer pão francês.
Qual não foi minha alegria hoje ao receber as canaletas, feitas de silicone, num tamanho ideal para formas domésticas?
Agora é só experimentar!

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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