quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Mousse de caju quase lá

Cismei de fazer uma mousse de caju que não levasse leite condensado e gelatina. Fui consultar o livro do Michel Roux e achei uma mousse de amora com creme de confeiteiro e claras. Resolvi adaptar para o caju. Algo, porém, não deu certo - apesar do gosto ótimo, parte do suco foi para o fundo, e assim a mousse não ficou firme nem completamente aerada. Não sei se deveria ter deixado as claras mais firmes, ou se deveria ter reduzido um pouco o suco de caju (usei concentrado), ou ambas as coisas. Ou se ocorreu alguma outra transformação química que desconheço.
O negócio é continuar pesquisando e experimentando, porque boto a maior fé nessa combinação (e essas castanhas de caju açucaradas em cima ficaram simplesmente o crime da mala).

Cativa-me, ou te devoro

Como tantas garotas, na adolescência li "O pequeno príncipe". Na época não admiti para mim mesma, mas fiquei tentando achar algo de filosófico naquela história do "eternamente responsável por aquilo que cativas". Acho que já temia um pouco o tal do eternamente. Quando muito, achei o livro fofo, e continuei sem entender a comoção em torno dele - anos depois, soube da vida e do fim trágicos de Saint-Exupéry, e isso me pareceu muito mais digno de nota.
Outro dia, li que vai haver um novo filme sobre o principezinho, uma animação, na verdade. E, ao pensar no pedido meio desesperado da raposa, me veio à mente a Esfinge. Coisas do inconsciente? Provavelmente.
Para variar, a frase veio do nada, seguida da imagem. Ei-las, então.

domingo, 2 de agosto de 2015

Produtos da Beth Bakery

Eu estava muito curiosa em conhecer os produtos da Beth Bakery, principalmente quando li que as fornadas eram semanais e entregues em casa. Pensei que esse era o modo de produção ideal - trabalhar alguns dias da semana - e adequado ao modo de vida moderno - divulgação nas redes sociais, pagamento seguro, entrega em domicílio.
No entanto, o negócio deve ter começado a crescer, e Beth abriu uma lojinha - o que aumenta o conforto dos clientes, mas desfez um pouco meu sonho do negócio gastronômico com horas livres.
Bueno, fui conhecer a lojinha. Pequena e fofa. Beth é uma simpatia, e não só me atendeu muito bem, como me deu dicas de panificação, cursos, livros, nos 15 minutos que fiquei ali. Trouxe para casa a focaccia, os cinnamon rolls, o bolo de limão siciliano e cookies de chocolate.
O bolo de limão é incrível, e acabou rapidamente. Esperava mais dos cinnamon rolls. Os cookies são ótimos, meio puxa-puxa, com gotas de Callebaut branco e ao leite. Mas a focaccia, para mim, foi o ponto alto - deliciosa!




sábado, 1 de agosto de 2015

Sopro de doçura - suflê de goiabada com molho de cream cheese

E não é que ainda tinha um pedacinho de goiabada Ralston? Parece que não acaba nunca, para minha sorte.
Como deu supercerto fazer o suflê de queijo, resolvi fazer uma versão doce. Pensei em goiabada com queijo, e claro que achei receitas na internet, inclusive uma da Carla Pernambuco. Aliás, uma coisa que me irrita é quando os chefs dão sua receita sem explicar nada. Foi este o caso. De qualquer jeito, como já sabia os macetes, foi fácil completar as "lacunas".
Em vez do molho de catupiry que ela sugere, acabei testando com cream cheese, e gostei bastante. Acho que deve ficar parecido com o de catupiry (que ganha na densidade).

Ingredientes (dois ramequins)
- 1/2 xícara de goiabada em pasta (eu cortei pedaços e derreti em água quente)
- 2 claras
- 1 colher de sopa de cream cheese
- 1/2 xícara de creme de leite fresco
- 2 colheres de sopa de leite

Preparo
Unte dois ramequins com manteiga e enfarinhe. Em uma panela, sobre fogo médio, dissolva o cream cheese no creme de leite e no leite. Retire do fogo e reserve.
Aqueça água para o banho-maria e pré-aqueça o forno a 220 graus.
Bata as claras em neve com uma pitada de sal até ficarem com picos firmes. Em uma tigela, misture 1/3 das claras com a goiabada; depois, vá acrescentando o restante das claras muito delicadamente, com uma espátula, em movimentos de baixo para cima. Misture até ficar homogêneo.
Coloque a mistura nos ramequins. Coloque-os em uma forma e despeje nela a água quente, até cobrir metade dos ramequins. Leve ao forno e não abra a porta antes de completar 20 minutos.
Sirva quentes, acompanhados do molho de cream cheese.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Brabeza

Será que já postei esta imagem aqui? Não sei, não encontrei.
Mas eu adoro esta foto. Sinto uma ternura imensa pela menininha que não queria tirar retrato e, contrariada, armou um bico e pôs a mãozinha na cintura.
Outro dia pensei em como essa menininha me chama à razão (ou ao coração?) muitas vezes, me dizendo para não engolir sapos, para não me calar diante da injustiça, para não baixar tão simplesmente a cabeça àquilo com que não concordo.
Talvez por isso tenha gostado tanto da foto dos óculos - porque, embora haja um certo ar de riso brabo, de desafio ao espectador, vi no meu olhar essa menina, o que prova que em essência eu não me perdi.

Um sopro de sabor - suflê de queijo Gouda

Eu tenho acompanhado o Masterchef Brasil. E quase sempre tenho vontade de fazer as receitas que eles preparam no programa. Ontem foi a vez do suflê - o da maioria dos participantes murchou.
Eu, por minha vez, fiz suflê só uma vez, há um bom tempo. Nem eu nem Guga ficamos muito animados - o suflê ficou com gosto de ovo (nem lembro onde encontrei a receita malfadada). Foi assim que conheci, aliás, o blog da Adriana Haddad, Ovos Quebrados - porque estava procurando uma dica de como evitar o gosto de ovo no suflê e em outros pratos.
Mas hoje sou uma mulher muito mais equipada. Consultei o Ovos, do Michel Roux (indicação, por sinal, da Dri Haddad), e também o Panelinha - vi que o preparo é exatamente o mesmo. Então lá fui, com a maior paciência, preparar creme bechamel, ralar queijo, bater claras em neve, misturar muito, muito, muito delicadamente (como quando faço mousse) para então colocar em banho-maria no forno pré-aquecido a 220 graus por 20 minutos.
E voilà, logo tinha três ramequins com suflê dourado e delicioso à disposição.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Eu uso óculos!

Quando comecei a usar óculos, há muito, muito tempo, as armações eram horríveis. Eu até procurei uma igual à do Herbert Vianna (que provavelmente não combinaria comigo, mas era vermelhinha), porém não encontrei. Tive que me conformar com umas pesadonas, sem graça. Resultado: não usava nunca os tão necessários dois olhos extras.
Hoje, há armações pra todos os gostos, uma maravilha. Dá pra ser míope com estilo. E até o Robertão fez um tributo às mulheres que usam óculos (bem duvidoso, mas OK, ele se lembrou delas, de nós), mais otimista, de qualquer modo, do que a música do míope desajeitado, sucesso dos Paralamas nos anos 80.
E pensei em um dos motivos para eu gostar do Elton John, o cara dos milhares de óculos: saber usá-los com estilo, também como acessório, não só porque é preciso.


Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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