domingo, 29 de maio de 2016

Experimentações com leite em pó - duas mousses

Duas receitas de liquidificador, duas receitas com leite em pó.
Uma das receitas foi do Panelaterapia. Usei um pacotinho de Clight sabor uva. É impressionante a mágica do súbito espessamento da mistura (como não acreditei de pronto, coloquei mais Clight do que o pedido, e a mousse ficou beeeeem espessa, até demais, talvez porque, além do suco em pó a mais, meu liquidificador é muito potente - mas o sabor é bom).
A outra receita aparece em vários sites: 1 lata de leite condensado, 1 lata de creme de leite, a mesma medida de leite em pó e gelatina sem sabor hidratada. Depois de firmar, polvilhei chocolate branco em cima. Ficou parecendo Danette de chocolate branco, embora pudesse ser um pouquinho menos doce. Deve dar para fazer com o leite condensado de leite ninho do Prato Feito.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Civilização e barbárie



Chegou o frio. Com ele, vieram a chuva e o vento. Ainda bem que deu tempo de colocar o forro no teto e de montar o telhado da varanda - só ficaram faltando a estrutura lateral e o piso. Respingos eventuais, agora, só na cozinha.
Para mim, o problema maior do frio, seja onde for, é sempre a vontade de comer coisas mais gordurosas. No final de semana, atendendo ao pedido do marido, fiz uma feijoada. Ficou boa, meu Deus! Ainda bem que tínhamos convidados para ajudar a dar conta de tudo. Minha sogra ainda trouxe cocadas de sobremesa, daquelas à base de leite condensado. Nunca comi tanta cocada na minha vida.
Hoje, com o friozinho, me deu vontade de fazer bolo. De chocolate. Primeiro, imaginei uma ganache de chocolate para cobrir, mas dei de cara com um vidro de leite de coco no armário. Pensei em rechear com beijinho (leite de coco, leite, leite condensado, coco ralado e um pouco de manteiga). Mas pensei também que usaria só meia lata de leite condensado, e logo me ocorreu fazer um pouco de brigadeiro. Foi uma aposta no sabor, e não na aparência, porque uma única lata de leite condensado não daria conta de recheio + cobertura para o bolo todo (mesmo sendo só meia receita). E aí o bolo ficou com uma aparência bárbara, rústica, junkie. Delicioso.
Não satisfeita, inventei de fazer pão de leite. Achei uma receita rápida no Panelaterapia. Talvez pela pressa (não deixei o pão chegar a dobrar de tamanho), ele tenha rachado e não tenha ficado superfofo. Mas ficou gostoso, civilizado.

terça-feira, 24 de maio de 2016

terça-feira, 17 de maio de 2016

segunda-feira, 25 de abril de 2016

La prima focaccia

Ainda não tinha feito focaccia, essa espécie deliciosa de pizza de forno.
Acabei usando uma receita do Panelaterapia. Como a massa praticamente não cresceu durante o descanso, fiquei em dúvida se assassinei ou não o fermento - amornei a água, mas não sei se o suficiente. Talvez devesse deixar menos tempo no forno ou em temperatura mais baixa, porque o fundo tostou um tanto. Ficou gostosa, todavia. E ainda mais bonita.
Conferi depois a receita do Sebess (não fui direto até ela porque os blogs, sabe como é, costumam dar aquela descomplicada quase sempre útil) - em lugar do fermento seco, fermento fresco. Pois é, se tivesse que fazer uma gradação de infalibilidade de fermentos (salvo condições adversas, como produto fora do vencimento ou estragado), diria que o mais infalível é o fermento químico (que não serve para todas as receitas), depois o biológico fresco e somente então o biológico seco.
Agora é fazer a receita do Sebess, resgatar minha forma quadrada de teflon paraguaio e arrumar mais uma muda de alecrim, urgentemente.

domingo, 24 de abril de 2016

Cotidiano campestre

Levanto uma hora depois de o alarme do celular tocar. Abro as janelas, ligo o computador, preparo o café. Chamo o marido, que, antes de qualquer coisa, liga a TV.
Empilho a louça na pia, troco de roupa. Cada vez que me troco, lembro como engordei. Não me animei ainda para retomar as caminhadas na esteira da pequena academia de bairro. Quando penso em caminhar pelo mato crescido até chegar à pequena academia, lembro da minha limitada mobilidade. Penso em ir de bike ao pilates no qual ainda não me inscrevi. Penso na pista a atravessar de bike. E me ocorre comprar uma lambreta. E faço cálculos de gastos com obra, contas, geladeira, lava-louça e, por fim, lambreta.
Vejo o que falta na casa - de obras a produtos de limpeza - enquanto edito meu material. Aprendo a entrar em acordo, a não sair simplesmente resolvendo as coisas. É preciso esperar o tempo do outro. De repente, já é hora do almoço. É preciso pensar em um prato rápido. As experimentações culinárias vão perdendo lugar no curto calendário semanal.
Separo roupas para lavar, verifico a comida do gato. Mais um café. De repente, me lembro de ideias que tive para a pós. A essas ideias distantes se somam a sensação de impotência de emagrecer e a percepção de pouca mobilidade.
Na hora de lavar a louça, percebo uma corda terminada por uma pequena cabeça se movendo no canto da pia. Grito. É uma cobra. O marido mata a cobra, após uma curta perseguição. No mesmo dia, não picada pela cobra, sou picada por uma caçarema, que caiu do telhado sem forro sobre mim. Sonho com o início das pequenas obras, que incluem o forro em parte do telhado.
Dói a mão, dói o polegar esquerdo. Preciso marcar uma consulta médica.
Agora só rego os vasos de temperos, pois a horta iniciada não vingou.
Leio malcriações de diagramadora, me irrito. Proponho um cinema ao marido, para desopilar. Também preciso comprar coisas que faltam para mim. De novo, desanimo ao perceber como engordei. Lembro da pequena academia, do mato alto, do pilates do outro lado da pista, da minha pouca mobilidade, da lambreta...

Vermelho e branco

Ontem foi dia de são Jorge.
Não sou devota de nenhum santo, mas tenho a maior simpatia por ele e por são Francisco. Tão diferentes, mas tão fiéis, cada um, a suas causas.
Ontem, pensei em fazer um desenho dele, como fiz há uns dois anos. Mas não rolou. Hoje, porém, minha sogra me presenteou com antúrios vermelhos e brancos, e resolvi usar aqui em casa, pela primeira vez, o vaso de cristal, com antúrios e cidreira-brasileira do nosso jardim.
Ao fundo, lá estava a foto da avenida São João, onde morei tantos anos. O branco e o vermelho contra uma paisagem apocalíptica, à espera de uma revolução, por última que seja.
No final, além da homenagem a São Jorge, a imagem é um retrato dos nossos tempos, em que o vermelho, que virou motivo para brigas no Brasil bipolar, ainda se impõe como símbolo de luta. Sem o branco da tolerância, porém, nada pode de fato transformar.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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