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domingo, 8 de novembro de 2020

Cheesecake japonês ou Jiggly Fluffy Cheesecake

Hoje foi dia de almoço de aniversário do sogro. Ia ter comida mineira, com certeza, e eu tinha consultado a sogra sobre que bolo eu poderia fazer. Ela andava curiosa com o cheesecake japonês e segui a dica.
Eu tinha experimentado uma receita do Lucas Corazza há um tempão, quando fiz o curso da Eduk de cookies, cheesecakes e brownies. Lembro que o cheesecake foi o que menos me chamou a atenção, não guardei muita lembrança nem do sabor, nem da textura. Então resolvi testar uma receita nova, e achei versões no site da Dani Noce e no canal da Raiza Costa, além do Prato Fundo, do qual só peguei dicas. Na verdade, usei a receita da Dani Noce com algumas dicas técnicas da Raiza Costa, troquei leite por creme de leite e fiz também uma calda de frutas vermelhas para quem quisesse derramar sobre o bolo (procurei um bom doce de leite, mas não achei).
Bueno, ficou uma delícia! É muito mais leve, aerado e saboroso mesmo sem calda - o açúcar de confeiteiro completa o sabor levemente cítrico. Acho que nunca mais vou fazer o cheesecake tradicional nesta casa. 

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Reedição do bolo de cenoura com especiarias

Revisitei o bolo cenouroso da Rita Lobo, desta vez com creme de cream cheese. Tudo porque tinha cenouras esquecidas na geladeira e porque outro dia descobri que essa receita era uma receita típica norte-americana, acompanhada da tal cobertura de cream cheese, manteiga e açúcar, o mesmo buttercream que se usa no Red Velvet. 
Hoje o bolo ficou ainda mais gostoso que da outra vez, talvez porque tinha açúcar mascavo e a cenoura estava ralada menorzinha. O acréscimo da cobertura é bem bom, mas não indispensável. Talvez a sugerida pela Rita Lobo, de iogurte, combine mais, não sei, não experimentei ainda. Mas, como bem disse meu marido, daria para ter carregado um pouco mais nas especiarias, e o bolo lembraria pão de mel, hummmm. 

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Cookie de frigideira com gotas de caramelo e sorvete de baunilha talhado que lembra Galak

No último final de semana, fiz uma experiência com cookie: testei a receita da Raiza Costa feita na frigideira. Usei as gotas de chocolate gold que tinha. Também fiz um sorvete de baunilha com creme de leite recém-talhado (a caixinha de Bate Chantily da Piracanjuba estava vencida) - acabou ficando com gosto de chocolate Galak,  vejam só, apesar de a textura incomodar um pouco, pegando na língua ao final.
Hoje o teste de cookies foi com a receita do chef confeiteiro Lucas Corazza, do curso dado por ele na Eduk, de cookies, cheesecakes e brownies. Os cookies ficaram deliciosos, embora tenham se espalhado mais do que deviam na assadeira (vou testar preparar um salame da massa e congelá-lo antes de assar). 
Aliás, que aula boa a do Lucas, muito bem explicada, dinâmica e útil! A oferta de aulas da Eduk também é ótima, só é preciso mesmo se organizar para aproveitar os cursos, cujos destaques são a gastronomia, a fotografia e o artesanato. 
Todos esses testes de cookies se devem à minha percepção de que, apesar da minha campanha pelos pães saudáveis, as pessoas gostam de um docinho, uma guloseima de vez em quando - caso das broas, sucesso de público, mais até do que os bolos. 

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Geleia de morango e pasta de avelã caseiras: saudáveis e mnemônicas

Do livro de Raiza Costa, uma pasta de avelãs com mais avelã que chocolate (e sem óleo de palma/dendê) e uma geleia de morango básica e deliciosa.
A verdadeira prova de qualidade veio no comentário do marido sobre a geleia, que o fez sentir de novo um sabor da infância. Que elogio maior pode haver?

domingo, 1 de julho de 2018

Bolo mousse chocolatudo da Raiza Costa

Confeitaria é um troço difícil pra caramba. Nem tanto para chegar ao sabor, mas para deixar tudo bonitinho, com cara de loja de doces. Eu não tenho a manha de espatular, confeitar, essas coisas. Faço bolos gostosos, mas não necessariamente bonitos. Mesmo assim, adoro experimentar novas receitas, ainda mais que agora estou deixando para comer doces no final de semana, e apenas o que seja de fato incrível. Claro que volta e meia posso ceder a um Snickers, mas tenho preferido realmente o que faça diferença, como os cookies Mr. Cheney, perfeitos, ou o que faço em casa e dá certo.
Por isso comprei o livro da Raiza Costa, que já mencionei aqui, o Confeitaria escalafobética. Algumas receitas precisam de ingredientes bem específicos, mas nada que não se encontre por aqui (ainda mais levando em conta que ela vive nos Estados Unidos, e tem acesso a pequenos produtores de coisas maravilhosas e orgânicas, como creme de leite, mel, frutas vermelhas).
O bolo mousse de chocolate, por exemplo, só pede ingredientes possíveis, ainda que precise de muita manteiga e muito chocolate meio amargo - o que, por aqui, sai um pouco caro, e portanto é preciso planejar a compra para não pagar uma fortuna em barras de chocolate.
Também quis fazer o bolo para saber se seria difícil prepará-lo para meu aniversário, logo mais.
O resultado? Embora tenha ficado meio tortinho (forno, talvez?), o bolo é uma delícia, superchocolatudo. Cumpre o que promete, a ponto de as páginas da receita no livro serem plastificadas, pois Raiza garante que será um bolo que vamos querer fazer muitas vezes na vida, e as páginas não devem correr o risco de serem respingadas com farinha e gordura.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Vísceras, livros e ideias escalafobéticas

Passei os últimos dez dias encarando minhas vísceras. Talvez uma intoxicação alimentar, bactérias, excesso de gordura na comida, não sei. Pode ter sido a comida na praia, a salada que tive preguiça de lavar, o queijo frescal que, afinal, não estava tão fresco assim. Não sei. Só sei que às minhas pregressas experiências de mal-estar em Porto Seguro e Belém se juntou a do excesso de gordura que já cometi algumas vezes e desta vez, certamente, repeti. E então fiquei à base de simeticona, Eparema e Atroveran, Gatorade, lactobacilos, muita água - mas sem mudar muito a dieta (o que, junto à falta de exercícios por uma semana, por conta de chuva e mal-estar, já me devolveram um quilo à balança).
Só mudei mesmo a alimentação há uns dois ou três dias, comendo coisas menos temperadas e menos gordurosas, ingerindo menos fibras para não estimular ainda mais o peristaltismo enlouquecido.
Bueno, uma vez quase recuperada, recebi dois livros que comprei pela Amazon, um do sociólogo especialista em comida Carlos Alberto Dória e o da Raiza Costa, obviamente, de confeitaria. O dele me interessa pelas questões de origem da nossa culinária, hábitos comensalísticos e que tais. O dela é uma coisa linda, colorida, cheia de receitas maravilhosas e provavelmente engordativas, mas irresistíveis.
Nessas horas, fico perguntando a mim e a minhas vísceras se não se trata de autossabotagem, querer me aprofundar (e me afundar) na confeitaria quando luto para eliminar uns bons quilos. Pode ser. Mas prefiro tentar usar isso para conquistar o trabalhoso autocontrole e o refinamento do paladar, ao me reservar aos quitutes que realmente valham a pena. No fundo, um espelho da vida que se vai bordando.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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