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sábado, 15 de março de 2025

Brownie de matchá e chocolate branco

Na minha última viagem a São Paulo, fiquei impressionada com a quantidade de preparos com matchá, além do onipresente pistache (que nem aguento mais ver, a propósito). Até floresta de matchá, versão de floresta negra feita com o chá verde em pó. Amei tudo que provei, então trouxe o chá, que achei caro, aliás.
Mas o tempo foi passando e eu não tinha nem mesmo aberto o pacote. Outro dia vi uma receita de Rita Lobo de um brownie de matchá com chocolate branco e então me animei. Fiz hoje - além de lindo e fácil de fazer, ficou uma delícia. Logo congelei a maior parte, já organizando minhas futuras marmitas. 

domingo, 24 de setembro de 2023

Retomada da cozinha

Principalmente nos últimos dois anos peguei um bode tão grande de cozinhar que, após a mudança, fiquei um mês comendo mal e erraticamente. Cedi a tentações e facilidades do supermercado muitas vezes (biscoitinhos, pãezinhos cheios de conservantes, sorvetes).  
Ter assistido às três aulas gratuitas da Marina Linberger, já disse aqui, me inspirou a criar meus cardápios semanais, o que tem sido de uma ajuda imensa no dia a dia. Uso os domingos para cozinhar de quatro a cinco pratos, que rendem várias porções, às vezes para duas semanas. Ainda preciso reabsorver o consumo de saladas, mas já tenho feito legumes confitados, para começar.
A semana na Chapada Diamantina me ajudou muito a comer melhor, mesmo almoçando sanduíches - no café da manhã e no jantar compensávamos com comida bem variada. Esses dias, porém, às voltas com alguma ansiedade ligada a família e trabalho, houve momentos que até aquecer a comida parecia um custo. Até encontrei um nhoque de batata no supermercado e preparei ao molho de limão para jantar (e deve render mais 2 porções durante a semana).
Mas estou voltando a gostar de cozinhar, aos poucos. Daí saiu de novo bolo de cacau com tâmara (herdada dos lanches no Pati), saiu o inédito crumble de uva (com uva vitória do São Francisco, perfeita), maçã, nozes e aveia da Rita Lobo, bem como o fricassé de frango feito com sobrecoxa, também receita de dona Rita Panelinha. 
Mesmo com dificuldade de abrir mão de sucos e doces, sigo pelo menos no caminho da comida de verdade, com pouquíssimos ultraprocessados (exceção feita à batata palha do fricassé, of course). 

segunda-feira, 3 de julho de 2023

O melhor bolo de chocolate sem farinha do mundo

Hoje fiz o bolo de chocolate sem farinha do Panelinha. Pensei logo, quando vi a receita, que deveria ser a ideia daquele O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, mas provavelmente melhor, já que tinha dedo de dona Rita Lobo. Isso porque aquele que se dizia o melhor tinha um quê de suspiro, casquinha e tudo, e o de Rita Lobo também vai nessa direção de textura. Mas é muito melhor, como eu imaginava. Nada seco, muito saboroso, uma versão delicada mas marcante de brownie. Amei.
Dessa vez, não reduzi a receita à metade, mas a um terço, porque só comprei uma barra de 85 gramas. Ficou perfeitinho. E ainda tinha sorvete de leite pra acompanhar, mais que perfeitinho ficou.

sábado, 15 de abril de 2023

Memória afetiva de rabanete e picles

Quando eu estava no pré-escolar, o prezinho (aquele mesmo localizado em uma praça onde eu me sentava com minha avó para comer meu lanche), fizemos uma hortinha sob o comando de tia Lídia. Simples, mas me deixou uma das lembranças mais doces da infância quando, um dia, fomos colher os rabanetes que tínhamos plantado (não me lembro de outras hortaliças). Deve haver uma foto, mas tenho que pedir a minha mãe. 
Há pouco tempo foi que me lembrei dos rabanetes, e percebi que quase não os consumia, mesmo tendo uma pegada oriental. Comecei a comprar de vez em quando, mas introduzido cru na salada não faz muito sucesso aqui em casa; tentei assado, mas tampouco agradou. No entando, outro dia, de posse de uma bandejinha, busquei na internet receitas com rabanete e topei com os picles de rabanete e cebola roxa do Panelinha da santa Rita Lobo (aliás, percebi que quando o Panelinha publica no Instagram qualquer rol temático de receitas eu já fiz pelo menos uma delas, ou seja, Rita Lobo é minha Dona Benta virtual).  
Então fiz o tal picles. Além de lindo, ele fica uma delícia com sanduíches e incrementando a salada. O gosto adstringente e adocicado me agrada muito, além da crocância - que são bem característicos de muitos alimentos fermentados, tão amigos do nosso sistema digestório. 

terça-feira, 21 de março de 2023

Arancini delícia feito do risoto cacio e pepe

Fazia muito, muito tempo que eu não fazia risoto. 
Quando comecei a fazer, há mais de dez anos, preparava uma quantidade grande - maior que nossa fome - e acabávamos comendo demais. E a constância era grande também, e assim fiz risoto com tudo que é ingrediente. Depois enjoeei, Gustavo já não queria mais comer carboidratos, e nunca mais fiz até o último final de semana, quando preparei o cacio e pepe para aproveitar os divinos queijos de cabra que comprei no Capril R.A.
Como estava todo esse tempo sem fazer, exagerei nas medidas e sobrou muito risoto. Só que risoto no dia seguinte não funciona, então fiquei pensando o que poderia criar com ele. Aventei até a possibilidade de comê-lo como arroz doce, imagine. Joguei no Google "aproveitar risoto" e logo santa Rita Lobo me respondeu com "bolinho de risoto (arancini)".
Eu não sabia que arancini era sempre feito com risoto. Comi uma vez um delicioso no interior de SP, na companhia de Li e Luís, num restaurante de um italiano da gema (aliás, lá comi o melhor tiramisù da vida, até aprender a fazer o meu, modéstia às favas). Acabei seguindo um pouco a receita de arancini do Panelinha com dicas blog Fritadeira sem Óleo. Fiz bolinhas de risoto, coloquei dentro um cubinho de requeijão caprino, passei no ovo batido e em seguida na farinha de rosca. Daí coloquei no congelador até a hora de preparar.
Preaqueci a airfryer, pincelei as bolinhas com azeite e deixei 10 minutos a 200 graus. O arancini ficou parecendo bolinho de boteco bom, perfeitinho. Melhor ainda que o risoto, diga-se de passagem.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Blondie de Páscoa

Parece brownie, mas tem mais textura de bolo, além de não levar chocolate na massa. Não tem, portanto, aquela textura de massa quase crua. Adaptei uma receita de Guga, que eu achava um pouco doce e seca além do necessário, e uma da Rita Lobo, quando percebi que a dele era, na verdade, de um blondie, e não de um brownie (reduzi açúcar, aumentei manteiga). Ficou muito boa. 

Ingredientes:
- 2 xícaras de farinha de trigo peneiradas
- 1 colher de sopa de fermento químico em pó
- 150 g de manteiga derretida
- 1 xícara de açúcar mascavo
- 1/2 xícara de açúcar refinado
- 1 xícara de chocolate 60% cacau picado
- 1/2 xícara de chocolate branco picado
- 1/2 xícara de castanhas ou nozes
- 2 ovos
- 1 colher sopa de extrato de baunilha

Misture bem a manteiga derretida com os açúcares. Acrescente os ovos e a baunilha, misturando bem para ficar bem liso. Ajunte então a farinha de trigo e o fermento, delicadamente, para não estimular o glúten e assim ter uma massa firme demais. Por último, adicione os chocolates e as castanhas, misturando com uma espátula, em movimentos de baixo para cima, sempre delicadamente. Despeje ao massa sobre uma forma retangular untada ou forrada com papel manteiga untado, uniformizando bem com uma estátula. Leve ao forno preaquecido a 180 graus por cerca de 25 minutos, ou quando, ao fazer o teste do palito, este sair limpo (diferentemente do brownie, que tem que ficar um pouco melecado). Espere esfriar para cortar. 

quinta-feira, 31 de março de 2022

Lembrança de sardinha

Com o preço altíssimo de frango, carne bovina, atum e ovos, os olhos se voltam para a sardinha. Eu estava zapeando as receitas do Panelinha quando cheguei nas voltadas para a sardinha, que nunca mais comi na vida - tinha inclusive patê de sardinha com beterraba. Guga não gosta, não tem o hábito, então nunca nem pensei em preparar em casa. Mas a lembrança de comer sardinha frita na infância, com um leve sabor cítrico, veio com tudo. Eu adorava! Como aconteceu com o feijão, que fiquei muito tempo sem comer e que eu sempre gostei muito, resolvi ressuscitar a sardinha. 
Calhou de, uma vez mais, Rita Lobo falar de sardinha, desta vez no programa na GNT, cozinhando com o marido, que preparava o mencionado patê. Ora, eu tinha meia beterraba desvanecendo na geladeira. Daí comprei uma lata de sardinha - eu tinha filé congelado que comprei outro dia nessa sanha pelo peixinho, mas ainda com escamas e espinhas, uó -, e foi só tirar a espinha central, adicionar um pouco de maionese, azeite, sal, pimenta do reino e, pasmem, sementes de endro, que, sim, eu tinha na prateleira. Como eu imaginava, ficou uma delícia. Comprei um pãozinho de leite na padaria, um sucesso completo. Guga não quis provar, pena - além do sabor, perdeu a oportunidade de consumir uma ótima fonte de ômega 3.

terça-feira, 29 de março de 2022

Kimchi e mais um bocado de coisas

Fiz kimchi. Fiquei encantada, com ter feito e com o sabor. Marido nem quis provar ainda. Pelo jeito, ficou tudo pra mim. Hoje rolou até um misturadão de arroz com kimchi e seleta de legumes congelada. Muito bom. 
Já não me lembro quando fiz bolo de caneca de chocolate, perfeito. Teve panzanella com um pão integral que ficou muito tempo na geladeira - e ficou maravilhosa, com tomate confitado e pepino cru. Teve salada de músculo com batata, que comi pela primeira vez na casa de minha sogra e foi paixão à primeira garfada - daí tive que fazer aqui também. 
Também dessas comidas de Leste Europeu teve varenik, o pastelzinho meio ravióli russo, recheado com batata (eu usei batata-doce) e cebola lentamente caramelizada. 
Nesse meio tempo, usei as bolinhas de argila que comprei da galera do Projeto SerÂmica para preparar uma quiche de camembert quando marido voltou de viagem. Depois teve bolo de maçã com farofa de coco e nozes, perdição do Panelinha. De dona Rita Lobo também veio a receita de granola caseira, que ando fazendo e adorando. Teve o brownie mais perfeito que já fiz, para levar à casa de Suely, receita de Raiza Costa, além de manjar de coco (receita da Dani Noce) com calda de amoras para almoço na casa da sogra - desses dois não tenho foto, porque logo desapareceram. 
E kimchi! Maravilha probiótica coreana que tanto pode ser salada como complemento de pratos, tipo mexidão que fiz hoje. 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Arco-íris no prato e economia de gás

Das últimas experimentações que fiz, talvez a que mais me encantou foi a do bolo de caneca. Lembro que há algum tempo vendia-se o preparado em pó para quem quisesse essa versão ultra rápida de bolo. Eu tentei fazer uma vez, acabei carbonizando o dito, então nunca provei de fato. Daí, porque tinha sobrado milho na geladeira, acabei encontrando uma receita de dona Rita justamente de bolo de milho de caneca. Não fica lindo, mas é muito fofo e saboroso. 
Também gostei do nhoque de ricota e da abóbora assada para montar salada - aproveitei e usei a abóbora assada para comer tal e qual, além da salada com trigo e especiarias. Assei ao mesmo tempo a abóbora e o repolho, este com manteiga - confesso que tinha mais expectativas quanto a ele, mas talvez a manteiga, não tão boa, tenha atrapalhado a experiência. 
Comecei a aproveitar o forno para assar mais de uma coisa - desde que sejam ou alimentos salgados, ou só doces - por medo de ver o gás acabar no meio da preparação. Foi o que aconteceu hoje, na verdade enquanto esperava a massa do pão crescer (tudo bem que o último botijão durou 5 meses). De todo jeito, me parece uma medida coerente com um modo de vida menos dispendioso, mais atento. E o preço do gás está pela hora da morte.
E sigo tentando deixar os pratos mais coloridos, dica do dr. Carlos Monteiro, professor da Faculdade de Saúde da USP e autor do Guia para alimentação da população brasileira, na dobradinha com Rita Lobo no curso "Comida de verdade", lançado na internet em 2016. Foram-se os dias da comida única e exclusivamente amarela, rá!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Vencer o bode da salada com... salada!

Embora descendente de orientais, nunca fui muito da salada. Parte disso devo a ter sido criada por avós nordestinos, cuja cultura culinária na época era pouco afeita aos verdes, mais voltada para carnes e peixes e tubérculos. 
Outra parte tem a ver com minha pouca criatividade na combinação de verduras para compor uma salada, fortalecida por um pouco de preguiça de lavar tudo com hipoclorito de sódio. E cortar pepino, tomate, claro. Aliás, tomate, mal suporto hoje em dia. Mas todo dia tem. 
Tenho a impressão de que ultimamente as verduras cruas não me caem bem, o que, embora realmente aconteça com algumas pessoas, pode ser, no meu caso, só um nojo alimentar recente, que tem tomado a relação com minha comida quase de modo geral. Além do cansaço de cozinhar todo dia, o cansaço do próprio tempero. 
Mas preciso comer, e preciso comer bem, porque sei que a nutrição transforma minha relação com as alergias para bem e para mal. Ter voltado a comer leguminosas me fez muito bem, com o aporte de proteínas e de fibras para o dia a dia. Então lancei a pesquisa na internet sobre saladas diferentes do trivial, e recebi de volta dicas da maravilhosa Rita Lobo, a maior defensora da comida de verdade entre os famosos da gastronomia. Encontrei justamente um post sobre "10 saladas que valem por uma refeição", com ingredientes como milho, carne, pimentão, grão de bico e até bacalhau. 
Já testei algumas, e fiquei muito feliz com os resultados, especialmente quando deu para ganhar tempo com alguns ingredientes já prontos, como o milho em lata e o grão de bico de caixinha (porque o demolho, tão necessário, também me dá uma preguicinha). Continuo, graças a dona Rita, ainda mais fiel à comida de verdade (sobretudo após uma breve e recente experiência não tão agradável com produtos à base de xilitol) e meu paladar e meu sistema digestório (e acho que marido também) agradecem. 

domingo, 14 de março de 2021

Bananarama

Banana a dar com pau, de novo. O que fazer? A vantagem do doce de puta, como lhe chama Jorge Amado, é que leva muita banana, quanta você quiser. Hoje inovei no uso de açúcar mascavo para fazer o caramelo, tanto do doce quanto do recheio de uma torta da Rita Lobo, que preparei para deixar congelada (ou seja, só saberei o quanto é boa outro dia qualquer). 

domingo, 27 de setembro de 2020

Nova receita de bolo encharcado de amêndoas e laranja

Nas últimas semanas, tenho deixado para fazer o doce de final de semana como sobremesa dominical - como almoçamos na casa dos sogros, compartilhamos o docinho e assim comemos menos. Assim não deixo de fazer minhas experimentações e não enfiamos o pé na jaca. 
Faz muitos anos que experimentei fazer a receita de Rita Lobo para bolo encharcado de laranja. Ainda era uma receita de liquidificador, com gomos de laranja e óleo, sem amêndoas. Se a memória não me falta, também já fiz o de amêndoas com laranja, há mais tempo ainda, mas não me lembrava de não levar farinha nenhuma e das etapas de bater claras e fazer crémage. Whatever, fiz essa que me parece nova, do Panelinha novo, e também um sorvete de baunilha (na verdade, a receita do Technicolor Kitchen de sorvete de créme brûlée sem o acréscimo do caramelo) para acompanhar. Uma bela combinação. 

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Reedição do bolo de cenoura com especiarias

Revisitei o bolo cenouroso da Rita Lobo, desta vez com creme de cream cheese. Tudo porque tinha cenouras esquecidas na geladeira e porque outro dia descobri que essa receita era uma receita típica norte-americana, acompanhada da tal cobertura de cream cheese, manteiga e açúcar, o mesmo buttercream que se usa no Red Velvet. 
Hoje o bolo ficou ainda mais gostoso que da outra vez, talvez porque tinha açúcar mascavo e a cenoura estava ralada menorzinha. O acréscimo da cobertura é bem bom, mas não indispensável. Talvez a sugerida pela Rita Lobo, de iogurte, combine mais, não sei, não experimentei ainda. Mas, como bem disse meu marido, daria para ter carregado um pouco mais nas especiarias, e o bolo lembraria pão de mel, hummmm. 

sábado, 13 de junho de 2020

Mil etapas de um jantar

Datas comemorativas são desculpas para eu fazer coisas diferentes. Digo isso porque aqui em casa o marido passa ao largo das efemérides e só se lembra do aniversário do meu enteado querido. Isso quer dizer que se eu não fizesse nada no dia dos namorados tanto faria? Mais ou menos - porque, quando ele visse as chamadas na TV, ia estranhar a ausência de comemoração e de um jantar especial (já que este ano não rolou presente, pois não sabemos o que será do futuro, lindo trocadilho).
Comecei a fazer o jantar na antevéspera, preparando biscoitos savoiard e o mascarpone caseiro com creme de leite e limão. Um dia antes, fiz um pão de ló pequeno, por via das dúvidas, um confit de tomate cereja e, de quebra, doce de leite para experimentar com o pão de ló (essência do bem-casado). No dia, depois de praticar tai-chi, limpar banheiro e pintar as unhas, fiz baguetes, o almoço, preparei o creme do tiramisù, montei o tiramisù com biscoitos e com pão de ló, e perto do horário do jantar, de banho tomado e vestido novo que o marido não comentou, além de finalizar as baguetes, lavei a salada, fatiei as batatas, temperei com azeite, sal, pimenta e tomilho seco, temperei um pouco de ricota quando descobri que o brie que compramos estava estragado, coloquei as baguetes de volta no forno porque o marido achou-as pouco crocantes, sequei a salada, montei o mil-folhas de batata em forma de rosa (talvez a coisa mais bonita que fiz nos últimos tempos), esperei para colocar no forno depois de tirar as baguetes, que comemos com manteiga e o confit, temperei os bifes de entrecôte que o marido cortou e coloquei na grelha quando as batatas ficaram prontas (ainda deixei no grill para dourar as pontinhas). O mil-folhas ficou divino, o confit de tomate idem, a carne poderia ter ficado menos tempo na grelha e ser mais alta, o tiramisù, finalizado na hora de comer com cacau polvilhado, ficou perfeito. O marido aprovou o jantar, mas quem mais gostou do resultado fui eu - a única coisa ruim foi a pilha de louça para lavar. 

sábado, 23 de maio de 2020

Frango à parmegiana com farinha de rosca autoral

Tinha umas fatias do pão italiano na geladeira. O marido comentou que eu "podia, qualquer dia" fazer uma parmegiana, que ele adora. 
Peguei as dicas da Rita Lobo, acrescentei páprica ao ovo batido, processei as fatias de pão depois de aquecer os pedaços na frigideira e logo tínhamos uma parmegiana bem crispy, uma delícia. Não ficou linda como aquelas de boteco, mas o sabor foi bem além. 

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Lindo chocolate Ruby e novas receitas de panetone e mousse

Já tinha visto aqui e ali doces e bolos feitos com o lindo chocolate Ruby, todo cor-de-rosa, sobretudo no Instagram do Cesar Yukio. Calhou de haver uma promoção na Loja Santo Antonio, que eu adoro, e daí resolvi testar com os chocotones, junto com uma receita de panetone do Shimura. Eu vinha fazendo uma com levain, mas não estava muito satisfeita com o resultado - a massa ficava mais mole do que eu queria e acabava desabando um pouco internamente, sem aguentar o peso do chocolate.
Meu único erro quanto à receita nova foi tentar misturar as gotas na batedeira - elas acabaram se misturando à massa. Mas, em termos de sabor e textura, gostei bastante de ambos, chocolate e receita. Guga achou que tem pouco gosto de chocolate e mais de fruta. De fato, o chocolate Ruby, feito do cacau homônimo, tem um toque cítrico que o distingue do simples chocolate ao leite. Às vezes, lembra um pouco gosto de uva, talvez por sua quantidade maior de flavonoides, responsáveis por sua cor rosada, à qual não é adicionado nenhum tipo de corante.
Aproveitei para fazer hoje uma mousse para acompanhar o risoto de queijo Canastra que meu sogro trouxe de São Paulo. Duplo sucesso, o do risoto e o da mousse, feita apenas com chocolate, água e claras - receita da Rita Lobo já alçada à categoria "Favoritas". 

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Shakshuka ou huevos rancheros

Já tinha passado algumas vezes por essa receita da shakshuka ou huevos rancheros da Rita Lobo. Desta vez, resolvi fazer, porque apareceu uma versão à la norma, com berinjela, ricota e manjericão. Não poderia ficar ruim, né?
E não ficou. Com o pão italiano que fiz ontem, desapareceu em poucos minutos. Ou seja, rendeu um jantar leve, nutritivo e muito gostoso.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Aparência simples que esconde rico interior da torta clássica de frango

As aparências, muitas vezes, enganam. Continuo não sendo uma boa enfeitadora de comida, e enfeito ainda menos quando cozinho para o almoço ou jantar, normalmente no tempo cravado e regulamentar entre uma tarefa e outra. 
Tinha 1 kg de frango cozido para desfiar - parte dele vai para o almoço árabe-marroquino de amanhã, mas parte talvez virasse fricassé ou escondidinho no almoço de ontem. Para variar um pouco, resolvi fazer uma torta de frango para o jantar (no almoço, aproveitei uma couve-flor que comprei para testes de muffins). Podia ser uma torta de liquidificador, mas nas minhas pesquisas topei com uma receita da Rita Lobo, que é ótima com pratos salgados, especialmente tortas e massas. A massa podre, ou brisée, leva creme de leite gelado no lugar de água; de resto, manteiga gelada, farinha, fermento e sal. Só. Mas fica ótima, mais leve, embora perfeitamente quebradiça. O recheio, bem simples: cebola, alho, molho de tomate, sal, pimenta-do-reino, frango desfiado. 
Nem usei ovo para pincelar. Quarenta minutos no forno (fora o tempo de pré-assar a massa, uns 15 minutos), e pronto: torta delícia para o jantar, que fica igualmente ótima servida fria. 

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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