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sexta-feira, 15 de julho de 2022

Simplicidade, a maior das evoluções

Do mesmo modo que me interessa saber como se davam os antigos processos culinários, quando não havia tecnologia nenhuma, e como são feitos alguns pratos mais complicados, eu sempre busco as soluções mais simples para essas mesmas receitas. Como aconteceu com o boeuf bourguignon, por exemplo: procurei aprender a receita "raiz" para depois simplificar o prato, preparando-o inclusive na panela de pressão, autorizada pelo Troisgros. O mesmo com a sopa de maní, cuja receita já achei simplificada e simplifiquei mais um pouquinho. Aprendi a fazer sorvete sem sorveteira, entendendo a lógica de seus ingredientes, antes de comprar uma sorveteira. Ou seja, se faltar energia, mas não ingredientes, ainda dá pra eu me virar. 
Mas a simplicidade de que mais gosto é poder fazer combinações com o que já está pronto na geladeira. Antes de saber cozinhar, eu já tinha encantamento por marmitas - e hoje elas estão tão na moda! 
Por isso, gosto tanto dos programas da Rita Lobo, que aborda não só a comida de verdade, mas também a simplificação do ato de cozinhar cotidianamente. Pra mim, é a verdadeira evolução culinária, a simplicidade. 
Dia desses, sem arroz na despensa, preparei uma quinoa que estava ali perdida, para acompanhar lentilha cozida. Ambas sobraram, já mais sequinhas. E achei duas receitas do Panelinha, que ainda me fizeram aproveitar uma beterraba do fundo da gaveta e amêndoas que já estavam meio murchinhas. Logo tínhamos, para o jantar, um cuscuz marroquino feito com quinoa, amêndoas, alcaparras e raspas de limão e lentilhas com molho de balsâmico e fatias de beterraba, ambos muito gostosos. 
Aproveitando que tinha feito coalhada caseira, preparei uns nuggets simplificados, marinando o frango já temperado no iogurte e passando numa farinha de rosca feita com um pão francês integral que havia sobrado. Ainda preparei um molho tártaro com maionese pronta, alcaparras e picles de pepino, delícia. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

sábado, 13 de julho de 2019

Salada de folhas, abóbora, beterraba e ricota - uma releitura da salada do Spot

Abóbora paulista assada e depois dourada no lugar da batata baroa, ricota no lugar do queijo de cabra, nozes no lugar das (poucas) amêndoas. E um molhinho de mostarda Dijon, mel e azeite para completar.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Pão de beterraba e inhame e a magia da transformação

Já falei e repito: amo transformar. Pensamento em arte, sentimento em texto, natureza em alimento. Lançar fora toda estagnação. Além da escrita, do desenho e do bordado, o cozinhar para mim é uma perfeita tradução da alquimia, que ainda pode ter como efeito, além de paz e alegria, a boa saúde.
Por incrível que pareça, ainda tinha na geladeira dois pequenos inhames da feira da Reforma Agrária. E tinha beterrabas (que sempre prefiro processar de algum jeito para não comer cruas ou só cozidas). Comer raízes, bulbos e tubérculos é ótimo para a saúde física, mas também mental: nos enraíza mesmo, coloca nossos pés no chão, equilibra o Vatta, segundo o Ayurveda. Por que não, então, juntar inhame e beterraba num pão? A textura do inhame, bem elástica, é perfeita para isso, e a beterraba contribui com cor e nutrientes. Ainda me ocorreu acrescentar um pouco de alecrim fresco picado.
O pão ficou super fofo e muito saboroso, o gosto da beterraba (aquele azedinho típico) é muito sutil. Mas é claro que eu, que sou do "agito transformador", tinha que desenformar o pão ainda meio quente, e um pedacito ficou na forma. Nada grave, porém, nada que atrapalhasse sua adequadíssima degustação.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Bolo de chocolate ou Red Velvet de beterraba? Na dúvida, os dois!


Assim como aconteceu com os cookies, queria fazer um teste de bolo com cranberries para o dia dos namorados. Mas também vi uma receita de red velvet só com beterraba, e quis ver qual era, até porque estava buscando o que fazer com a vermelhinha, da qual não sou exatamente fã (mas já coloquei na fila das experimentações um risoto, um homus e uma coalhada que têm beterraba como base).
Daí que fiz as duas coisas, bem geminianamente. O bolo de chocolate com cranberries ficou sensacional, agora estou esperando o almoço para provar o red velvet de beterraba com creme de minas frescal e açúcar.

Atualização 28 de maio: Provei o red velvet de beterraba: não fede nem cheira. Nada que valha a pena o trabalho. Sou mais a receita da Dulce Delight, que usa a beterraba como corante, do que essa do Dedo de Moça. Nem macio o bolo fica.

terça-feira, 25 de julho de 2017

O que fazer com beterraba? Nhoque, claro!

Não sou amante de beterraba. Como porque sei que faz bem, mas acho uma hortaliça cujo preparo está sempre à beira do irremediável.
Guga gosta, então tenho comprado mais vezes. Mas enjoo logo do preparo de sempre.
Entonces, outro dia, topei com essa receita do Tastemade Brasil, que sempre tem umas receitas bem práticas, funcionais e gostosas.
Ao final, os nhoques ficaram com formato de tripinha, mas o sabor é ótimo. Adaptei as proporções porque só tinha uma beterraba na geladeira. Ficou assim (para duas pessoas, como acompanhamento de um prato):

Ingredientes:
1 beterraba pequena
50 g de ricota esfarelada
1/4 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
1 ovo
70 g de farinha de trigo
noz-moscada ralada na hora, a gosto
1 colher (sopa) de manteiga sem sal
2 colheres (sopa) de azeite
Sálvia fresca picada (usei umas 6 folhas)
1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado na hora

Preparo:
Envolva a beterraba, ainda com casca, em papel alumínio, com um fio de azeite e um pouco de sal. Leve ao forno a 200 graus por cerca de 45 minutos ou até ficar macia. Retire do forno, descasque, corte em pedaços menores e espere esfriar um pouco. Aqueça água em uma panela média.
Leve a beterraba ao processador e faça um purê com ela. Adicione a ricota esfarelada, processe e reserve. Adicione o ovo, o parmesão e a noz-moscada, e repita. Passe para uma vasilha e vá acrescentando a farinha de trigo aos poucos.
Coloque a massa obtida em um saco de confeiteiro. Vá cortando tiras da massa que sai do saco de confeiteiro deitando-as direto na água fervente (à qual se acrescenta um pouco de sal). Tire o nhoque da água à medida que as tiras subirem à superfície; reserve.
Derreta a manteiga em uma outra panela e adicione o azeite e a sálvia picada. Coloque sobre esse molho o nhoque reservado e sirva imediatamente, coberto com lascas de parmesão, como acompanhamento ou prato principal.

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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