Salve Jorge. Ogunhê! Hoje consegui ilustrar no dia, e pari não uma, mas duas de vez! Uma engraçadinha, uma colagem. Adoro. Adoro mais quando saem tão rapidamente, da mente para a mão, da mão para o papel. Me emociono - a inspiração é como uma reza sincera.
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quinta-feira, 23 de abril de 2026
quinta-feira, 17 de abril de 2025
Eu sonho, tu vês
Na semana passada, fui cortar cabelos na companhia de Liu. Ela quis ir comigo porque eu não conhecia o lugar ("uma portinha", disse ela), na região da Avenida Sete. Eu achei ótimo, porque é sempre maravilhosa a sua companhia.
Depois de deixar com Roni o menor valor que já paguei por um bom corte na minha vida, fomos almoçar nos Barris e jogar conversa dentro. Entre tantas coisas, contei um sonho recorrente com ondas gigantes, eu me protegendo atrás de uma porta após ter avisado todo mundo da chegada das ondas. Falamos também sobre a importância de criar, da arte na vida humana.
Qual não foi minha surpresa ao receber na manhã seguinte uma colagem representando meu sonho! Ela incluiu a onda de Hokusai, a porta, tudo com um senso espacial e estético notável. Mais um talento descoberto, o que é sempre uma alegria.
Esse episódio tem tudo a ver com minha sensação nas aulas da pós, da necessidade do apoio coletivo, e com o que Cely sempre falava, lembrando os versos de João Cabral, sobre "tecer a manhã". Não é possível construir a realidade que queremos por outra via que não a coletiva, com cada uma e cada um contribuindo com seu ponto na tessitura. Eu sonhei, mas foi Liu quem enxergou dessa vez. A coletividade é esse sonhar e enxergar e construir junto.
domingo, 11 de abril de 2021
Aquele empurrãozinho na criatividade
Outro dia, uma amiga de faculdade recém-reencontrada nas redes sociais comentou que ela sempre precisa de estímulos externos para criar algo. Que ela não era naturalmente talentosa ou criativa, que para escrever um texto precisava de um acontecimento pitoresco, que executava as coreografias de dança direitinho mas sem brilhantismo etc. Identifiquei-me completamente com ela. Não sei criar coisas do zero. Era meio atrapalhada no flamenco, embora amasse estar ali no meio daquelas palmas e sons de tacones. Escrevo textos mais burocráticos que criativos. Preciso de modelos para desenhar.
Depois fiquei pensando que a criatividade, na maioria das vezes, também se cria. Como ser mulher, não se nasce criativo, talvez "torne-se". Eu já comentei que, quando necessário, me meto a aprender algo para dar conta de um projeto. Normalmente, aprendo o básico. Não me lembro de ter algum aprendizado muito aprofundado. Enfim.
De posse da necessidade, arregaço as mangas e mergulho as mãos na demanda. Vencedora das demandas, isso sei que sou. Missão, motivação, o empurrãozinho que me leva a criar. E assim ideias ganham corpo, como o convitinho para o chá de fraldas das gêmeas de Gleice. Aquarela e colagem. Aquarela, o quanto baste, e colagem, para suportar o desenho insuficiente. Sobre branco, sempre ele, a me dar espaço, a me permitir respirar. O espaço em branco, o próprio lugar da criatividade.
De posse da necessidade, arregaço as mangas e mergulho as mãos na demanda. Vencedora das demandas, isso sei que sou. Missão, motivação, o empurrãozinho que me leva a criar. E assim ideias ganham corpo, como o convitinho para o chá de fraldas das gêmeas de Gleice. Aquarela e colagem. Aquarela, o quanto baste, e colagem, para suportar o desenho insuficiente. Sobre branco, sempre ele, a me dar espaço, a me permitir respirar. O espaço em branco, o próprio lugar da criatividade.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020
Vô. Vó.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
Oficina de férias
Mais uma oficina de colagem, desta vez só com papéis. A ideia era que o papel fosse usado para desenhar no lugar do lápis, mas rolou um mix, e tudo bem.
Lulu chegou e pôde participar com a prima. Desta vez, até titio Guga fez sua colagem, já que tinha prometido às meninas.
Lulu chegou e pôde participar com a prima. Desta vez, até titio Guga fez sua colagem, já que tinha prometido às meninas.
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terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Da retina para o papel
No ano passado, rolou uma oficina de bordado aqui em casa, com Luli e Tina. Como Luli ainda não chegou, Tina pediu para vir "costurar" comigo. Expliquei a ela que não sou boa com costura, mas com bordado, e ofereci uma alternativa de criação artística, com colagem, usando tecido e papel. Mostrei alguns exemplos do que já fiz, falamos de seu interesse em ser estilista e botamos a mão na massa.
Ela logo decidiu o que ia fazer e me perguntou se eu não ia começar o meu trabalho também. Pensei, pensei. Diante de nós, as árvores, folhas, o gato descansando. E a paisagem de todo dia colada na retina colou-se no papel.
Ela logo decidiu o que ia fazer e me perguntou se eu não ia começar o meu trabalho também. Pensei, pensei. Diante de nós, as árvores, folhas, o gato descansando. E a paisagem de todo dia colada na retina colou-se no papel.
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domingo, 8 de julho de 2018
sábado, 18 de novembro de 2017
O tempo entre panos ou Desconstruindo Hokusai
Ontem fiz uma garimpagem nos retalhos guardados por minha sogra, que tem um verdadeiro acervo para quiltagem, impressionantemente organizado, diverso e lindo. Estava atrás de uma chita para fazer uma ilustra de abertura para o bullet journal. Acabei misturando tecido, papel de origami - já minhas marcas pessoais - e feltro. Outra marca pessoal é a desconstrução de Hokusai.
O único perigo das colagens nesse tipo de uso é a agenda ficar muito gorda.
O único perigo das colagens nesse tipo de uso é a agenda ficar muito gorda.
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quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Organização interna, minha e do bullet journal
Depois de dar uma geral no site de Bullet Journal do seu criador, Ryder Carroll, comecei a desenhar o meu. Ainda bem simples, mas, como uma ideia puxa outra, hoje já adicionei uma cinta (que depois me lembrou da faixa de judô) e um envelope para guardá-la.
As seções, por ora, se referem ao panorama de cada mês, a filmes e livros a conhecer e a um cantinho de gratidão, além de um rez-de-chaussée em cada semana para comentários gerais. Talvez role uma seção O quereres, a ver.
Também começam as brincadeiras com colagem e ilustração, como o troféu no dia da prova de bike que Guga e Wendel venceram.
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sexta-feira, 28 de julho de 2017
domingo, 3 de julho de 2016
Aracne arpillera II
Ainda não retomei o bordado, mesmo com o retorno de Aracne ao meu imaginário. Mas queria ilustrar minimamente o mundo fantástico que devia sair de suas linhas e agulhas, e assim recorri à colagem, que outras vezes me salvou do vazio ao querer dar vida a uma ideia.
A minha Aracne, como minha protagonista da "Ciranda da Bailarina", recebeu tecido, papel de origami, linha e aquarela. Como a bailarina, teve elementos orientais, mas com um toque indígena (tanta gente já me confundiu com uma índia, afinal), mais precisamente das arpilleristas chilenas, bordadeiras da resistência. (Pensava que se dizia arpilleras dessas mulheres que bordam a dor, mas esse é o nome da tela sobre a qual bordam - de todo jeito, mantenho assim o nome da minha Aracne). E o mito continua a falar comigo, sequioso de mais oferecer.
A minha Aracne, como minha protagonista da "Ciranda da Bailarina", recebeu tecido, papel de origami, linha e aquarela. Como a bailarina, teve elementos orientais, mas com um toque indígena (tanta gente já me confundiu com uma índia, afinal), mais precisamente das arpilleristas chilenas, bordadeiras da resistência. (Pensava que se dizia arpilleras dessas mulheres que bordam a dor, mas esse é o nome da tela sobre a qual bordam - de todo jeito, mantenho assim o nome da minha Aracne). E o mito continua a falar comigo, sequioso de mais oferecer.
domingo, 8 de março de 2015
Capa do Pitadas
Aí, por ora, ficou assim.
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Tudo de bão
Cabeceira
- "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
- "Geografia da fome", de Josué de Castro
- "A metamorfose", de Franz Kafka
- "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
- "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
- "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
- "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
- "O estrangeiro", de Albert Camus
- "Campo geral", de João Guimarães Rosa
- "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
- "Sagarana", de João Guimarães Rosa
- "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
- "A outra volta do parafuso", de Henry James
- "O processo", de Franz Kafka
- "Esperando Godot", de Samuel Beckett
- "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
- "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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