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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Primeiro kombucha e aprimoramento de pão italiano

Na pós de Gastronomia e cozinha autoral, o Olivier Anquier contou que, embora pertencesse a uma família de boulangers, teve, no Brasil, de fazer pão dia sim dia não para chegar a um resultado satisfatório e abrir seu próprio negócio. Distribuía os pães entre os vizinhos, familiares, e seguia fazendo mais.
Lembrei-me disso nas últimas semanas, quando fiz um novo levain e também preparei o starter do kombucha. É preciso insistir, persistir, experimentar, adaptar para chegar a um bom resultado.
Depois de encontrar uma boa receita de pão italiano no blog Massa Madre, resolvi fazer alguns testes. O primeiro que fiz, seguindo a receita de fermentação de um dia, cresceu pouco e ficou muito azedo, embora macio e alveolado. Também queimou um pouco, e minha tentativa de assar sobre papel manteiga não foi feliz - ele grudou completamente no papel.
No outro dia, fiz novamente, desta vez com levain de farinha branca, e não integral, como o anterior. Também reduzi bastante o tempo de fermentação - 1 hora para a primeira, 1 hora para a segunda. A massa já se desenvolveu melhor. A pestana abriu direitinho. O pão ficou uma delícia - eu ainda deixaria só mais uma meia horinha fermentando para ter um pouco mais do azedinho do pão italiano.
Com o kombucha foi o contrário - eu diminuiria o tempo de fermentação, de dez dias para sete, para não ficar tão ácido. Aconteceu também de eu não ter uma garrafa que vedasse perfeitamente a bebida, e após a segunda fermentação (que saborizei com pedacinhos de maçã) já não havia gás nenhum. O gosto, porém, ficou bom, só depende mesmo de acertos.
Sigamos, portanto, explorando o fascinante mundo dos microrganismos (do qual, segundo teorias recentes, arrogantemente fazemos parte, como colônias ambulantes de bactérias).

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O pedal contagia

Outro dia, voltando de um pedal, nem acreditei no que ouvi: Rodrigo estava aqui para pedalar com Guga. Veio de Salvador, bike nova a tiracolo, para se jogar na Estrada do Coco, todo paramentado.
Já soube que no outro dia ele se juntou a uma galera para pedalar mais. Que o contágio tenha sido efetivo e traga muitas alegrias e boas experiências!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Bolo de banana invertido

Como disse no post anterior, temos cada vez mais evitado a comida pronta e apostado no nosso próprio processamento de alimentos. Claro que seria mais fácil que vivêssemos só disso, porque há muita coisa a processar, tanto do nosso quintal (tudo vem de uma vez), quanto de vizinhos que nos presenteiam volta e meia com alguma hortaliça ou fruta.
Ontem mesmo transformei uma abóbora de mais de 2 kg, recebida do nosso vizinho e fornecedor de ovos caipiras, em dois tipos de doce e massa para um quibebe, além de uma parte que guardei para cozinhar com feijão. Temos ainda um balde cheio de aipim do nosso quintal.
Hoje foi a vez da banana - comemos muito, todo dia, mas não damos conta, então fiz um bolo invertido, já tratando de doar parte para os sogros. Outra coisa que fazemos com as bananas é congelá-las em rodelas, para usar em vitaminas. Fica ótimo!
Também faço sorvete de maracujá usando a banana como emulsificante, outra boa pedida.
E pela quantidade de bananas, acho que está na hora de fazer um godó, prato que Guga, incrivelmente, ainda não conhece.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Saúde, esporte e educação

Recebi esta semana os dois livros sobre pães que comprei na Amazon, com preço ótimo - o do Michel Suas, que costuma ter preços proibitivos, e o de Sandra Canella-Rawls, com uma pegada mais científica, que adoro (e já comecei a ler, e é uma delícia). O estudo tem me chamado insistentemente; me faz muito mal estacionar no conhecimento.
E as coisas fluem de tal jeito quando começamos a nos movimentar que me apareceu outro dia um anúncio de pós em gastronomia. Já quero, já vou, em prol da minha saúde mental.
Por outro lado, a saúde física tem cobrado seu preço - tenho apresentado alguns sintomas de pré-diabetes ou de síndrome metabólica, ainda não tenho certeza. Já comecei, antes de conseguir marcar uma consulta médica, a reduzir o açúcar, e até testei o primeiro bolo com xylitol - maçã com canela e gengibre, bom. Se tiver que ser. Tenho aproveitado a deixa para diminuir a ingestão de lactose e farinha branca. Claro que tenho momentos de crise de abstinência, mas aos poucos devo me acostumar com as diversas substituições e milhares de outras possibilidades alimentares.
A hipótese de ter herdado a doença familiar também me fez apertar o pedal, e até me faz gostar mais da musculação. Também achei uns treinos bacanas no site daredbee.com. Mentiria se dissesse que adoro acordar cedo para malhar, como diz meu marido. Só depois de uns 20 minutos é que penso: ah, que bom, agora lembro por que estou aqui, é porque me faz bem! Sempre preferi as atividades mais lúdicas ou mais interiorizantes - dança, judô, tai-chi-chuan, pilates, até ioga.
E a vida segue no melhor estilo tudo-ao-mesmo-tempo-agora: castração de cachorro, rearranjos da cozinha, saúde, estudos, autoescola. Como costuma ser, para não cairmos na mesmice nunca.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Os dias são assim

Hoje Guga pegou um punhado de pitangas rechonchudas e tão vermelhas e perfeitas que parecem de mentira. Doces, doces! As acerolas também já enchem o pé, só esperando a hora de amadurecerem.
Começou nosso "inverno". Dias de chuva, maior frescor, as irritantes aleluias que formam um verdadeiro tapete de asas na varanda. Menos cigarras desta vez. Quando chega a chuva, dou graças a Deus por termos instalado forro em nossa casa - a umidade chega a toda parte. É muito mais agradável para dormir, mas mais difícil para lavar e secar roupas.
Tenho reservado os finais de semana para descansar, o que não fazia há pelo menos um ano e meio. Mesmo que quisesse, nem conseguiria trabalhar mais aos sábados e domingos - às vezes, as etapas do trabalho são tão exaustivas que não há o que fazer senão dar um tempo. E já que não temos viajado, pelo menos saio para pedalar - ontem, fui com Guga estrear a bike nova dele, a primeira para trilha de verdade. Eu mesma fiquei paquerando uma outra, mas resolvi comprar primeiro nossa lava-louças - hoje, aliás. Eflúvios jupiterianos (que já trouxeram futon, Kindle, encomenda do estrado para o futon, feito de palets pelo querido Marcos da Gato Maloko). Isso para não falar nas mudanças que não cessam em nossa casa - cada coisa nova que entra pede uma adaptação, afe! Mais instalações hidráulicas, mais tomadas, piso, grama, cobertura, mais forro...
Temos feito novas amizades por aqui, especialmente o pessoal do pilates. Outro dia, fomos a uma reuniãozinha na casa de Julio e Cris, e encontramos Suely, Joelma e Eduardo, além de Gleice e Wendel. Foi uma noite ótima, regada a pizza feita por Wendel e MPB da boa embalando a conversa animada e diversa.
Uma coisa puxa a outra, e de repente me vejo com vontade de estudar e ensinar, de voltar a dar aula, a colaborar com algum projeto local.
Ainda não retomamos nossa horta - estou só nos temperinhos ao lado da janela, adquiridos no Rio Vermelho, mas fico feliz de usá-los sempre.
Às vezes vamos a algum show na Concha. À minha praia. Cinema, nunca mais. Aprendi a andar de ônibus por Salvador e me aventuro de vez em quando, para pequenas compras. Aguardo curso de pães delícia.
Sigo na toada da existência que escolhi mas que sempre me surpreende.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Tempo de plantar





Já falei aqui que herdei do meu avô um gosto por ervas/plantas, mas pode ser apenas algo inerente à humanidade: voltar à natureza deve estar em nosso DNA animal. Quando não mantemos nenhum contato com ela, acredito que nosso corpo e nosso espírito se ressintam de alguma forma. Não que todo mundo precise largar tudo e se mudar para o campo, como eu, mas talvez seja bom promover de algum modo essa reinteração: ter uma alimentação mais saudável, ficar ao ar livre, andar descalço na grama, na terra ou na areia, ter um bicho de estimação, admirar o nascer ou o pôr do sol, sentir o cheiro de mar...
Particularmente, tenho dedicado algumas horas da semana a fazer as mudas de ervas. Eu, bicho de cidade, ainda fico na maior expectativa de ver brotar as folhinhas dentro das caixas de ovos que fazem as vezes de sementeiras.
A maioria nem deu as caras, mas o manjericão, a couve e, especialmente, a rúcula e a abobrinha vieram para a luz. O tomate começa a lançar timidamente suas espículas. Não vejo a hora de a sálvia também mostrar a que veio.
Agora, porém, vem uma etapa delicada, que é a de transplantar as recém-nascidas para um recipiente mais alto, já que a sementeira-caixa de ovo é muito rasa e as plantinhas não terão espaço para estender suas raízes e assim se fortalecer.
No fundo, no fundo, tudo tão tênue. Sigamos plantando a espera, esperando o desabrochar. Tudo colhendo desse tempo precioso e resvalante.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Quem diria?

Nunca imaginei que faria uma lista de presentes de casa/vida nova.
Fiz, por sugestão de uma amiga, e ganhamos coisas lindas para nossa casinha. A lista era pequena, só com aquilo de que de fato precisamos, e tudo com a nossa cara (por isso tudo tão lindo!).
Obrigada, queridos, que nos presentearam principalmente com sua amizade e carinho!

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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