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domingo, 29 de junho de 2025

Jam no MAM, geleia à beira-mar

Por fim, fui. Ganhei uma cortesia de Samuel, colega da pós, e achei que era a hora. Realmente, é mágico estar à beira-mar, em pleno Solar do Unhão, ouvindo a passagem de som, vendo gente de todo tipo se ajeitando para assistir à miscelânea organizada, regida pelo ótimo Ivan Huol, criador do Microtrio e da Jam no MAM. Ainda por cima, teve um tom junino (e não choveu, presente de são Pedro), com direito a sanfona, que eu adoro. Teve Ângela Velloso, sampleando com a guitarra baiana, vixe, essa moça pode tudo! Bom demais. 
Carinho na alma com gosto de geleia, pois formiga estou.  

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Junho

Junho é um mês querido, que lembra calor humano no meio de temperaturas mais baixas. Mês dos santos Antonio, João e Pedro, me lembra a infância com quadrilhas e quermesses em escola e igreja. Em São Paulo, as festas juninas não têm a escala das do Nordeste, que, aliás, ainda não conferi, como em Caruaru ou mesmo no interior da Bahia. Mas fica o aconchego nas ruas, aonde quer que se vá, com pessoas se desejando um "feliz São João", quase como se fosse Natal. 
Marisa me mandou um texto maravilhoso do sempre precisamente poético Luiz Antonio Simas, sobre a transformação de um homem implacável, João Batista, primo de Jesus, em um santo menino, de cachinhos e acompanhado de um carneirinho, justamente a imagem que festejamos em junho, no dia 24, na segunda festa mais importante da Bahia depois do Carnaval. Um verdadeiro milagre popular essa transmutação da raiva em amor. 
Junho também é mês de aniversário de Chico Buarque, que este ano completou 80 primaveras musicais. Nem escrevi nada a respeito porque li tanta coisa bonita em toda parte, toda gente do bem se lembrando de trechos da obra do gatão de olhos verdes, olhos de ardósia, nas palavras de Jobim! Me deu uma alegria imensa, tanto a homenagem enorme ao homem e artista Chico, quanto me lembrar junto com todas essas pessoas das músicas maravilhosas de Chico artista e homem, homônimo de outro santo que me fala ao coração, e do Opará querido, e do meu gatito irmão de Zen, sempre no coração.
Em junho, só passei de raspão por um forró no Santo Antonio, mas foi o suficiente para aquecer a alma, tão precisada desse calor.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Febre padeira na rede e mungunzá adiantado de São João

Uma coisa boa (talvez uma das únicas) da quarentena é que muitos amigos estão se arriscando a fazer pão em casa, alguns até com levain, que orgulho! Eu fico felicíssima, porque sei bem como é terapêutico criar algo com as próprias mãos, vê-lo criar forma, crescer, ganhar cor e nos presentear com um gosto único, que é um pouco de nós mesmos. Só quem faz pão sabe o que é essa sensação de completude criativa, de ter de volta para si, no caso pela degustação, o que se criou. Talvez um pouco autofágico, mas mágico também. 
Aí, inspirada nos amigos, resolvi fazer um italiano caprichado, mais de dez horas de fermentação. E mesmo assim nem ficou azedinho - da próxima, vou deixar umas 14 horas fermentando pra ver no que dá. 
Além do pão gostosíssimo, fiz também mungunzá, já que o governo da Bahia resolveu adiantar pra hoje o feriado de São João. Em junho faço de novo, mas o de hoje ficou especialmente cremoso (tinha cozinhado e congelado o milho há umas semanas) e saboroso, com o acréscimo sudestino dos amendoins torrados e levemente processados. Comi de me acabar - ainda bem que fiz menos do que de costume! 

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Rolê de São João Batista com céu de São João Evangelista

São João por aqui é o feriado mais importante depois do Carnaval. Eu até queria fazer uma festinha de São João em casa, mas estamos às voltas com obra, então não rolou. Só pendurei bandeirinhas e balões. 
Em termos de feriado, também não foi muito animador porque caiu num domingo. No fundo, pra nós tanto faz, já que trabalhamos em casa, e se viajássemos não precisaríamos contar com o feriado prolongado.
De todo modo, o marido se animou a pegar uma estradinha, para eu conhecer o município de Conde, na Linha Verde. Nossa ideia era passar parte do dia lá, almoçar e voltar, talvez fazer um passeio de barco pelo manguezal. 
Para mim, que amo viajar, só o deslocamento para outro município já é motivo de alegria. Então fomos lá, com uma muda de roupa, repelente e protetor solar na mochila. Chegamos à praia do Sítio do Conde já sabendo que a chuva logo ia cair, com aquele céu pesadão de Apocalipse. Mas, ainda assim, tomamos uma cervejinha antes de sermos pegos pelos pingos.
Como era domingo, mesmo sendo São João, quase tudo estava fechado. A feira de artesanato local funcionou só no sábado, então nem deu para trazer algum suvenir. Pensamos, então, em almoçar em Imbassaí, mas perto das 13h o Café Jerimum nem estava aberto. Acabamos almoçando mais perto de casa mesmo.
De todo modo, valeu sair da rotina, sempre vale. 

sábado, 24 de junho de 2017

Primeiro arraiá da Vila

São João é uma coisa séria no Nordeste. Nem chegamos a ir a uma festa típica, mas o feriado joanino comanda a vida das pessoas por aqui.
Trabalhei normalmente esses dias em que todo mundo já estava parando, parando, mas dediquei umas horas a preparar um arraiá na nossa Vila do Sossego. Com família e amigos, curtimos um dia em que a chuva e o vento deram trégua para degustar mungunzá, milho e amendoim cozidos, bolo de pamonha, paçoca, tortano, carne louca e palha italiana (estes três últimos acréscimos paulistanos ao menu). Sylvia e Rodrigo ainda trouxeram salgadinhos e licor, e a festa estava armada, com direito a bandeirolas e balões. Tudo um amor!

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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