Voltei à mesma loja que me encantou outro dia para escolher meu presente de aniversário. Achei essa camiseta linda, com palavras bordadas que parecem ter sido tiradas do meu briefing para a Gosto de Sol.
Adoro quando tantas coisas queridas se juntam assim, uma sopa de letrinhas benfazeja.
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quarta-feira, 11 de julho de 2018
domingo, 4 de junho de 2017
Pães e integração
Nem preciso dizer que o tortano fez o maior sucesso - até o pão delícia teve mais público que o congênere de padaria que alguém levou. Um retorno muito bom para quem está se iniciando na padaria.
Quanto à palestra em si, foi ótima. A linha seguida por Emília foi da programação neurolinguística, mas tudo ali era facilmente transponível para a psicologia analítica. Que bacana ver a entrega de todo mundo ali - desde terem comparecido em bom número apesar da chuva que desabou pouco antes do início da palestra, a terem montado uma mesa linda de café e, principalmente, participado abertamente das dinâmicas. Me emocionei também ao lembrar de coisas pelas quais agradecer.
Gostei muito desse compartilhar do pão, dos afetos e das experiências, ainda que silenciosamente. A alma, alimentada, agradece.
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terça-feira, 30 de junho de 2015
domingo, 28 de junho de 2015
Ilustras para conto de Rubem Braga
Já tinha mais ou menos ideia do que queria fazer: algo com pintura e colagem. Mas o insight maior foi usar parte do avental descartável do Senac para fazer o vestido da bailarina. Rá!
As duas ilustras foram feitas com base em fotos encontradas na internet (não sei quem são os autores, mas como o uso era apenas o de referência para compor outra coisa, outro suporte, não me preocupei tanto com essa questão).
E gostei do resultado!
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quinta-feira, 11 de junho de 2015
Quando ideias tomam forma
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quarta-feira, 3 de junho de 2015
Eu e os paninhos
Acho que sempre amei tecidos. Gosto das estampas, das texturas, das diferentes combinações. Adolescente, desenhava minhas próprias roupas. Criança, gostava de ficar perto da minha avó enquanto ela costurava, mais exatamente sob a máquina de costura, sentada no grande pedal da Singer.
Como ainda não sei costurar (e nem máquina tenho), encontrei nas colagens e no bordado um jeito de trabalhar com tecidos. Outro dia, encontrei no Facebook essa empresa de material para encadernação, a Finisterre Urupês (já gostei do nome). Tecidos com estampas lindas, de vários estilos. Resolvi arriscar a compra pela internet.
Chegaram hoje. E já me povoaram a mente de novas ideias (junto com a possibilidade da pintura em tecido, eita)...
Como ainda não sei costurar (e nem máquina tenho), encontrei nas colagens e no bordado um jeito de trabalhar com tecidos. Outro dia, encontrei no Facebook essa empresa de material para encadernação, a Finisterre Urupês (já gostei do nome). Tecidos com estampas lindas, de vários estilos. Resolvi arriscar a compra pela internet.
Chegaram hoje. E já me povoaram a mente de novas ideias (junto com a possibilidade da pintura em tecido, eita)...
domingo, 31 de maio de 2015
Bordado e experimentações
Resolvi retomar os bordados. Na verdade, retomar o projeto iniciado na oficina da Sávia Dumont, quando não conhecia quase nenhum ponto. Desfiz o pouco que havia feito lá e alinhavei alguns pedaços de tecido sobre o linho. A ideia é bordar o desenho que fiz na oficina.
Comecei a bordar um sol, mas minha resistência ao bastidor fez que a figura ficasse engruvinhada. Desmanchei os pontos de novo, e adotei o bastidor.
Examinando o livro que tenho da família Dumont, percebi que as figuras são bordadas sobre tecido pintado. Mais fácil que trabalhar com retalhos. A próxima experimentação.
Comecei a bordar um sol, mas minha resistência ao bastidor fez que a figura ficasse engruvinhada. Desmanchei os pontos de novo, e adotei o bastidor.
Examinando o livro que tenho da família Dumont, percebi que as figuras são bordadas sobre tecido pintado. Mais fácil que trabalhar com retalhos. A próxima experimentação.
terça-feira, 21 de abril de 2015
Mais títulos na cozinha
Dessa vez, não quebrei a promessa de não comprar mais livros porque ganhei os livros e a revista.
Já folheei o do Stephen Downes, o crítico gastronômico que elege as 100 respectivas experiências a se ter antes de morrer: eu adoraria fazer algo parecido, mas com bastante modéstia, falando de comidas brasileiras ou latinas que já experimentei. O Pitadas de famílias tem um tom parecido com isso.
Já folheei o do Stephen Downes, o crítico gastronômico que elege as 100 respectivas experiências a se ter antes de morrer: eu adoraria fazer algo parecido, mas com bastante modéstia, falando de comidas brasileiras ou latinas que já experimentei. O Pitadas de famílias tem um tom parecido com isso.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Das ideias que não nos largam
Não sou eu.
Eu tenho um monte de coisas pra fazer nesse período de duas semanas tenebroso, de correria, tensão, tempo que passa rápido demais, e preciso parar e começar a dar forma a uma ideia que não me deixa. Outro blog, incertezas quanto ao formato, se vai dar caldo ou não.
A única certeza é como quero a imagem de capa. E mesmo assim, quando dou início a ela, eis que ela mesma vai me ditando como quer ser - pela combinação de cores, pela cola que mancha o tecido etc. etc.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Um presente que vem com ideias
Hoje ganhei da Lu uma camiseta de Frida Kahlo (ficou certinha!) e este livro fofo, que reúne fábulas, ilustrações e receitas mediterrâneas. E a Lu disse ainda: "Acho que você podia fazer algo assim".
Talvez não exatamente assim, mas algo que reúna as coisas de que mais gosto. Sim, é o que quero fazer.
Talvez não exatamente assim, mas algo que reúna as coisas de que mais gosto. Sim, é o que quero fazer.
sábado, 21 de junho de 2014
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Ideias - Papel de presente personalizado
Reduzi o contraste das fotos para dar um ar mais papel de presente, off-set e tal. E eu que adoro equipamentos fiquei sonhando com uma impressora A3 - até fui a uma gráfica para imprimir, mas achei ruim o resultado. Acabei imprimindo em duas folhas A4 de couché brilhante, em casa mesmo. Gostei!
domingo, 11 de novembro de 2012
Flamenco e tai chi chuan, tudo a ver
O que podem ter a ver a dança flamenca e a arte marcial interna tai chi chuan? Se uma é quente e vibrante, a outra parece fria e lenta. Uma acelera a pulsação, a outra acalma. Razão e emoção. Oriente e ocidente, yin e yang.
Nem tanto. Para começar, o flamenco nem é tão ocidental assim, ou só o é por uma questão geográfica, já que é filho de ciganos, árabes, judeus errantes. Flamenco e tai chi têm características marciais - uma no ritmo, a outra por sua própria origem em lutas chinesas. Ambas são telúricas, enraizadoras - por isso, os movimentos se dão de forma pouco verticalizada. Não se buscam as alturas, mas a base, o chão. Por isso as duas me atraem, e também por seu caráter democratizante, porque não é preciso ser uma sílfide para praticar nenhuma delas.
O equilíbrio é fundamental em ambas (alguém vai me dizer que é fundamental em qualquer expressão corporal, no que estará coberto de razão), bem como a percepção de si, a capacidade de dizer ao seu corpo, aos seus ombros, aos joelhos, como se comportar.
E o resultado é um corpo luminosamente belo. Não belo na acepção mercadológica da palavra, mas porque iluminado pela descoberta de si, de suas potencialidades, de sua inteireza. Integridade, todo o tempo. Belo, portanto, nesse (e com) sentido.
Claro que podemos criar essa consciência corporal em outras atividades. Quando fiz pilates, por exemplo, descobri uma musculatura desconhecida para mim, e ficava fascinada com movimentos que pareciam imperceptíveis terem tamanho efeito no dia seguinte, quando acordava lembrando que aqueles músculos existiam! Mas acho que o fato de o flamenco e o tai chi serem tão indissociáveis de suas respectivas culturas (ou crenças?), não se limitando ao desenvolvimento de uma atividade física, faz toda diferença.
Afinal, não posso simplesmente "decorar" os passos do flamenco - tenho que me investir da postura flamenca, de um certo empoderamento feminino, meio ancestral. Não posso só aprender as formas do tai chi - preciso entender que relação elas têm com minha força interna e com a natureza de que faço, de que fazemos parte. Volta a origens (além dos limites da cultura), olhar para dentro de si, buscar postura e força dentro de si - são alguns dos efeitos que ambas provocam. Como é difícil fazer movimentos lentos! Como é difícil assumir a força! Isso vai além da técnica; é preciso realizar mudanças internas para que o externo tenha algum efeito.
Mesmo quando nem todos as podem ver, elas, as mudanças estão ali, brilhantes, renovadoras, reveladoras.
Meus sapatitos chilenos de flamenco, já ficando surrados, que delícia!
Nem tanto. Para começar, o flamenco nem é tão ocidental assim, ou só o é por uma questão geográfica, já que é filho de ciganos, árabes, judeus errantes. Flamenco e tai chi têm características marciais - uma no ritmo, a outra por sua própria origem em lutas chinesas. Ambas são telúricas, enraizadoras - por isso, os movimentos se dão de forma pouco verticalizada. Não se buscam as alturas, mas a base, o chão. Por isso as duas me atraem, e também por seu caráter democratizante, porque não é preciso ser uma sílfide para praticar nenhuma delas.
O equilíbrio é fundamental em ambas (alguém vai me dizer que é fundamental em qualquer expressão corporal, no que estará coberto de razão), bem como a percepção de si, a capacidade de dizer ao seu corpo, aos seus ombros, aos joelhos, como se comportar.
E o resultado é um corpo luminosamente belo. Não belo na acepção mercadológica da palavra, mas porque iluminado pela descoberta de si, de suas potencialidades, de sua inteireza. Integridade, todo o tempo. Belo, portanto, nesse (e com) sentido.
Claro que podemos criar essa consciência corporal em outras atividades. Quando fiz pilates, por exemplo, descobri uma musculatura desconhecida para mim, e ficava fascinada com movimentos que pareciam imperceptíveis terem tamanho efeito no dia seguinte, quando acordava lembrando que aqueles músculos existiam! Mas acho que o fato de o flamenco e o tai chi serem tão indissociáveis de suas respectivas culturas (ou crenças?), não se limitando ao desenvolvimento de uma atividade física, faz toda diferença.
Afinal, não posso simplesmente "decorar" os passos do flamenco - tenho que me investir da postura flamenca, de um certo empoderamento feminino, meio ancestral. Não posso só aprender as formas do tai chi - preciso entender que relação elas têm com minha força interna e com a natureza de que faço, de que fazemos parte. Volta a origens (além dos limites da cultura), olhar para dentro de si, buscar postura e força dentro de si - são alguns dos efeitos que ambas provocam. Como é difícil fazer movimentos lentos! Como é difícil assumir a força! Isso vai além da técnica; é preciso realizar mudanças internas para que o externo tenha algum efeito.
Mesmo quando nem todos as podem ver, elas, as mudanças estão ali, brilhantes, renovadoras, reveladoras.
Meus sapatitos chilenos de flamenco, já ficando surrados, que delícia!
domingo, 5 de agosto de 2012
Manhã verde no meio da Pauliceia - Sabor de Fazenda
Sábado de manhã, e lá fui eu fazer mais um curso. Mas não "qualquer" curso. Esse era mais um dos que resolvi fazer na linha change your life, "coisas de que gosto, e ponto-final", porém também de caráter utilitário. Fui fazer um curso de jardinagem gastronômica na Sabor de Fazenda.
Tinha já ouvido falar do lugar há uns dez anos ou mais, quando li uma vinheta na Veja (quando ainda lia Veja) sobre um curso gratuito de temperos na Vila Maria. Estava começando meus experimentos na cozinha e me lembro de ter feito a inscrição, mas, por algum motivo, não consegui comparecer. Este ano, visitando o blog da Dri Haddad, vi a menção à Sabor de Fazenda e a suas proprietárias, Sílvia e Sabrina Jeha (a Dri deu um curso de papinhas orgânicas com a Sabrina). De imediato me lembrei do tal curso de temperos, e fui buscar novas informações. Dei de cara com o de jardinagem gastronômica e percebi que agora era tempo de fazer o curso, com mais prática culinária e muito mais interesse que antes.
Bom, o que dizer? O curso foi uma delícia, em um lugar "realidade paralela" em São Paulo, em meio a fábricas e grandes avenidas. Além da parte de reconhecimento (visual e olfativo) das ervas usadas na gastronomia, houve, na melhor linha do Eclesiastes, um momento para plantar, um para degustar, um para aprender a fazer. De comer de joelhos a raizada preparada com "azeite de todas as ervas para cozidos" (pode nome mais poético?). Salada com ervas diversas e inusitadas (para mim, para mim!), como azedinha. E, na minha opinião, the big surprise: o brigadeiro de capim-limão. U-A-U! (E também descobri que é pura sorte os meus temperos estarem vivos - preciso rever drenagem, tamanho e local dos vasos.)
Sabrina e Sílvia, e sua equipe toda, são, além de competentes, uma simpatia. Admiro sempre quem consegue (e gosta de) transmitir seu conhecimento com tanta leveza. E haja paciência para o nosso desconhecimento!
Minhas mudinhas da Sabor da Fazenda: tomilho-limão, orégano fresco, nirá, capim-limão e cerefólio. Turma reunida (eu já tinha ido embora, mas recebi essas fotos da Sabrina e resolvi postar aqui), turma na sala e a maravilhosa raizada em preparação, nham!
Tinha já ouvido falar do lugar há uns dez anos ou mais, quando li uma vinheta na Veja (quando ainda lia Veja) sobre um curso gratuito de temperos na Vila Maria. Estava começando meus experimentos na cozinha e me lembro de ter feito a inscrição, mas, por algum motivo, não consegui comparecer. Este ano, visitando o blog da Dri Haddad, vi a menção à Sabor de Fazenda e a suas proprietárias, Sílvia e Sabrina Jeha (a Dri deu um curso de papinhas orgânicas com a Sabrina). De imediato me lembrei do tal curso de temperos, e fui buscar novas informações. Dei de cara com o de jardinagem gastronômica e percebi que agora era tempo de fazer o curso, com mais prática culinária e muito mais interesse que antes.
Bom, o que dizer? O curso foi uma delícia, em um lugar "realidade paralela" em São Paulo, em meio a fábricas e grandes avenidas. Além da parte de reconhecimento (visual e olfativo) das ervas usadas na gastronomia, houve, na melhor linha do Eclesiastes, um momento para plantar, um para degustar, um para aprender a fazer. De comer de joelhos a raizada preparada com "azeite de todas as ervas para cozidos" (pode nome mais poético?). Salada com ervas diversas e inusitadas (para mim, para mim!), como azedinha. E, na minha opinião, the big surprise: o brigadeiro de capim-limão. U-A-U! (E também descobri que é pura sorte os meus temperos estarem vivos - preciso rever drenagem, tamanho e local dos vasos.)
Sabrina e Sílvia, e sua equipe toda, são, além de competentes, uma simpatia. Admiro sempre quem consegue (e gosta de) transmitir seu conhecimento com tanta leveza. E haja paciência para o nosso desconhecimento!
Minhas mudinhas da Sabor da Fazenda: tomilho-limão, orégano fresco, nirá, capim-limão e cerefólio. Turma reunida (eu já tinha ido embora, mas recebi essas fotos da Sabrina e resolvi postar aqui), turma na sala e a maravilhosa raizada em preparação, nham!
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Meninos, eu vi - "A pele que habito"
Embora este post seja para falar do filme, contraditoriamente não posso falar muito do filme em si, ou estragarei toda a surpresa. Só tenho a pedir: por favor, vão ver a nova produção de Almodóvar!
Certamente haverá quem não goste, que ache furos de produção (mas mais raramente de roteiro); todos que o assistirem, porém, terão oportunidade de ver como Pedrito é capaz de se reinventar. Tomando de empréstimo o título, de "trocar de pele" com a maior facilidade. E isso sem perder sua essência algo kitsch, ingênua e apaixonada. Com simulacros a descoberto, referências diversas e, mesmo assim, identidade própria.
No exemplo da relação do cineasta com sua obra, enxergo essa lição: como manter a integridade adaptando-nos a novas situações. Ser flexível, e não venal. Mudar, sendo nós mesmos. Encontrar, em cada momento da vida, a pele que nos cabe.
Certamente haverá quem não goste, que ache furos de produção (mas mais raramente de roteiro); todos que o assistirem, porém, terão oportunidade de ver como Pedrito é capaz de se reinventar. Tomando de empréstimo o título, de "trocar de pele" com a maior facilidade. E isso sem perder sua essência algo kitsch, ingênua e apaixonada. Com simulacros a descoberto, referências diversas e, mesmo assim, identidade própria.
No exemplo da relação do cineasta com sua obra, enxergo essa lição: como manter a integridade adaptando-nos a novas situações. Ser flexível, e não venal. Mudar, sendo nós mesmos. Encontrar, em cada momento da vida, a pele que nos cabe.
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Pedagogia consuetudinária
Ótima prática adotada por minha cunhada: dar um livro para minha sobrinha ler enquanto ela seca suas longas madeixas.
Cabelos secos, a pequena continua sua viagem até o final da narrativa. E vai buscar, incansável, outros itinerários, indo cada vez mais longe na aventura do saber.
Cabelos secos, a pequena continua sua viagem até o final da narrativa. E vai buscar, incansável, outros itinerários, indo cada vez mais longe na aventura do saber.
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