domingo, 18 de novembro de 2012

Sozinha não consigo

Conversa vai, conversa vem, surgiu o assunto "amigos". Como serão os meus?
Difícil definir com poucas palavras. Eles vêm de toda parte, têm credos e gostos diferentes. Para quem gosta de classificar as pessoas, eles são sim de "tribos" diversas, às vezes tribos de um índio só, que eu tive o privilégio de conhecer.
Os que têm credos certamente não são do tipo que procuram empurrar sua crença para ninguém - só  falam dela se indagados. Nenhum deles é perfeito, nem santo, e nem tem essa pretensão. Aliás, são costumeiramente corajosos para assumir imperfeições. Não querem ser politicamente corretos, porque normalmente já são éticos, ou buscam ser. Principalmente, são inteligentes, têm humor e costumam ser mais tolerantes que a maioria das pessoas.
O que mais me encanta neles, que são tão diferentes entre si (alguns mais sensíveis e observadores, outros mais falantes e assertivos), é sua capacidade de acolhimento. Mesmo que não nos vejamos há tempos, mesmo que estejamos geograficamente distantes, deles ouço, quando preciso, as melhores palavras, com respeito e sabedoria, sem julgamentos, sem despeito.
E quando escuto Joe Cocker fazendo a melhor interpretação da canção dos Beatles, imagino que ele deve saber exatamente do que estou falando. 




12 comentários:

  1. Maravilhosa e querida, tantas vezes tradutora do que eu acho! Foi o caso agora.
    Um abraço apertado e uma beijoca, "geograficamente distantes" mas nem por isso menos.
    Cely

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  2. Cely, querida minha e de tantos,
    saiba que você nunca estará sozinha. Chame que logo estaremos aí.
    beijos, com saudade!

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  3. Solange, você foi direto ao ponto, e seu texto ganhou-me com aquele direto certeiro! Aquele grande abraço, Marco.

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    1. Marco, quanto tempo! Gracias por passar por aqui. :)
      abraços feriadísticos,

      Solange

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  4. Adorei. E eu nem mereço ser sua amiga. Mas que bom que você não pensa assim.
    beijo com saudade!

    Crau

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    1. Sem essa de "não te mereço", hein? Você é minha querida sempre, Crau! ;)
      beijocas

      Creia

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  5. Lindo e preciso!
    Beijos, Sô!
    Marisa

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    1. Oi, Má! Aguardo nosso chazito na casa nova. Ebaaa!
      beijos

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  6. Obrigada pq sei que tambem posso confiar na minha amiga da vida toda! Beijo no coracao..

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  7. Poucas coisas são tão importantes quanto estar junto; e estar junto é muito mais do que estar logo ao lado, né? Eu acho que o que nos mantém de pé é esse sentimento de pertencer a um coletivo, a coletivos, desses que são mesmo plurais e que a gente rega por livre e espontânea vontade, porue quer mesmo ver florescer. Que outro modo haverá de viver...? Não sei... Será que tem?

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    1. E de novo, Lu, isso tem tanto a ver com ser livre, as afinidades queridas e eletivas, né? Deve haver outros jeitos de viver, mas desconfio que menos felizes, qué hacer? Escolhas.
      beijos!

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Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
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  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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