segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Orgulho da maturidade: Gosto de Sol

Carol, minha cunhada designer, criou a marca. O nome surgiu meio "de brincadeira" há uns três anos, relacionado com uma música do Clube da Esquina, Um gosto de sol, que, na verdade, é bem mais melancólica que a ideia que tenho da minha marca, mais ensolarada mesmo. Passei um briefing para Carol, e, mesmo com total certeza da competência dela, me deu um medico, inho de nada, de que ela não apresentasse exatamente o que eu queria, talvez por eu não conseguir ser completamente clara.
Mas ela entendeu o que eu queria dizer com calor, sol, praia, montanha, amor, afeto, abraço, beijo, pão, cafuné etc. etc. Eu só pedi um pouco mais de quentura nas cores - na verdade, pedi magenta e violeta, mais por lembrar horizontes que por temperatura. E daí saiu essa lindeza, com a bikezinha solicitada (incorporada, além da alusão ao novo modus vivendi, por conta do adesivo que uso nas embalagens e pelo meio de entrega utilizado até aqui). O "delícias" foi por conta da designer, sugestão mais que aprovada.
Orgulho. Master. Maturidade. Os impulsos cotidianos dando mais lugar aos objetivos, ao fazer pensado.

Rosca natalina, de coco etc. + pão au levain benfeito

No curso intensivo de panificação, fizemos cerca de 30 tipos de pães. Nem tudo está anotado na apostila, porque a coisa era de fato intensa, então, tempos depois, é preciso apelar para a memória ou para os colegas via WhatsApp.
Quis fazer a rosca de coco, sem praticamente anotações na apostila além da receita de massa doce básica, e acabei encontrando similares na internet para conseguir aquele trançado bonito. Em vez de só polvilhar açúcar por cima, resolvi fazer um glacê real, com açúcar de confeiteiro e clara de ovo. Luxo só. Ficou uma delícia - mesmo eu tendo me distraído e só acrescentado o ovo à massa quando já tinha deixado a fermentar.
De quebra, como tinha alimentado ontem o levain, e nosso pão tinha acabado, fiz um pão básico, farinha branca + farinha integral, para o jantar da noite. Adoro esses círculos celtas que o banneton deixa na casca.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

At the same time

Muita coisa acontecendo na cozinha hoje: minipanetones (chocotone e de frutas cristalizadas), pão de beterraba au levain e pães de aveia. E duzentas ideias borbulhando - como o levain púrpura de beterraba! - na cabeça.

Pão de beterraba au levain e estêncil

Com vontade de variar as receitas de pães, encasquetei primeiro com o de batata-doce roxa. Como é algo difícil de encontrar (eu mesma nunca tinha visto, só da última vez que estive em SP Wagner apareceu com o "achado" da feira), acabei enveredando pra beterraba, pela cor assemelhada. E não é que topei com algumas receitas?
Uma das que mais gostei foi da Carolina Labaki, que tem um blog fofo e útil, Thinking Sweet, e parece que até há pouco mantinha uma padaria em Santiago do Chile, Bakkerè. Gostei da receita, e em outro post dela vi alguma coisa com estêncil, que já tinha visto no blog da Neide Rigo. Resolvi aplicar uma sakura (já imaginei outros formatos, como nuvem, árvore, estrela) e achei o resultado ótimo - ainda por cima, ajunto ao cozinhar outra coisa importante pra mim, o desenhar.
Quanto ao pão de berraba, feito com levain e fermentado por cerca de 9 horas (poderia ter sido 6, levando em conta o calorão daqui), achei uma delícia - o marido achou um tantinho azedo pro gosto dele. Eu aprovei, mas sei que não agrada o paladar da maioria. Que é funcional, porém, ninguém pode negar.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Cookies (fortes!) de cacau e castanha de caju

Era o que tinha em casa. E achei uma receita similar, coincidentemente, num blog chamado É o que temos para hoje. Troquei a castanha-do-pará pela de caju e o mel por melaço. Ficou forte, típica comida de atleta, para antes ou depois do pedal. Ainda por cima, vegana (usa óleo no lugar da manteiga, mas por isso parece mais um bolinho do que um cookie típico).

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Sorbet de coco com calda de manga que ganhei da sogra

Já tinha dito que faria hoje o sorbet de coco, né? Feito, e acompanhado de uma calda de manga (que ganhei ontem de minha sogra) com gengibre. Ficou bem bom, mas um pouco flocado - da próxima vez, vou colocar menos coco ralado, ou então só um pouco de coco fresco.

Primeiro frozen yogurt

Quando eu comprei minha sorveteira, já tinha feito vários sorvetes sem ela, normalmente com a técnica do gelatto italiano, à base de creme de leite fresco, e batendo o creme de tempos em tempos para quebrar os cristais de gelo. Poderia ter vivido sem uma sorveteira, mas o fato é que a chegada dela revolucionou a feitura dos sorvetes, deixando-os com uma consistência macia, perfeita.
Então nos mudamos para o Nordeste, e encontrar creme de leite fresco se tornou uma quimera de que já falei aqui mais de uma vez. Deixei de fazer sorvete, ainda mais tendo uma lojinha de picolés tão perto de casa.
Outro dia, porém, com a volta do calor intenso, retomei a ideia com um sorbet de maracujá e banana - o gosto, ótimo, mas teria ficado perfeito, logo pensei, se tivesse usado a sorveteira. Foi assim que resolvi colocá-la de novo para funcionar.
A reestreia aconteceu com o inédito frozen yogurt. Confesso que nunca fui fã, nunca fui atrás das diversas lojas que pipocavam em São Paulo, mesmo no maior verão. Porém, o feito em casa, com iogurte integral, baunilha, açúcar e um pouquinho de leite em pó, ficou perfeito. Macio, consistente, refrescante. Com uma colherzinha de geleia de amora, então, uma delícia. E vi que há muitas e muitas formas de fazer o frozen, com frutas, biscoito, cacau em pó, pistache, uma maravilha de variedades.
Resolvi deixar o bowl direto na geladeira, e hoje sairá um sorbet de coco. E que venha o calor!

Cabeceira

  • "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
  • "Geografia da fome", de Josué de Castro
  • "A metamorfose", de Franz Kafka
  • "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
  • "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
  • "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
  • "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
  • "O estrangeiro", de Albert Camus
  • "Campo geral", de João Guimarães Rosa
  • "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa
  • "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
  • "A outra volta do parafuso", de Henry James
  • "O processo", de Franz Kafka
  • "Esperando Godot", de Samuel Beckett
  • "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
  • "Amphytrion", de Ignácio Padilla

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