Banana a dar com pau, de novo. O que fazer? A vantagem do doce de puta, como lhe chama Jorge Amado, é que leva muita banana, quanta você quiser. Hoje inovei no uso de açúcar mascavo para fazer o caramelo, tanto do doce quanto do recheio de uma torta da Rita Lobo, que preparei para deixar congelada (ou seja, só saberei o quanto é boa outro dia qualquer).
Mostrando postagens com marcador sazonalidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sazonalidade. Mostrar todas as postagens
domingo, 14 de março de 2021
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021
Tempo de acerolas
No meio do verão, quase no final, é época das acerolas. Lindas, vermelhas, gorduchas. Eu não conhecia o sabor das acerolas até nos mudarmos pra cá, porque elas em nada lembram o gosto daquelas polpas congeladas.
Como tudo que dá no nosso quintal é de uma vez só, quando chegam as acerolas, é uma corrida para colher, separar, desinfetar, lavar, pulsar, peneirar, ensacar e congelar. É trabalhoso. Por isso já combinei com marido que ele colhe, eu processo, porque ainda por cima cai um pozinho em cima da gente durante a coleta que coça horrores.
Como tudo que dá no nosso quintal é de uma vez só, quando chegam as acerolas, é uma corrida para colher, separar, desinfetar, lavar, pulsar, peneirar, ensacar e congelar. É trabalhoso. Por isso já combinei com marido que ele colhe, eu processo, porque ainda por cima cai um pozinho em cima da gente durante a coleta que coça horrores.
O tempo das acerolas é o dos insetos de verão (quer dizer, nem sei se eles chegam a ir, acho que sempre estão) - maruins, muriçocas, mutucas, marimbondos. Muitos cupins, atraídos pelo gado no pasto vizinho, e formigas de todo tipo. Abelhinhas que enroscam no cabelo ou deixam uma gotinha de mel na nossa pele, quando pousam. E outros seres alados: os bem-te-vis vêm atrás das frutinhas, como os anus brancos e pretos (que me lembram uma quadrilha e fazem um escândalo quando veem Zen); os colibris, mais discretos, dançam em torno da flor de bromélia. Ah, e as cigarras, que não se atrevem muito a entrar em casa depois da chegada dos dogs, especialmente da retriever Chica.
Quanta gente vem junto com as acerolas!
Marcadores:
acerolas,
fruta colhida no pé,
fruta do quintal,
quarentena,
sazonalidade,
verão,
vida no campo
segunda-feira, 21 de dezembro de 2020
Mais uma chance à banoffee
Fiz de novo a receita de banoffee pie da Dani Noce, ainda que sob protestos do marido, que não entendia por que eu não podia cobrir a torta com pecã no lugar de banana. Tudo era uma questão de sazonalidade, e também uma boa desculpa para comprar um bom doce de leite, né? Além disso, soube que a banoffee está super na moda e até recebi uma receita da minha querida Marisa.
Da primeira vez que fiz, há 3 anos, o recheio virou um tsunami na hora de cortar, o que é sempre uma decepção quando o assunto é torta. Desta vez, resolvi mexer um pouco nas proporções. Para o recheio (torta pequena), usei 200 g de doce de leite argentino, 100 g de creme de leite 30%, 2 gemas e 20 g de amido de milho. Para a massa, 180 g de biscoito maizena e 90 g de manteiga amolecida, batidos juntos no processador. Assei a massa por 20 minutos, deixei esfriar, pincelei no fundo 60 g de chocolate meio amargo derretido e levei para a geladeira uns 10 minutos. Espalhei o recheio de doce de leite e deixei na geladeira até o dia seguinte. Na hora do almoço, cobri com rodelas de banana, pincelei um pouco de suco de limão nas bananas, para não escurecerem, e deixei para aplicar o chantili da Vigor só na hora de servir - quando também salpiquei chocolate em pó 70% cacau com um toquezinho de pó de café.
Ficou muito boa, mas de fato é para formiguinhas. Uma sobremesa para fazer de vez em quando, se quisermos algo bem descolado e não convencional, um doce de encher os olhos. Vale a pena ter esse trunfo na manga.
Marcadores:
banana - o que fazer?,
banoffee pie,
confeitaria,
culinária,
Dani Noce,
gastronomia,
sazonalidade,
sobremesa
terça-feira, 17 de novembro de 2020
Creme meio musse de manga
Como o clima está completamente louco, e este ano ficamos quase sempre sob chuva, nem vimos as mangas darem as caras. Aqui é terra de manga, coco e jaca, em tamanha abundância que temos de ter cuidado ao andar pela rua para não sermos atingidos por alguma delas (melhor que seja a manga!).
Comentei outro dia com Guga que nem comemos manga este ano, e eis que na casa de minha sogra apareceu manga na salada de domingo! Ela tinha recolhido algumas da mangueira no fundo do seu quintal e nos doou uma sacolinha com várias.
Aproveitei para testar uma receita de creme de manga. A maioria das receitas segue a lógica do sorvete da Helena Gasparetto que já fiz, com creme de leite e leite condensado. Eu usei 200 mL do suco de duas mangas coado, 100 mL de creme de leite, 50 g de açúcar, 50 g de leite em pó e 6 g de gelatina sem sabor dissolvida em água e aquecida. Bati tudo no liquidificador e levei à geladeira. Ficou uma delícia, opção refrescante para o calorão que já se anuncia!
Marcadores:
confeitaria,
creme de manga,
fruta do quintal,
gastronomia,
manga,
sazonalidade,
sobremesa
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
Pão de banana
Está chegando a safra de bananas aqui em casa. É tanta banana que não sei o que fazer com elas, além de bolo, pão, frozen yogurt, congelar em rodelas. Como estamos vivendo um período de contenção calórica, não tenho feito bolos, e as bananas recém-chegadas, antiga paixão do marido, estão ficando de lado.Porém, o pão de banana de Hortência, da pousada Canto Verde, em Lençóis, me inspirou a tentar uma receita padeira. Adaptei uma, com pouquíssima farinha, da Escola de Bolo, utilizando óleo de coco e leite de coco no lugar de azeite e leite de amêndoas, respectivamente. Coloquei um pouco de farinha integral, além da branca. Juntei às nozes um punhado de uvas passas brancas. Ficou muito nutritivo e bem gostoso.
Marcadores:
experimentações,
padaria,
pão,
pão de banana,
reeducação alimentar,
sazonalidade
domingo, 2 de setembro de 2018
Lemon curd pie ou torta bem chiquetosa de limão
Se a vida te der limões, faça uma limonada. Ou uma conserva. Ou um sorbet. Ou lemon curd. Ainda bem que, para quem quer, a evolução é algo natural.
Evoluí, e fiz lemon curd com um montão de limões colhidos no quintal. Esse é o recheio tradicional de torta de limão e também serve para rechear muffins: é uma espécie de geleia com limão, ovos e manteiga, muito comum na Inglaterra. Acabei juntando quatro receitas para conferir as proporções de suco de limão, ovos e açúcar. Tem quem coloque amido de milho, gelatina incolor e quem não adicione nenhum espessante, contando apenas com o ponto das gemas. Segui essa linha, e meu lemon curd ficou muito líquido. Depois tentei adicionar ágar-ágar (fiz uma gelatina de morango com ágar-ágar, e achei muito legal), mas pouca diferença fez.
Mesmo assim, fui em frente. Fiz meu primeiro merengue suíço, um sucesso. Montei uma base de torta com biscoito água e sal e manteiga, cobri com lemon curd e o merengue suíço. Como estou há tempos sem gás para o maçarico, resolvi testar o grill do forno para dourar o merengue. Dourou bem, bem uniformemente, sem aquele aspecto rústico, mais queimadinho, do maçarico (que eu prefiro). Depois levei ao congelador até a hora de servir.
O recheio não firmou, de qualquer modo, e na hora de partir a torta rolou uma verdadeira avalanche vulcânica de lemon curd pelo prato. O sabor, porém, ficou maravilhoso. Até a escolha do biscoito água e sal me pareceu bem acertada, tirando assim o doce excessivo típico do biscoito maizena (ainda não cheguei no nível "faça seu próprio biscoito" - quando estiver com mais tempo, experimento).
Evoluí, e fiz lemon curd com um montão de limões colhidos no quintal. Esse é o recheio tradicional de torta de limão e também serve para rechear muffins: é uma espécie de geleia com limão, ovos e manteiga, muito comum na Inglaterra. Acabei juntando quatro receitas para conferir as proporções de suco de limão, ovos e açúcar. Tem quem coloque amido de milho, gelatina incolor e quem não adicione nenhum espessante, contando apenas com o ponto das gemas. Segui essa linha, e meu lemon curd ficou muito líquido. Depois tentei adicionar ágar-ágar (fiz uma gelatina de morango com ágar-ágar, e achei muito legal), mas pouca diferença fez.
Mesmo assim, fui em frente. Fiz meu primeiro merengue suíço, um sucesso. Montei uma base de torta com biscoito água e sal e manteiga, cobri com lemon curd e o merengue suíço. Como estou há tempos sem gás para o maçarico, resolvi testar o grill do forno para dourar o merengue. Dourou bem, bem uniformemente, sem aquele aspecto rústico, mais queimadinho, do maçarico (que eu prefiro). Depois levei ao congelador até a hora de servir.
O recheio não firmou, de qualquer modo, e na hora de partir a torta rolou uma verdadeira avalanche vulcânica de lemon curd pelo prato. O sabor, porém, ficou maravilhoso. Até a escolha do biscoito água e sal me pareceu bem acertada, tirando assim o doce excessivo típico do biscoito maizena (ainda não cheguei no nível "faça seu próprio biscoito" - quando estiver com mais tempo, experimento).
Marcadores:
confeitaria,
doce,
evolução,
faça você mesma,
gastronomia,
lemon curd,
sazonalidade,
sobremesa,
torta de limão
segunda-feira, 21 de maio de 2018
Sorvete de abacate
Pela minha extensa lista de sorvetes, ainda não havia passado o de abacate. Mas, com nossa supersafra, surgiu a oportunidade.
Bati um abacate inteiro, quase um e meio, com leite, açúcar demerara e baunilha, levei para gelar e depois bati um pouco à mão, antes de gelar completamente. Poderia ter adoçado um pouco mais, mas ficou bom - não tanto quanto o que eu, Jana e Elisa tomávamos em frente à TV Cultura (industrializado, claro), mas bem bom.
Bati um abacate inteiro, quase um e meio, com leite, açúcar demerara e baunilha, levei para gelar e depois bati um pouco à mão, antes de gelar completamente. Poderia ter adoçado um pouco mais, mas ficou bom - não tanto quanto o que eu, Jana e Elisa tomávamos em frente à TV Cultura (industrializado, claro), mas bem bom.
sábado, 19 de maio de 2018
Cachorro-quente com palta, o creme de abacate chileno
Quando estive no Chile, via nos cardápios de lanches que o abacate acompanhava muitos deles, na forma de um creme salgado. Não cheguei a experimentar por lá, mas agora, com a safra master de abacates aqui de casa, comecei a buscar receitas com a fruta. E a palta, esse creme salgado de abacate, estava na minha lista de experimentações desde a pesquisa que trouxe mais de 60 possibilidades abacatíferas.
Fiz a receita do site Panelaterapia, e deu supercerto. O molho parece uma maionese verde, suave, saborosa, que combina muito bem com o cachorro-quente e o vinagrete simples de tomate e cebola picados. Mais pontos para o abacate, que, além de delicioso, ainda fornece uma gordura de ótima qualidade e, no nosso caso, completamente orgânica.
Fiz a receita do site Panelaterapia, e deu supercerto. O molho parece uma maionese verde, suave, saborosa, que combina muito bem com o cachorro-quente e o vinagrete simples de tomate e cebola picados. Mais pontos para o abacate, que, além de delicioso, ainda fornece uma gordura de ótima qualidade e, no nosso caso, completamente orgânica.
Marcadores:
abacate,
cachorro-quente,
creme de abacate chileno,
experimentações,
gastronomia,
gordura boa,
palta,
sanduíches,
sazonalidade
quarta-feira, 16 de maio de 2018
Mousse de chocolate com abacate e cacau e outras descobertas interessantes
O abacate está com tudo e não está prosa, que o diga Kong, que tem ampliado sua coleção de acumulador canino por esses dias. Temos, tamanha a quantidade, conseguido pegar os abacates que os cães não tomam para si, e é um melhor que o outro, verdadeiras manteigas, cheios de sabor.Para além da vitamina batida e do uso em salada e guacamole, já experimentei aqui o carbonara de abacate, delicioso. E aí vem aquele clique de como a gordura do abacate substitui bem e de forma saudável a do creme de leite, por exemplo. Essas trocas, aliás, me encantam: o leite de coco natural que vira chantili, a banana que serve como espessante para os sorvetes... E tudo tem a ver com a sazonalidade das frutas aqui em casa - vou atrás de receitas para dar conta da quantidade de bananas, acerolas, abacates, mangas que aparecem e que até pouco tempo acabávamos desperdiçando.
Voltando ao abacate, pesquisei na rede e logo achei um site com 63 receitas à base de abacate, ótimo. Na fila já está a palta, um creme chileno de abacate, que vai bem com vários sanduíches. Para hoje, porém, escolhi fazer a mousse de chocolate com abacate, cacau, aceto balsâmico (que esqueci de colocar), baunilha (que não esqueço nunca) e mel. Ficou ótima! Só acrescentaria, em uma próxima vez, uma clara de ovo para dar mais firmeza e aquela textura aerada própria da mousse. Todos os ingredientes usados foram de ótima qualidade: mel orgânico do Capão, extrato de baunilha importado, um tiquinho de leite sem lactose, cacau 100% e, claro, abacate do quintal, gordura super do bem. Doce delicioso e saudável, o que pode ser melhor?
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Todo o poder ao abacate
Vi esta receita de carbonara de abacate no BuzzFeed (que tem de tudo, né?) e salvei para uma oportunidade. Hoje, Guga me lembrou do abacatinho colhido no quintal que estava quase vencido na fruteira. E me lembrei da receita e do fato de o abacate ser um alimento tão benéfico que até nas dietas ele é indicado, apesar de bastante calórico.
Usei, então, metade para a salada do marido e metade para meu carbonara com a deliciosa pasta à base de ovos Molisana. Ficou delicioso!
Usei, então, metade para a salada do marido e metade para meu carbonara com a deliciosa pasta à base de ovos Molisana. Ficou delicioso!
Marcadores:
abacate,
carbonara,
direto do quintal,
gastronomia,
gordura boa,
sazonalidade
sexta-feira, 6 de abril de 2018
Pão de abóbora
Ainda sobrou abóbora da fazenda da Ana, e hoje ela virou pão, com receita do Shimura, que encontrei no site Dedo de Moça. Ficou fofinho e gostoso.
Marcadores:
abóbora da Ana,
gastronomia,
não desperdício,
padaria,
pães,
pão,
pão de abóbora,
sazonalidade
Assinar:
Postagens (Atom)
Tudo de bão
Cabeceira
- "Arte moderna", de Giulio Carlo Argan
- "Geografia da fome", de Josué de Castro
- "A metamorfose", de Franz Kafka
- "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez
- "Orfeu extático na metrópole", de Nicolau Sevcenko
- "Fica comigo esta noite", de Inês Pedrosa
- "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector
- "O estrangeiro", de Albert Camus
- "Campo geral", de João Guimarães Rosa
- "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
- "Sagarana", de João Guimarães Rosa
- "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector
- "A outra volta do parafuso", de Henry James
- "O processo", de Franz Kafka
- "Esperando Godot", de Samuel Beckett
- "A sagração da primavera", de Alejo Carpentier
- "Amphytrion", de Ignácio Padilla
Arquivo do blog
-
▼
2026
(36)
-
▼
outubro
(8)
- Acachapante, minha nova palavra favorita
- Vida ao redor e a beleza das comunidades quilombolas
- Eu vou à luta é com essa juventude
- Dentro da vida universitária
- Nas ruas e nas redes, a defesa da democracia
- Poder, ganância e ressentimento na pauta do dia e ...
- Modos de lutar
- Meio-homem, ou o horror da masculinidade heteropat...
-
▼
outubro
(8)






